#La grande sete
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La grande sete di Erica Cassano: un romanzo di emancipazione e resistenza tra le macerie della guerra. Recensione di Alessandria today
Nel 1943, Napoli è una città in ginocchio. L’acqua scarseggia, la fame dilaga e l’eco della guerra risuona tra le strade martoriate dai bombardamenti. Anna ha sete.��Ma non è solo sete d’acqua, quella che tormenta i suoi giorni. È una sete di vita, di conoscenza, di riscatto, un desiderio feroce che si scontra con la dura realtà di un mondo che sembra non lasciare spazio ai sogni. “La grande…
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SPIDER ON THE RUN - capítulo 1
Prólogo(anterior)
🕸️ ➥ Damian Wayne X Spider¡!Leitora
Sinopse :: Sem amigos, sem família e sendo vista por aqueles que deveriam ser seus protegidos como nada mais do que uma fera aracnídea que se pendura entre seus prédios. Nada poderia ser tão ruim, até que ela descobriu que era um erro, uma anomalia. Fugindo, ela cai em um universo sufocante, sem estrelas, onde a loucura se esconde sob capas negras e a noite nunca termina.
Avisos :: Eu tenho quase certeza de que o Killer Croc tinha alguns comportamentos canibais em alguma HQ(provavelmente estou errada), a história se passa antes dos acontecimentos em Aranhaverso 2, Damian e a leitora tem idade para estarem no ensino médio + eu não entendo absolutamente nada sobre os números das dimensões da Marvel/DC, então ignorem qualquer erro.



Você mancou até a borda do terraço e atirou uma teia no prédio ao lado, se grudando contra a parede de tijolos antigos e começando a escalar. Guinchos e gemidos de dor ocasionalmente escapavam por detrás da sua máscara, a dor no seu lado se estendendo até o tórax e o seu braço direito, mas você finalmente chegou ao topo.
Se empoleirando no ponto mais alto daquele terraço, seus olhos captaram o cenário com cautela. Os prédios pareciam mesclar a modernidade com o clássico, mas a maioria deles pareciam desgastados ou meio corroídos. Uma neblina escura persistia até onde a vista alcançava, assim como o ar escuro e pesado que cercava a atmosfera da cidade.
Fechando os olhos, você se concentrou.
Vozes alteradas discutindo por entre paredes abafadas e repletas de sujeira, bem como soluços baixos e gemidos dolorosos nos espaços sujos e apertados entre os prédios. Passos apressados pela calçada, ameaças baixas e o uivo cortante do vento ecoando por todos os lados naquela cidade que parecia ter sido esquecida por quaisquer entidades que deveriam protegê-la. Seu coração doeu.
Pulando de volta para o terraço, você ergueu o relógio novamente e tentou discar contra a tela rachada, não recebendo mais do que letras embaralhadas e um ruído agudo e baixo. “Ah! Ótimo! Era isso o que eu precisava para melhorar o meu dia!” O veneno na sua voz quase escorreu pela máscara.
“Certo, quem precisa de um relógio inter dimensional quebrado quando você pode criar o seu próprio? Mesmo que isso vá demorar umas sete ou seis semanas e que o seu chefe aranha super bombado obcecado pelo multiverso consiga te encontrar em metade desse tempo.” Passando a mão pelos cabelos - ou onde eles estavam por baixo da máscara -, um suspiro profundo ecoou de você.
“MERDA!!!”
Um berro gutural veio do fundo dos seus pulmões e queimou na sua garganta, os estilhaços do relógio quebrado se espatifando no chão de concreto molhado enquanto lágrimas começavam a se formar sobre a irritação nos seus olhos. Quando o último estilhaço rolou até seus, a percepção surgiu como uma estaca no seu peito.
“Merda…”
Você não poderia replicar um relógio sem ter a base para isso, a base que estava totalmente espatifada ao seu redor. Você se ajoelhou no chão e se inclinou para catar pedaço por pedaço e reuni-los novamente, mas, quando seu braço se esticou para agarrar um estilhaço de vidro, seus sentidos dispararam como um alerta vermelho dentro da sua cabeça.
Antes que você percebesse, você estava na beirada do prédio e encarando uma figura anormalmente grande na escuridão abaixo de você. Pele reptiliana sendo visível apenas sob a suave - e quase inexistente, devido a poluição atmosférica fora do comum naquele lugar - luz do luar, apenas o suficiente para que você o visse desaparecendo dentro de uma saída de esgoto - que você tinha quase certeza de que não deveria ser legal por estar tão perto de uma região residencial.
“Mais um dia, mais um universo, mais um lagarto.” Com um suspiro, você caiu do prédio, se certificando de guardar os cacos do relógio em um dos bolsos frontais e caindo em frente à saída de esgoto. “Urgh, o que as pessoas desse lugar comem?” Adentrando o túnel, um cheiro pior do que a podridão invadiu as suas narinas.
O esgoto era escuro e abafado, tinha teias de aranha e ratos por todo lado. Umidade pingava do teto e marcas de cigarro e pichações decoravam as paredes. O único olho intacto do seu traje ajustou a visão noturna quando a luz parou de chegar até você. Depois do que pareceu uma eternidade - oito minutos - caminhando pelo esgoto, você chegou a um encontro de túneis e avistou um saco de couro que deveria ter pelo menos a metade da sua altura, jóias e notas verdes quase transbordando.
Antes que seu corpo pudesse se mover, a figura grande e imponente do Lagarto surgiu no encontro. Ele usava calças jeans rasgadas e sujas, seu rosto parecia diferente - mais escamoso e bruto - e as cicatrizes decoravam sua forma corpulenta. Seja lá que tipo de dimensão fosse essa, você percebeu que ela não pegava leve com ninguém.
“Dr. Connors, você não acha que isso é baixo demais?” Sua voz ecoou pelos túneis quando você deixou sua presença visível. O Lagarto se virou bruscamente e sibilou para você, suas grandes mãos se fechando em punhos pesados. “... Quero dizer, de cientista renomado a… ladrão de jóias? Purff, fala sério.”
“Vocês, morcegos, estão ficando cada vez mais irritantes.” Ele avançou na sua direção e acertou os punhos onde você estava há exatamente um segundo, sua voz desfigurada urrando tão alto que ecoou pelas paredes como ferro batendo no chão. Você se pendurou no teto e arremessou uma teia em sua nuca, puxando-a e acertando um chute em cheio na cabeça dele.
“Eu sou uma aranha, caso você não tenha percebido o símbolo ENORME no meu traje.” Connors cambaleou para trás e tentou acertar outro soco, falhando ainda mais. “É sério, cara, o desenho é tão estranho? Fui eu mesma quem fiz.” Um rugido veio dele, que correu até você e acertou múltiplos golpes na parede, alguns deles quase te pegando em cheio.
“Você fala mais do que os outros.” Ele se virou para onde você está agora, o rosto monstruoso piscando para você como a visão de um pesadelo daqueles que te fazem sentir mais agonia do que medo. “Eu gostei de você, passarinho.”
“Outros? Há outras aranhas por aqui?” Sua cabeça tombou e ele rosnou para você, não ameaçador, mas como se tivesse acabado de ouvir algo tão absurdo que chegasse a ser irritante. “Dr. Connors, eu preciso que você me diga-” em um movimento inesperado, o Lagarto agarrou o saco de jóias e arremessou em você com a habilidade de um arremessador olímpico.
O saco atingiu a parede, se espatifando no chão com o som estridente das jóias contra o cimento e o ouro tilintando. Sem mais delongas, você se lançou contra o Dr. Connors e o atacou com chutes e socos, desviando de suas mãos pesadas e usando a força dele contra ele mesmo várias vezes.
“Eu não sei quem é esse Dr. Connors de quem você tanto fala, mas eu tenho certeza de que ele não é tão forte quanto…” você desviou de mais um soco inútil, se inclinando para a direita onde o antebraço dele te parou na metade do caminho, a mão que se esticou agora voltando com um outro soco em seu lado direito. “... Eu.”
Um grito surdo se prendeu na sua garganta quando o golpe atingiu a sua costela, a dor se tornando aguda e se espalhando por todo o seu corpo em questão de segundos. Você caiu no chão com um baque abafado, tentando se arrastar para longe até sua perna direita ser envolvida por uma das mãos dele e você ser erguida no ar como uma pena.
“Você deveria ter pedido a ajuda do morcego antes de vir aqui.” A mão dele apertou ao redor do seu tornozelo e os olhos verdes brilharam na escuridão, língua reptiliana lambendo os cantos de sua boca enquanto ele te puxava para mais perto, a boca monstruosa se abrindo com as presas afiadas e grossas e-
“MERDA!” Algo o atingiu no ombro. Era pequeno e afiado, como uma estrela ninja, mas em formato de morcego e com uma luz piscante no meio. O Lagarto te soltou no chão e arrancou o projétil com facilidade, mas já era tarde demais quando a percepção de que aquilo era uma bomba o atingiu.
Seu corpo se moveu o mais rápido que pôde para longe da explosão, mas você sabia que ainda estava perto o suficiente da zona de alcance quando algo - alguém - te envolveu em uma capa escura e te puxou para longe dele. Você tapou os ouvidos e se encolheu ao máximo que o seu corpo dolorido conseguia. Quando seus olhos se abriram de novo, você percebeu os braços que te protegeram da explosão e o peitoral duro pressionado contra as suas costas.
Você se afastou e tentou ficar de pé outra vez, mas a visão à sua frente era…
Aquela coisa tinha pelo menos 1,98 de altura, corpo largo e cheio de músculos, envolto por uma capa negra que se arrastava pelo chão como uma sombra viva. Ele parecia fazer parte da própria escuridão, um pedaço da noite arrancado do abismo e moldado em forma de predador. Seus olhos brancos opacos seguiam cada um de seus movimentos, mas não com a hesitação de um homem, e sim com a precisão impiedosa de algo que não deveria existir.
Aquilo não fazia barulho. Nem sequer respirava como um humano deveria. Sua presença era um peso na alma e no ambiente, como se o próprio ar tivesse ficado mais denso, quase impossível de respirar. A única coisa que sugeria que ele fosse feito de carne e osso era uma pequena fatia de pele abaixo do nariz, um detalhe tão insignificante que parecia um erro, uma pequena armadilha para os desavisados.
“Batman!” Uma voz gritou do encontro de túneis, te arrancando do seu êxtase e fazendo o zumbido desaparecer. Você pareceu voltar à consciência quando a figura de um garoto surgiu ao lado do corpo abatido do Lagarto, mas foi só quando a coisa na sua frente se moveu, se mostrando não ser uma alucinação - ou um demônio - da sua cabeça, que você conseguiu fazer algo.
“O que… o que acabou de acontecer?” Sua voz falhou enquanto o corpo chamuscado do Lagarto chamava a sua atenção. A figura à sua frente pareceu notar a sua preocupação e negou com a cabeça, estendendo uma mão para te ajudar a se levantar.
“Ele não está morto.” Relutantemente, você aceitou a ajuda. “Vai ficar apagado por algumas horas. Tempo o suficiente para ser mandado de volta para Belle Reve e as jóias e o dinheiro roubado serem devolvidos.” Você arrastou seus pés pelo túnel até estar próxima do corpo caído, seu coração se apertando.
“Ele vai ficar bem, não vai? Quero dizer, uhn-eu não acho que um cientista seria bem tratado em uma prisão… pelo menos, não pelos motivos certos.” Quando você disse isso, o garoto ao seu lado bufou e arqueou uma sobrancelha.
“Waylon Jones não é um cientista, ele é um criminoso.” Zombou. “Batman, você ouviu isso? A dona aranha aqui acha que o Killer Croc é algum tipo de gênio.” Ele riu de você e isso te fez franzir as sobrancelhas e o encarar com raiva.
“Eu não-” sua fala foi cortada pelo homem de preto se aproximando de vocês dois. Ele ergueu a mão para o garoto em um sinal para manter silêncio, o que ele obedeceu imediatamente, mas com uma expressão nada satisfeita no rosto.
“Você parece machucada…” seus olhos te percorreram mais uma vez. “Tem uma costela quebrada. Precisa receber ajuda médica.” seus olhos se arregalaram com as palavras e suas mãos se moveram de maneira frenética enquanto você tentava dizer algo.
“Nada de médicos! Eles vão fazer perguntas demais, vão pedir muitos exames e-” sua mente correu pelas milhões de possibilidades e nenhuma delas te agradou. O que os enfermeiros pensariam quando te vissem coberta de hematomas e com sangue da cabeça aos pés? E, Deus, você deveria parecer nojenta agora.
“Calma aí, dona aranha, nós não vamos te levar para o médico.” O garoto falou novamente, mas agora ele era mais calmo e, de certa forma, acolhedor. “... Mas você com certeza precisa de uma ajudinha aí. Você tá um caco.”
O homem lançou outro olhar para ele, mas dessa vez ele não pareceu se importar. “Robin está certo, você precisa de ajuda. Nós podemos te ajudar, mas só se você quiser.” silêncio se instaurou entre vocês três - quatro, se contar com o corpo desacordado de um réptil humanoide de mais 200 quilos - enquanto você ponderava.
O que era melhor? Vagar por uma cidade que você não conhecia com uma costela quebrada, um traje destruído, sem a menor ideia de para onde ir ou como voltar para casa, ou ir com dois estranhos que você nunca viu ou ouviu falar, que tinham acabado de desarmar um homem de dois metros em menos de vinte segundos e que pareciam diretamente saídos de uma sátira de um filme de terror dos anos 90?
Deveria ter saído ontem, mas eu acabei clicando no botão para salvar, ao em vez do botão para postar💔
Sei que algumas pessoas que estão lendo não são brasileiras, então eu só queria explicar que a maneira como Damian se refere à leitora como "Dona Aranha" faz referência à uma canção infantil brasileira.
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Sono nata libera... La libertà vive dentro la mia anima da sempre... Troppo grande... Forte... Indomabile e selvaggia... Impossibile da contenere... Mi potranno catturare, ma mai addestrare... Mi potranno toccare, ma mai possedere... Mi donerò soltanto a chi rispetterà la mia sete di libertà...
~ Virginia ~

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Tentazione doppia

Non sai se hai più sete di lei o voglia di assaggiare il rosso pregiato che hai versato nei vostri bicchieri; cerchi un modo di ammorbidire le sue difese. È salita in casa con te. Certamente sapeva che non hai veramente... una collezione di farfalle da mostrarle! L'unica ora è avvicinarti a lei, respirare vicino al suo viso tenero ma impudente di gazzella tremante e dall'aria innocente. Sorriderle, toglierle il bicchiere dalla mano. Quindi, glielo farai sorseggiare un po' e lo poserai da qualche parte. All'improvviso la bacerai. Lei risponderà e si ammorbidirà tra le tue braccia. Il sapore del vino si mischierà al gusto proibito e dolcissimo delle sue labbra. E lei che se lo aspettava ti si aprirà davanti.

Totalmente disponibile come solo una donna meravigliosa e pronta ad amare sa fare. Tu allora mordicchiale il lobo dell'orecchio, sussurrale parole dolci e oscene: percepirai un imbarazzo complice. Nel frattempo lei spingerà ulteriormente il suo bacino contro il tuo. Sicuro e spontaneo segno d'urgenza d'amore. Ti comunicherà così che ora ha proprio bisogno di te. Onora i suoi bisogni e soddisfala: rendila sazia di piacere. Il tuo ripetuto e insaziabile egoismo di maschio, nel suo ventre e negli altri preziosi suoi intimi orifizi, sarà la sua gioia. Segreto vostro, intimo e inconfessabile. Una donna che s'arrenda a lui è il godimento più grande, per l'uomo che sappia conquistarla, onorarla e apprezzarla.

RDA
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so long, lando. | ln4
{ lista principal }
pov: hora de dizer até logo para o amor.
- avisos: narração em terceira pessoa, angst, sem final feliz, fim de relacionamento, menção a crise de ansiedade.
- wc: 976.
- n/a: estava a muito tempo tentando escrever isso. não sei bem como me sinto sobre, mas... enfim. e sim, é inspirada em so long, london da ts. para melhor experiência recomendo ouvir a música enquanto lê. (não me responsabilizo por lágrimas, i'm sorryyyy)
Imagens tiradas do Pinterest, todo direito reservado ao seus autores. História ficcional apenas para diversão, não representa a realidade e os personagens utilizados possuem suas próprias vidas e relacionamentos, seja respeitoso. 😊
Lando abriu a porta do apartamento e o frio logo o recepcionou. O lugar estava escuro, quieto e muito gelado, como se fantasmas, totalmente sem vida, dançassem no meio da sala.
Ele acendeu a luz e chamou pela noiva. Recebeu silêncio.
Largando a mala no chão e as chaves no aparador ao lado da porta, ele olhou ao redor, a procura de algum sinal de que ela estava ali. Não encontrou nada, então foi em direção ao quarto deles, mas não havia ninguém ali também. Nem no quarto de leitura, nem no escritório, nem em nenhum lugar. Conforme percorria os cômodos, Lando sentiu que algo estava errado e não gostou nada do sentimento de sufocamento que começava a roubar seu ar aos poucos.
Ele e a noiva estavam juntos há sete anos, mas as coisas já não eram as mesmas há pelo menos dois. O pedido de casamento, inclusive, havia sido uma tentativa de salvar tudo. Porém não funcionou. A cada dia, a noiva se afastava mais, parecia mais triste e decepcionada por Lando nunca cumprir tudo que um dia prometeu a ela.
Lando a amava, disso tinha certeza, mas em algum momento começou a se sentir insuficiente, começou a se sentir incapaz de fazê-la feliz. Vozes em sua cabeça gritavam que ele não daria conta de conciliar tudo, que ele precisava escolher entre ela e a carreira, que precisava deixar de ser egoísta e resolver a situação, mas simplesmente não conseguia. Era corajoso o suficiente para dirigir um carro há 300km/h, mas não era para enfrentá-la ou deixá-la ir. Permaneceu paralisado, fingindo estar alheio às mudanças, se afundando cada vez mais em trabalho.
A Formula 1 tomava tanto seu tempo, que quando deu por si, já não era somente o Lando Norris; era o Lando Norris da McLaren. E ele deixou ser assim, se transformou numa pessoa que não reconhecia, se distanciou tanto do que era, que nem se quer enxergava mais o antigo Lando.
Então, não podia a culpar por cansar dele; até mesmo ele estava cansado.
Quando chegou na cozinha e viu o envelope laranja (Há! Grande ironia!) em cima da bancada, nem precisou se aproximar muito para saber que sua vida mudaria e aos poucos, começou a senti-la desmoronar em volta dele.
O piloto se aproximou devagar, como se fosse uma bomba prestes a explodir e o tomou nas mãos com cuidado. Seu nome estava escrito com a caligrafia delicada da amada. Ele sentiu a garganta fechar e os olhos marejarem antes mesmo de abrir.
Puxou uma das banquetas e se sentou, abrindo o envelope com cuidado. Dentro, havia um pedaço de papel, mas também um objeto pequeno, a aliança de noivado. A primeira lágrima escorreu veloz pela bochecha do piloto quando ele segurou o objeto, ele a secou e a perna automaticamente começou a balançar pra cima e pra baixo. Com as mãos trêmulas, abriu a carta.
Além da caligrafia, que perdia seu padrão do início para o final, como se escrita com dor e rapidez, também havia manchas pelo texto. Manchas de lágrimas.
Seus olhos se nublaram ainda mais com as lágrimas que agora escorriam descontroladamente pelas bochechas. Ele respirou fundo antes de começar a ler.
“Querido Lando,
Por muito tempo, você foi minha fortaleza, meu farol em dias nublados e escuros, uma espécie de forte onde eu me abrigava para me esconder das fortes ventanias repentinas que apareciam destruindo minha vida. E você exerceu seu papel tão bem.
Nunca se importou em me ligar; não importava o lugar do mundo que você estava, nunca se importou de me ouvir, de me acolher em seus braços quentes e sempre cheios de vida. Seu sorriso era o que costumava ser meu aquecedor, era instantâneo sentir o calor percorrer meu corpo quando via você sorrir. Quando ele vinha acompanhado de uma gargalhada, era ainda melhor, parecia combustível sendo injetado em minha veias, me fazendo continuar. Não sei para onde, mas eu continuava por sua causa. E eu continuei por muito tempo, por conta dessas pequenas coisas, e aguentei tanto que não consigo organizar meus pensamentos direito quando penso nisso. Mas meus braços cansaram de te segurar, Lando.
Cansaram de te abraçar com força, na esperança de que você ficasse, que me escolhesse mais uma vez. Cansaram de carregar esse relacionamento por aí após ele passar ser um fardo, mas principalmente pra você. Cansei de tentar te fazer rir, de tentar te acessar de todas as maneiras que eu conhecia, de te assistir se tornar o homem da McLaren, não meu.
Não entenda mal, sinto orgulho de você e de ter ver alcançando o que sempre desejou, mas e eu? Assisti tudo de longe e sorrio? Você esqueceu de me levar junto enquanto estava por aí, vivendo sua vida, conhecendo lugares e se tornando o que sonhamos juntos. E eu não entendo por que, sempre remei por você, com você. Deixei de lado coisas que eu conhecia, coisas que eu era, sonhos que sonhava. Por você, Lando.
Sabe quanta tristeza suportei para continuar remando? Para continuar fazendo massagens cardíacas nesse amor, na esperança de fazê-lo ressuscitar? Não, acho que você não sabe e nunca vai saber. Tudo que fiz foi pensando que seria recompensada com a única coisa que me importava: você.
Você pode me acusar de abandonar o navio, mas eu estou afundando com ele e querido, isso eu não posso suportar. Saiba que não estou furiosa com você, estou furiosa porque eu amava o lugar que você era. Você era meu lar, Lando. E agora é apenas um espaço vazio e frio.
Foi bom enquanto durou, um momento de Sol morno. Mas é hora de partir e eu sei que você vai encontrar alguém para habitar sua casa novamente.
Desculpe não esperar para me despedir, sei que não conseguiria e te amar está me arruinando. Eu preciso ir e prefiro não falar para onde, preciso de espaço, mas estou bem, caso isso te importe. Entro em contato para buscar minhas coisas.
Até logo, Lando.”
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24. Hector Fort
Delicado- Hector Fort
Prompt 24 - "Se eu pudesse, eu beijaria todas as suas cicatrizes"
Avisos: leve angústia; menção de problemas com autoimagem; insinuação de mutilação; ( depressão? )



Era noite de quinta-feira e meio da estação mais quente do ano. O verão, embora muito entediante e estressante para você, era a época favorita para a maior parte da população de Barcelona. Sendo uma brasileira você já deveria estar acostumada com as altas temperaturas e positivamente admirá-la, retirando do armário um belo biquíni e acompanhando seu namorado e amigos em suas visitas para a praia ou as curtas viagens que eles amam para Ibiza.
Até poderia rolar, se você não tivesse tanto a esconder de si mesma e de Hector.
Não era como se tivesse vergonha do que você era, sua hesitação em se expor tanto estava relacionada a imagem que você tinha de quem já foi. Era duro se lembrar da pior época da sua vida, daqueles dias em que você implorava para que Deus a levasse enquanto tudo que você podia fazer era se olhar no espelho e se deparar com a sombra da pessoa feliz que um dia já fora, era olhar para as marcas que você mesma fazia em sua pele e se retrair diante de cada cicatriz.
Depois de dois anos de uma luta solitária contra si mesma e todo o resto do mundo, seus pais lhe deram o maior apoio que poderiam ter dado quando você decidiu se mudar para a Espanha após ser aprovada uma universidade em Barcelona. Foi a sete meses atrás, na enorme cidade que abriga um dos maiores times da Europa que você conheceu Hector, em uma pizzaria com os amigos enquanto você se entupia de massa e coca-cola revirando as folhas de um extenso trabalho acadêmico.
Os olhos dele clicaram em você imediatamente, nada parecia mais interessante do que olhar para a bela garota séria e focada no assento ao lado da janela, uma chuva leve caindo do lado de fora dos vidros grossos e aquela blusa fina e preta de gola alta cobrindo seu tronco que ainda nos dias de hoje o encanta. Marc Guiu ainda estava em Barcelona e fora ele mesmo quem quase jogou Hector por cima da mesa em sua direção, o garoto — agora estrela do Chelsea —, tem a satisfação de dizer que foi o cupido do casal. Inicialmente Fort se sentiu intimidado a se aproximar, mas com um pequeno e literal empurrão de Lamine, que resultou em nada mais do que uma grande mancha de café que quase danificou seu notebook, Hector e você conversaram pela primeira vez, embora você estivesse um pouco irritada com a situação.
Quatro semanas depois e uma aliança adornava seu dedo anelar, provando que além de apaixonado Hector também estava determinado a mostrar que tanto ele quanto você estavam irrevogavelmente juntos.
Nunca houvera nenhum segredo entre o casal, os dois prometeram sinceridade constante entre si e não era como se você tivesse mentido para ele a respeito do seu passado, afinal ele queria te conhecer completamente e você tinha o mesmo desejo, mas até aquele momento Hector não sabia a profundidade da dor que você já sentiu, embora tenha tido pequenos vislumbres das mínimas cicatrizes que cobriam ambos os seus pulsos. Com medo de que ele a deixasse por se sentir problemática, tudo que pôde fazer era adiar de forma quase constrangedora um contato mais íntimo com ele, e somente quando notou que seu distanciamento resultou em um Hector inseguro consigo mesmo foi que a verdade veio a tona, e você o deixou tocar todo o seu corpo - incluindo aquelas partes que você não gostava nem de olhar.
E ah! Ele não poderia ter se apaixonado mais por você. Porque, como uma mulher tão jovem, que conseguia ser tão forte e determinada apesar de tudo que já vira de pior no mundo estava com ele? Como, de todas as pessoas da maldita Espanha você tinha escolhido logo ele, o cara sério e de cara fechada do time titular do FCBarcelona que repudiava de todas as formas um relacionamento sério até te conhecer?
Não que ele estivesse reclamando, até porque agora não tinha mais volta. Você era dele e de mais ninguém, por isso ele se orgulhava de te amar explicitamente, principalmente nos momentos em que você não conseguia fazer isso consigo mesma.
Naquela noite vocês tinham combinado de se encontrarem na casa do Raphinha para um churrasco, e somente Deus sabia o quanto você estava animada para ver seu amigo Brasileiro que tanto a lembrava de sua terra natal. Por isso, quando Hector te encontrou vestindo a blusa de gola alta que ele tanto gostava e o lembrava de quando te viu pela primeira vez, ele se sentiu estranho. Não porque você estava feia, porque, misericórdia, mas isso era impossível se acontecer, mas sim por causa do extremo calor que exalava no país todo naquela época do ano. Quando analisou melhor, ele percebeu o conjunto floral que você tinha experimentado anteriormente e não se sentiu mais confortável em usar.
— Bebé, você já está pronta? — escondendo o motivo por detrás da pergunta, Hector se aproximou, recostando-se na sua parte do closet de braços cruzados.
Você assentiu, já tendo o notado desde o primeiro instante. Passando as mãos pela saia xadrez preta e marrom que persistiu em usar.
A sombra do seu namorado se projetou atrás de você, o conjunto floral quase brilhando em suas mãos.
— Porque não este? Está um calor dos infernos lá fora, e embora eu prefira toda sua gostosura só pra mim, não quero que minha namorada desmaie de calor.
— Gostei desse. Não estou bonita o suficiente? — a leve insegurança no seu tom de voz selou completamente as desconfianças dele.
Negando com a cabeça, Hector tocou a barra de sua saia com a mão livre, os dedos masculinos e delicados puxando levemente o tecido. Quando levantou os olhos de si mesma, percebeu pelo espelho de corpo inteiro que ele já te olhava. Ambas as esferas se conectando ao ponto de suas barreiras ruírem, dando a ele a oportunidade de ver atravéz da sua alma.
— Corazón, eu seria um bastardo mentiroso se dissesse que você não está irresistível — os lábios dele tocaram suas costas por cima do tecido — Mas perfeita você só fica quando consegue se amar e estar confortável consigo mesma.
O corpo forte e definido cobriu o seu por trás, como um protetor de si mesma que a impedia de se autodepreciar.
— Hector...não quero mais vestir outra coisa, estou bem com esse — sua voz traidora saiu quase como um ruído incomodado.
Seu namorado depositava beijos lentos e carinhos por toda a extensão do seu pescoço, abaixando o zíper na parte lateral da sua saia, o pano de algodão caindo aos seus pés descalços com um som abafado pelo carpete fofo.
— Mentir para mim, ainda que seja desagradável, está tudo bem. Mas mentir para si mesma amor, está fora de cogitação — você soltou um moxoxo, sabendo que ele não se convenceria com as suas falas — Me diga, você ainda quer sair?
Rapidamente você assentiu, se sentindo culpada por passar a imagem contrária, ainda que estivesse animada para sair. Você só não estava...animada consigo mesma.
— Só vamos sair quando você estiver de volta pra mim, de volta para si mesma — agora ele segurava a barra da blusa que ele tanto amava, mas que neste momento poderia rasgar em mil pedaços somente por estar sendo utilizada para se esconder — Eu amo você e tudo que vem contigo, seja o seu humor bipolar, o seu estranho gosto para filmes de comédia romântica de apodrecer os dentes, ou mesmo a mania estranha de tomar café puro sem açúcar. Mas principalmente suas cicatrizes...
Em um segundo você estava apenas de roupas íntimas diante dos olhos adoradores dele. As lágrimas acumuladas em seus olhos de repente saltaram e rolaram pela sua bochecha. Hector as enxugou e ainda olhando para ti atravéz do espelho, os dedos dele traçam a parte inferior de sua barriga, seus pulsos e todos os outros locais por onde um dia lâminas cortantes passaram.
— Porque mesmo que elas tenham sido feitas para te machucar, acabaram tornando-te não somente uma forte mulher, mas também alguém que me inspira constantemente a continuar mesmo diante de tantos desafios e momentos praticamente impossíveis de se superarem.
Aos poucos ele foi te vestindo delicadamente, adorando seu corpo como sempre fizera em cada toque, beijando suas marcas conforme o tecido fora cobrindo você.
— Se eu pudesse, beijaria todas as suas cicatrizes, toda hora, todo dia — confessou ao terminar, o queixo repousando em seu ombro — Melhor agora?
Você assentiu, sem ter certeza se encontraria sua voz para agradecê-lo por sempre te fazer se sentir melhor quando precisava. Virando-se para Hector seus lábios selaram os dele, as mãos fortes cobrindo sua cintura com calma.
— Obrigada Hector — ele colou suas testas — Não acho que sem você eu gostaria tanto de mim como tenho feito, ainda que alguns dias demore mais para esse amor surgir.
O sorriso dele lhe deu um cumprimento antes de ser abraçada fortemente.
— Dulzura, espero que você possa se acostumar com minha companhia constante, porque não vou embora até o fim dos nossos dias.
Um risinho escapou dos seus lábios.
— Isso me pareceu mais um ameaça.
Se soltando de você ele piscou.
— Talvez tenha sido — a mão dele cobriu a sua, levando-a para fora do closet — Mas você já sabia onde estava se metendo quando aceitou namorar comigo.
E você sabia mesmo, tanto sabia que agradecia a Deus todos os dias por tê-lo conhecido naquele dia.
— Pois é, quão sortuda eu sou, não é mesmo?
Hector sorriu em concordância, te ajudando a calçar um dos seus saltos favoritos antes de saírem. Devo dizer, que pelo resto da noite seu namorado não saiu do seu lado, fazendo surgir mil e umas piadinhas de seus companheiros de equipe. Mas isso não foi um problema.
Nunca era quando ele estava presente.
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Sei terrificante.
E strana
E bella.
Sei difficile da amare.
Sei inestinguibile sete.
E desiderio.
Bruciare di desiderio per te e tacere è la punizione più grande che possa procurarmi...
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a altivez dos passos diz que é nobre o sangue que corre em aislinn zephyren. sendo dedicada e rancorosa, ela foi escolhido como hospedeira e protegida de cerridwen. aos vinte e sete anos, cursa o nível I. sua reputação é conhecida além das fronteiras, e dizem que se parece com kristine froseth.
Ambessa Zephyren nunca se casou ou teve filhos. Carregava sozinha o legado da casa Zephyren — ricos e prósperos há tantas gerações — e não parecia ter perspectiva de mudança. Os boatos corriam, é claro: envolvia-se com mulheres, era difícil de lidar, portava alguma doença… Mas a verdade era bem mais simples: Ambessa não queria. Era rica e tinha poder. Mais do que isso, era destemida e não se importava tanto assim com as normas sociais.
Foi graças a isso, à visão de mundo que Ambessa tinha, que Dionne Montwell teve o seu escândalo evitado. Durante um caso extraconjugal, a khajol engravidou. Sabia que a criança não era do marido e ele também saberia. Era um homem que viajava muito e as contas não fechavam. Não estava presente em Ânglia há meses; como poderia conceber um filho? Em via do desespero, Dionne procurou por Ambessa — sua velha amiga de infância e a única pessoa que poderia ajudá-la. A Zephyren não a julgou, como Dionne já imaginava, mas deixou clara a sua desaprovação. Dionne sempre fora a mais inconsequente entre as duas.
Elas arquitetaram um plano. Uma salvação. Ambessa e Dionne passariam um tempo afastadas da capital sob o pretexto de um retiro médico para ajudar na “condição” de Ambessa. A mulher, que não se importava com os rumores da própria reputação, tomou para si a responsabilidade. Ninguém questionaria, afinal, era certo para os bisbilhoteiros que Ambessa tinha algum problema, quiçá uma doença desconhecida. Ora, uma mulher que não desejava se casar nem ter filhos!
Aislinn veio ao mundo indesejada. A mãe não a segurou nos braços antes dela ser enviada para os cuidados de uma criada de Ambessa, com quem ficou até a adolescência. Apesar de ter crescido entre a criadagem, o sangue nobre de Aislinn não poderia ser apagado. Era uma khajol como a mãe e a mãe antes dela — e mesmo com todo o cuidado de Ambessa para que a garota levasse uma vida discreta, para que nunca fosse ligada à Dionne, não haveria para onde correr quando a hora dos deuses chegasse. Como uma grande ironia, inclusive, como se os deuses tivessem se zangado com a ideia de que uma hospedeira poderia ser negada a eles, a criada que cuidava de Aislinn faleceu antes da menina completar dezoito anos. Ambessa não viu outra escolha senão tomá-la como sua herdeira a contragosto. Era isso ou correr o risco de expor Dionne… ou enfrentar uma suposta fúria dos deuses. Estava paranoica com a morte repentina da criada.
Aislinn foi apresentada ao Alto Império como uma sobrinha distante de Ambessa que perdera os pais para a doença. Todos sabiam que a Zephyren não possuía irmãos, mas pouco se sabia sobre primos distantes. Sempre foram uma casa muito reservada. No mais, os bisbilhoteiros estavam finalmente aliviados em ver Ambessa reconhecer uma herdeira. Ela não podia deixar o legado Zephyren simplesmente se desfazer junto dela.
A garota passou por aulas extensas de etiqueta, história, literatura, política, geografia… e provou à Ambessa que o sangue nobre realmente corria em suas veias. Aprendeu rápido e se comportava como se tivesse sido criada pela Zephyren durante toda a vida: empinando o nariz e ostentando o prestígio de sua casa.
Claro que a sensação de que não pertencia nunca abandonou Aislinn. Sempre soube da sua história, do quão indesejada era, e reconhecia que tinha uma dívida infinda com Ambessa. Não exibia, porém, qualquer sinal dessa versão sua. Não poderia. Passaria o resto da vida tentando merecer aquele legado que não era seu; aquela transformação que havia ganhado. Talvez por isso Cerridwen tivesse a escolhido como sua hospedeira. Aislinn morreu e nasceu de novo, se transformou tantas vezes… mas nunca realmente se encontrou.
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FILMES PARA ASSISTIR NO JANTAR 🍝🍰
a vibe dos filmes do jantar podem ser “estou sentado com pessoas que amo, respeito e estamos conversando” ou “estou comendo sozinho, mas com intenção, estou refletindo, estou observando o mundo ao meu redor”
observação: se algum link não estiver funcionando, por favor, avise na ask, que iremos mudar o link.
A Viagem de Chihiro
Amor à Flor da Pele
Efeito Borboleta
Encontros e Desencontros
Garota Exemplar
Hereditário
La La Land
Lady Bird
May December
O Abutre
O Castelo Animado
O Diabo Veste Prada
O Grande Gatsby
O Menu
O Poderoso Chefão
Oppenheimer
Os Sete Suspeitos
Parasita
Ratatouille
Scott Pilgrim contra o Mundo
Soul
The Sound of Metal
Tudo em Todo o Lugar ao Mesmo Tempo
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Choro mudo.
Era só mais uma noite daquelas que sofria por antecedência pela sua chegada. olhava para a escuridão do quarto e em pé de frente pra cama meus pensamentos me levavam para um lugar que não era bom de se morar. la estava eu, cometendo mais um dos erros que tento evitar, mas nessas horas me parece ser tão certo e tão...humano errar. sabia que fazer essa entrega de mim para outro alguém que não tem meu coração era um grande ato de burrice e já me acostumei a ser burra. em modo automático deitei-me em uma cama fria e com vestígios de um cheiro que conheço muito bem o do ‘’sacrifício’’, todas as veze em que me entrego pra ele é um grande fardo que carrego quando o dia amanhece e me lembro do que fiz. eu tinha acabado de fazer amor com ele. o choro ameaçou vir. fechei os olhos, respirei fundo, senti o frio na barriga e o peito começar apertar, lutei por segundos para as lágrimas não caírem, mais caiu. ele estava em meus braços. abracei-o como se fosse você, mas não era. quando ele virou as costas, desabei, um choro mudo e pesado. entrei no meu personagem de quem era forte e simplesmente adormeci em meio ao choro e você no meu pensamento.
Me sinto horrível toda vez que cometo o mesmo erro de me entregar pra um corpo que acredito que seja o seu. todos os toques, beijos, gemidos, promessas feitas idealizo que seja você, simplesmente fecho os olhos e sinto que é você. me perco no seu corpo quente, seu calor, os desenho dos seus músculos que deslizo com os meus dedos. imagino sentir o seu cheiro e me embebedar dele enquanto você me faz sua. se tiver que passar pelo inferno pra chegar até você do jeito mais pecaminoso, passaria por todos os segundos enquanto estiver respirando. morro toda vez que abro os olhos e vejo que não é você. quero chorar todas as vezes que não encontro o seu olhar. quero parar de sentir o meu coração bater por perceber que não é você quem está em meus braços. quero simplesmente desaparecer em meio aos lençóis e me afundar em um colchão tão frio quanto a minha alma.
Eu te guardo em sete chaves onde ninguém sabe que você é meu maior segredo. por mais que me perca em um corpo que não reconheço mais e em outras pessoas que no outro dia não irei mais lembrar, ainda será você nos meus pensamentos mais profundo de todo o meu ser. irei te procurar e te encontrar de todas as formas possíveis, do mais gostoso até o mais amargo. irei me quebrar em tantos pedaços só pra manter o meu desejo por você vivo. não quero te esquecer. não quero te deixar ir embora de dentro de mim. quero me perder em meus pensamentos quando imagino você me fodendo loucamente mesmo que a gente saiba que o sonho irá acabar. estou sempre em uma guerra comigo mesma quando se trata de você. um dia eu te amo e no outro não o amo mais. um grande caos interno. mas você será sempre assim pra mim, meu céu e inferno. doce e amargo. perto e distante. mas eu sei que você é algo impossível pra mim e vou sobrevivendo com o pouco que tenho. o pouco de nós. de você.
Elle Alber
#usem a tag espalhepoesias em suas autorias 🌈#espalhepoesias#lardepoetas#escritos#pequenosescritores#pequenospoetas#pequenos textos#pequenosautores#autorias#pequenosversos#lardospoetas#pequenasescritoras
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Pode perguntar para estudiosos, céticos ou aventureiros, todos eles dizem a mesma coisa: o tesouro de Barranca Azul é uma lenda. Uma história contada tantas vezes que as pessoas começaram a acreditar que era verdade. Uma mentira que se transformou em filmes de Hollywood com grandes números de bilheteria (se lembra de quando o Antonio Banderas interpretou o Capitão Araújo?). Uma bobagem que prospera para manter uma cidade como destino turístico bastante visitado. Mas o que sabemos sobre esse tesouro?
Nossa aventura começa no século XVII. O temido Capitão Araújo, conhecido nos sete mares como La Serpiente, governava as águas da América Latina com um pulso firme, ao lado de uma tripulação extremamente violenta e eficaz. Eles saqueavam navios espanhóis e cidades costeiras, principalmente, e acumulavam uma fortuna inestimável em ouro, prata, joias e artefatos raros. Existiam vários questionamentos sobre como o homem tinha se tornado tão poderoso. Alguns diziam que ele era um ex-soldado espanhol que havia recebido o apelido depois de trair os seus antigos companheiros, outros diziam que se tratava de um ser sobrenatural que se transformava no animal quando atacava os navios. Em cada canto do continente, as pessoas o culpavam não apenas pelos roubos nos mares, mas também por inúmeros eventos. Diziam que quando ele passava, as colheitas morriam, o mar secava e doenças misteriosas surgiam nas aldeias. Seu nome causava tanto medo que as pessoas queriam ele morto, e Araújo sabia muito bem disso.
Apesar de sua força e poder, Araújo entendia que a vida de um pirata está sempre em risco. Nos meses finais da sua jornada a bordo do La Vibora, seu imponente navio, ele se tornou uma sombra de quem havia sido. O homem que um dia foi temido pela sua crueldade, agora estava tomado pela paranoia. Eram gritos no meio de uma tempestade, ataques de fúria que acordavam os piratas, o homem enxergava um mínimo erro como um sinal de que as suas desconfianças estavam certas e estava cercado por traíras. Alguns dos seus companheiros foram jogados ao mar, seu destino selado pelas ondas que não davam qualquer descanso e pelos tubarões famintos em busca de alimento. Muitos achavam que o Capitão estava perdendo a sanidade, e apesar da sua tripulação acreditar que não existia um líder mais capaz que ele, era óbvio que em seu atual estado, não poderia liderá-los e alguém deveria tomar o seu lugar. Não era nada pessoal, mas o próprio homem tinha criado aquela confusão. Como se estivesse sentindo a traição final chegando, Araújo desapareceu no meio da noite, enquanto a tripulação saqueava um navio espanhol.
La Serpiente era um acumulador. Ele não tinha a mesma facilidade que os seus tripulantes tinham para gastar tudo com mulheres e bebida. Secretamente, ele criou uma espécie de santuário, guardando todas as riquezas que conquistou ao longo dos anos, o suficiente para durar até a sua última geração, quando os humanos finalmente conseguissem o seu objetivo final de destruir a Terra. Ele escondeu esse tesouro em Barranca Azul, um território isolado na costa remota do Uruguai, temido pelos marinheiros por conta de uma antiga lenda sobre uma civilização perdida, com conhecimentos secretos sobre poderes místicos, que ocupava aquelas terras. Era uma bobeira, o Capitão Araújo sabia disso depois de ter ido e vindo tantas vezes para apreciar as suas conquistas. No entanto, naquele momento de desespero, o homem não conseguiu se achar na terra da mesma forma que tinha conseguido tantas vezes. Passou semanas andando por entre a vegetação densa e passagens estreitas, sentindo que estava sendo seguido, até cair as margens de um rio, sua exaustão evidente. Ele acordou dias mais tarde, sob os cuidados de um povo que ele jurava não existir. Sua cara de surpresa foi motivo de riso para a tribo.
Essa parte da história é dita de formas diferentes. A mais aceita diz que o Capitão se encantou por uma mulher e passou meses com aquelas pessoas, tentando aprender o seu idioma e entender os desenhos em suas cavernas. Alguns dizem que eles lhe ensinaram magia, outros que foi Araújo quem mostrou os seus poderes. Apesar de ter provado da verdadeira paz, ele sabia que não poderia ficar ali para sempre enquanto a sua tripulação ainda estava lá fora, caçando-o. Araújo pediu então que o povo lhe ajudasse a esconder o tesouro, protegendo-o com o seu sangue ou magia, trancando-o de forma que só pudesse ser acessado por meio de sete chaves. Enquanto voltava para a costa, ele iria esconder aqueles itens por toda a parte, de forma que fosse o único capaz de apontar aonde estavam quando finalmente acreditasse ser seguro. No entanto, La Serpiente nunca pisou naquelas terras novamente. Não se sabe se a sua tripulação foi capaz de pegá-lo, se acabou morto por algum espanhol ou se a própria tribo lhe condenou. Mas o inestimável tesouro continua escondido em algum lugar.
A chave para encontrá-lo? Bom, são sete.
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Quem é aquela RESIDENTE DE CIRURGIA CARDIOVASCULAR correndo por ali? Para estar com pressa assim, tenho certeza de que é RESIDENTE no GREY-SLOAN. Olhando assim, bem que parece CHLOE HUANG, sabe quem é? Dizem que é bastante ATENCIOSA E CONFIÁVEL, mas as más línguas dos corredores adoram dizer que é PERMISSIVA E INSEGURA. Enfim, pode ser só fofoca, não é? Igual aquela que contavam sobre se parecer muito com HAVANA ROSE LIU. Seja como for, espero que tenha um ótimo plantão!
sobre chloe.
carregar cargas emocionais dos outros, vendo a situação através de um ângulo em que deve ser a pessoa a assumir a postura mais forte frente aos demais, não é um hábito dos mais saudáveis. e, mesmo perfeitamente ciente - bom, ao menos em sua cabeça -, chloe não se recorda de um momento de seus vinte e oito anos em que esse hábito não esteve intrínseco nela. embora seja o tipo de pessoa que não gosta de apontar dedos, se tivesse de encontrar uma origem para toda essa questão, certamente a grande culpada se encontraria na pessoa de sua mãe.
seus pais, casados por cerca de quinze anos, se divorciaram quando chloe estava com treze - duas semanas depois de seu aniversário, mais especificamente. a situação já seria caótica por conta, mas o fato do pivô da separação ser a melhor amiga da mãe, com quem o pai estava tendo um caso extraconjugal, somente tornou tudo ainda pior para todos os envolvidos. a relação entre a garota e o pai nunca mais foi a mesma e, até na vida adulta, continuam a se comunicar apenas de forma mais esporádica. por sua vez, em relação à mãe, chloe, a segunda filha, se manteve como o ponto de estabilidade em meio a esse período tão turbulento do divórcio - o que veio a ser o ponto principal da relação de ambas por muito mais anos. além de servir como terapeuta gratuita e não licenciada da mãe, também ajudou a tomar conta da irmã sete anos mais nova, como o irmão - quatro anos - mais velho, na época universitário, estava muito longe de casa para assumir alguma parte nisso.
estudar medicina não era o plano inicial quando entrou na universidade do michigan - o estado em que nasceu -, escolhendo o curso de biologia. entretanto, ao findar aqueles anos iniciais, já estava com a ideia fixada de se tornar médica - principalmente após perceber que não gostava tanto da ideia de trabalhar em pesquisas acadêmicas como biológica quanto imaginava em um primeiro momento - , e se inscreveu na faculdade de medicina em seguida. entre as opções nas quais foi aceita, acabou indo estudar na universidade da califórnia, em berkeley. escolheu fazer residência na área de cirurgia cardiovascular, se mudando para seattle após sua formatura para que pudesse iniciá-la no programa do grey-sloan - estando agora no último ano.
com os anos, se tornou praticamente natural para chloe sempre assumir a postura de segurar as pontas. colocar seus problemas em segundo plano e guardar a maioria dos seus sentimentos para si nunca foi a melhor das ideias, porém, são poucas aquelas pessoas com quem se sente completamente confortável em ser sincera sobre como se sente em determinados momentos; tende a achar que vai estar atrapalhando em ocupar a pessoa com os seus problemas, e quase cria a certeza de que deve estar incomodando e agindo como sua mãe.
embora seja uma uma pessoa bem-humorada, que se esforça para enxergar pela perspectiva do copo meio cheio, nem sempre é eficaz nisso. tende a querer que os outros gostem de si e vejam ela em uma perspectiva sempre positiva - quase uma agradadora profissional -, então, é quase um feito uma pessoa ter a capacidade de tirá-la do sério ao ponto de simplesmente parar de dar importância ao que vai pensar de si, ou a tentar ser compreensiva, e começar a tratá-la como realmente sente vontade em seu momento de irritação.
informações extras.
tem vinte e oito anos, nascida em vinte e sete de junho, e é do signo de câncer. sua cidade natal é detroit, no estado do michigan.
estudou pré-medicina na universidade do michigan e medicina na uc berkeley. atualmente, está no último ano da residência em cirurgia cardiovascular;
tem um irmão mais velho, charlie - que tem trinta e dois anos e é engenheiro civil -, e uma irmã mais nova, emily - que tem vinte e um anos e estuda gastronomia em chicago;
suas duas gatas se chamam ellen ripley e sally hardesty, em homenagem às personagens principais de alien: o oitavo passageiro e o massacre da serra elétrica, dois de seus filmes favoritos de terror - que é o seu gênero favorito;
mora no apartamento de martina di palma, sua ex-atendente (mas uma mentora e amizade para a vida toda), juntamente com benjamin santiago e iolanda frade de albuquerque.
ideias de conexões (lista em eterna construção).
muse a e chloe se dão muito, muito mal. já faz tempo que abandonou a dimplomacia com muse, que atualmente é a única pessoa com quem chloe vai e fala logo o que pensa - no sentido negativo -, por não dar a mínima do que pensa sobre ela; (só não atendentes! ela morre antes de ser grossa com um);
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Guanyi Xie, herdeiro do viscondado de Chester e médico, com 26 anos, heterossexual? e @/28stars
Era, ao mesmo tempo, engraçado e peculiar que o sangue fosse do exato mesmo tom das rosas das janelas de Roselake, a propriedade da família Xie. Como um médico eficaz e um amante assíduo da botânica, era inevitável para Guanyi comparar algumas cores: os hematomas, quando recentes, eram iguais as flores de allium; e quando amarelaram-se, se tornavam semelhantes às helicônias; por mais nojento que fosse, o catarro da tuberculose tinha o tom exato das amarílis amarelas. Às vezes, enquanto estava tratando algum paciente, era comum para Guanyi se pegar pensando na jardinagem; as orquídeas bonitas que ele plantou, se precisava podar mais os arbustos da propriedade, e como os girassois colocados ao lado da cama do seu paciente eram feios e mal-cuidados.
Em outra vida, Guanyi poderia ter sido um botânico, ou talvez uma orquídea, vai saber. A verdade, porém, é que, durante aquela vida, Guanyi era o herdeiro do viscondado da família e, como seu pai e seu avô e aqueles que vieram antes deles, ele tinha que exercer a medicina. Dedicar-se a sua paixão pela botânica não seria possível num mundo onde o peso de seu sobrenome, de seu futuro título e do desejo por orgulhar seu pai era mais importante do que qualquer coisa.
— Você já se casou, Sr. Xie? — questionou a mãe de seu paciente, uma lady já idosa que parecia ignorar as convenções da sociedade; ela era velha demais para ligar para isso. A lady havia perdido o marido e dois filhos, agora, potencialmente, perdia o terceiro filho, afinal, o paciente de Guanyi estava com consumpção; perder tempo evitando não ser intrometida não era algo que aquela mulher já idosa faria.
— Não, Sra — ele respondeu, insatisfeito com a questão.
Guanyi não era um homem para o amor, tivera o coração quebrado — destroçado, se formos sinceros — uma vez e não tinha vontade de se casar ou permitir-se apaixonar mais uma vez.
— Hmmm — ela murmurou, tentando cobrir o sorriso com a luva — Eu tenho netas maravilhosas, sabia? Você deve ter conhecido minha preciosa Lily, ela foi a mais bonita dessa temporada.
— Eu não fui à Londres este ano — ele argumentou, ainda continuando o tratamento do paciente.
— Ah, mas que pena, perdeu de conhecê-la, mas posso apresentá-la a você algum dia desses. Tenho outras sete netas também e todas estão solteiras, eu acho — ela franziu as sobrancelhas para pensar — Ou são oito? Ah, isso não importa! Você vai adorar Lily. Ela vai estar aqui semana que vem.
Guanyi deu um sorriso amarelo e tentou voltar a chamar a atenção da lady para seu paciente. Ele não procurava casamento no momento e era cansativo ter que lidar com aquelas mulheres ansiosas por casar suas filhas ou netas até em seu trabalho.
— Sinto muito, Sra., mas estou partindo de Cheshire amanhã.
— E para onde vai?
— Sussex.
Havia sido convidado pela mãe de seu grande amigo e colega de faculdade, Nicholas, para uma estadia em sua casa de campo e Guanyi podia apenas suspirar aliviado por saber que, definitivamente, não teria que ouvir papos sobre casamentos por lá.
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No, I'm not a player, I'm a puppeteer
task reward: o despertar dos poderes
tw: violência domestica, assedio, ptsd e vários pensamentos ruins.
Tentou ser discreta caminhando rapidamente para que ninguém percebesse que ela estava fugindo no meio de um casamento. Ela não era a noiva correndo com as saias brancas esvoaçantes, era apenas uma mulher fugindo dos fantasmas do seu passado. Já tinha sido uma noiva antes e podia afirmar com toda certeza que não foi uma boa experiência.
Entrou em um dos quartos reservados para os noivos se arrumarem. Não era muito grande, mas tinha uma porta que a permitia fechá-la e assim estaria segura.
Aquele templo era muito mais chique do que o lugar onde foi realizado o seu casamento sete anos atrás. Não se lembrava dos detalhes, pois seu cérebro fez questão de apagar a maioria das lembranças daquele dia miserável. Se lembrava de querer fugir, de odiar tudo e a todos, de querer chorar em posição fetal e pedindo à deusa para alguém salvá-la.
Ninguém a salvou. E isso resultou em mais memórias horríveis que seu cérebro não apagou.
Sentou na cadeira em frente à uma penteadeira que estava incrivelmente arrumada, havendo apenas uma xícara e um bule de chá usados, esquecidos enquanto o noivo ou noiva saiam correndo para aproveitar a festa glamurosa. A xícara até mesmo tinha um pouco do chá, mas foi abandonada depois de ser usada. Não era sempre assim?
Seu braço ardeu. Sempre ardia como uma lembrança constante de um episódio difícil de sua vida. Não ardia porque houve uma ferida aberta ou algum osso lesionado, não, aquela dor era puramente psicológica, desencadeadas por xícaras de porcelana.
Algo estranho para ser um gatilho, no entanto Ashla começou a ter essas reações à xícaras de porcelanas depois que seu marido enfiou um estilhaço do objeto em seu braço, logo abaixo da axila.
Nada justifica uma agressão daquelas, principalmente quando o motivo era tão bobo quanto uma bandeja derrubada, que fez a xícara quebrar e espalhar o chá quente pelo chão. Era parte de um conjunto de chá que foi passado de geração em geração na família Armstrong e ela teve a audácia de quebrar uma dessas peças inestimáveis.
Seu pai falaria que a pena foi leve para o nível do crime, mas ninguém ficou sabendo desse evento. E nem dos outros que ocorreram. Apenas os funcionários da casa, mas esses faziam vista grossa por medo e respeito ao patrão.
Foi tirada de seus devaneios com a porta abrindo. Por um segundo se perguntou como isso tinha acontecido se tinha certeza que havia trancado com a chave, mas quando ergueu os olhos e viu quem estava parado à porta percebeu que isso não importava mais.
Eles a tinham encontrado.
Seus fantasmas do passado, que marcaram presença no casamento.
O segundo filho do Coronel Armstrong.
Conseguiu se esconder de Thane, o primogênito com a ajuda de Sylas, mas ali estava o seu segundo maior pesadelo..
Ainda lembrava quando conheceu aquele enteado em especial. Lorcan era quase quinze anos mais velho que Ashla, e assim que colocou seus olhos na mulher havia um lampejo de crueldade que a fez pedir à deusa que nunca ficasse sozinha em sua presença. Ele era uma daquelas pessoas que toda mulher tinha medo, ainda mais quando notavam o modo como seus olhos passavam por seus corpos, de forma lenta e lasciva, assim como fez com Ash.
Um segundo depois só havia desinteresse da sua parte, a tratando como uma servente, um nada. Afinal, logo ela não estaria mais naquela casa, se o histórico do pai dizia alguma coisa.
Mas naquele momento, num quarto relativamente pequeno dentro do templo, havia apenas raiva em seu olhar.
Ashla achava que pagaria por seus crimes, mas por algum motivo achava que acertaria as contas quando morresse, quando enfrentasse o julgamento de Erianhood. Quase odiou que encontraria seu fim nas mãos de Lorcan. Parecia errado, patético e agonizante pois tinha certeza que ele a mataria do pior jeito possível. Pois além de raiva, tinha um desejo de vingança em seu olhar.
— Então foi aqui que você se escondeu? - disse ele, abrindo um sorriso cheio de dentes, como se quisesse mostrar as presas perigosas que não tinha — Você achou mesmo que conseguiria fugir de mim a noite toda? Mesmo com aquele pirralho como cão de guarda? Ele pode ter enganado Thane, mas não a mim.
Sylas cumpriu o que prometeu e ajudou a protegê-la, mas eles não sabiam que havia outro filho do Coronel na festa.
— Não vai falar nada? — falava enquanto entrava e fechava a porta atrás de si. O som da tranca ecoou nos ouvidos de Ashla como o sinal do fim dos tempos.
— Não acho que nada que eu possa falar vá te impedir, não é? — tentou segurar a língua, mas odiava demais aquele imbecil que se achava homem.
— Não vai fazer nada, não é? Igual o que fez com meu pai. — mostrou os dentes de novo, mas era tão patético que quase fez Ashla relaxar. Quase. Se perguntou se tinha ouvido direito ou Lorcan foi tão enganado como os outros. — Você vai ficar com essa cara de confusa? Eu sei o que você fez!
— O que eu fiz? — perguntou com cautela. Era melhor perguntar do que se entregar imediatamente e piorar a situação.
— O que você fez? Você não fez nada para salvar meu pai! O deixou morrer por aquela doença! Você poderia ter curado aquela pobre alma, mas não, você simplesmente o deixou definhar por meses.
— Perdão?
Não conseguiu segurar a pergunta, estava tão confusa. Se preparou para uma acusação de assassinato e não de negligência. Bom, pelo menos isso significava que era muito boa no manejo de venenos para ninguém desconfiar que a doença misteriosa de seu marido era na verdade causada por ela.
Ashla queria dar risada. Uma gargalhada tão grande que provavelmente os convidados ouviriam mesmo com todo o barulho que estava no templo. Ela queria gritar, chamá-lo de todos os xingamentos possíveis sem se importar com as consequências.
Mas não fez nada disso.
Tinha que se segurar, engolir todas as verdades que queria jogar na cara daqueles idiotas, crias de um dos homens que mais machucou Ashla. Em vez disso, enfiou as unhas na própria mão.
Era pequena quando desenvolveu aquele hábito, de se machucar para não machucar os outros, para não explodir e devastar tudo ao redor. A mãe brincava, quando Ashla era pequena, que ela tinha vindo com garras de tão afiadas eram suas unhas. Não era uma brincadeira que a agradava, pelo contrário, trouxe muitas inseguranças e a obrigou a ter um cuidado extremo com suas unhas, sempre às mantendo aparadas. Mesmo assim, ocasionalmente acabava se cortando, manchando de sangue suas mangas e vestes que usava na enfermaria.
— Vai negar? Sua vadiazinha! Você é imprestável, nem deveria estar lecionando no Instituto, espera só, vou eu falar com os responsáveis e você será demitida em dois segundos.
A raiva aumentou com aquela ameaça descabida, afinal como ele ousava destruir uma das únicas coisas boas que aconteceu na vida dela?
Sentiu sua mão machucada formigar. Seu coração disparou como se ela tivesse sido atingida por vários raios de uma vez. Porém a respiração estava calma, como se o coração e o pulmão não estivessem em sincronia. E então explodiu.
Em um acesso de raiva, pegou a mesma xícara que foi um gatilho para memórias dolorosas e a jogou, não apenas para acertar Lorcan, mas também para aliviar aquele sentimento em seu corpo.
Mas não foi apenas a porcelana que atravessou o pequeno quarto, atingindo a parede atrás da cabeça do homem; mas também as lâminas mais estranhas que Ashla já viu. Eram três no total, vermelhas quase bordô, fincadas na parede enquanto os pedaços da xícara caíram no chão. Uma gota de sangue escorria da orelha esquerda de Lorcan, onde uma das lâminas o acertou.
Ashla olhou para as próprias mãos e viu que não havia nenhum sangue restante do machucado feito pelas unhas. Juntou os pontos e percebeu que as lâminas que apareceram quase como mágica eram na verdade sangue.
Que ela controlou para virarem armas.
Testou com aquela gota que caia da orelha de Lorcan e ela veio direto para sua mão, ainda no estado líquido, diferente das lâminas.
Ashla começou a rir.
— Você que fez isso? — perguntou Lorcan, mostrando que seu cérebro servia para alguma coisa. — Você é uma aberração como os outros.
— Sim, eu sou. Finalmente.
Hemocinese: habilidade em manipular sangue de si mesmo ou dos outros, interna ou externamente. Pode criar hematomas, ferimentos, acelerar ou diminuir frequência cardíaca, como também controlar fora do corpo, podendo mudar o estado do sangue ( líquido para sólido, por exemplo). Quando bem treinado, é capaz de manipular as funções motoras da vítima, transformando em fantoches sem poder de escolha. Inspirações: Marie (gen v), os sangradores (Grishaverse) e Dobradores de Sangue (ATLA).
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Conheça NEENA SARKAR, conhecida como DUNA. Ela está na Umbra há NOVE ANOS, e atualmente tem VINTE E SETE. Exerce a função de TÉCNICA. Sua especialidade é ATAQUE e suas habilidades, quando atua em missões de grupo, são INVESTIDAS A CURTA E MÉDIA DISTÂNCIA, já que pode criar, se revestir e manipular AREIA. É conhecida por ser cuidadosa, empática e perceptiva, mas também por ser amargurada, desconfiada e silenciosa. Suas coisas favoritas são flores, cozinhar para os outros e observar as estrelas do lado de fora, bem como ela detesta ruídos excessivos, conversas que se estendem por muito tempo e ser o centro das atenções.
Abaixo, mais informações.
Nome completo: Neena Sarkar.
Aniversário: 28/03/97.
Altura: 1.60.
Local de nascimento: North Bay, Flórida.
Família: Pais biológicos mortos, civis. Mãe adotiva morta, civil. Irmãs adotivas mortas, civis.
Pontos fortes: Ataque corporal, vasto conhecimento de plantas, perceptiva e estratégica.
Pontos fracos: Habilidades sociais fracas, missões de infiltração, temperamento, trabalho em equipe.
Sexualidade: Bissexual, preferência por mulheres.
Habilidade: Neena possui a habilidade de manipular areia. Ela não consegue criar, mas pode multiplicar uma quantidade já existente. Também é imune ao próprio elemento, por isso, consegue se esconder embaixo de solo arenoso sem que o material a sufoque. Pode revestir seu corpo para amortecer ataques, moldar armas feitas de areia para atacar e distrair inimigos com cortes causados pelo material ou atordoá-los. Outros usos incluem drenar a água do solo e das plantas se tiver segurando o material e afundar pessoas em areia movediça, entretanto, quanto mais utiliza de suas habilidades e o quão mais complexo for o que pretende fazer, mais desidratada fica, o que acaba lhe deixando zonza, fraca e progressivamente enjoada, portanto, é muito comum vê-la tomando soro na enfermaria após treinos ou batalhas intensas.
Jeito de agir: Neena não conversa muito, não puxa assunto e passa a maior parte do tempo cuidando dos jardins e cozinhando, caso você queira comer algo, não vai se irritar se você pedir para ela. É uma pessoa silenciosa, discreta e distante, embora não se oponha a conversas aqui e ali, a depender de quanto tempo terá que engajar em qualquer assunto antes de sua bateria social ser drenada. Possui a postura perfeita e um rosto impassível. Não é uma pessoa naturalmente gentil, mas tenta comedir as palavras, contudo, possui comentários amargos e um cinismo de quem não está acostumada a ver o lado bom das coisas. Apesar disso, é empática, e ajuda a todos de Umbra sem esperar por agradecimentos, até porque, odeia ser o centro das atenções ou que fique explícito como, na verdade, se importa muito com todos. Tende a sofrer sozinha e carrega sentimentos profundos que prefere não compartilhar com mais ninguém. Não é agressiva, mas pode ser. Treina muito e, por isso, a estatura baixa costuma enganar os recém-chegados, mas é dona de uma força física formidável, em especial porque seu modo de atacar é corpo-a-corpo, revestindo os punhos em areia para potencializar seus ataques. O uso mais comum de ser poderes é revestir-se, criar dunas e armadilhas com areia movediça e afundar seus oponentes na terra, também costuma atacar de surpresa por conseguir estar abaixo de solos arenosos, puxando inimigos para baixo, ou distraí-los com areia nos olhos, nariz ou boca.
Aesthetic: Fumaça de chá, noites estreladas, a brisa fria da madrugada, sons de risada em um corredor, uma coleção de escovas de cabelo, sapatilhas de balé abandonadas, sangue pingando no chão, papel molhado da chuva, dedos sujos de pólvora, um sorriso genuíno, uma grande casa amarela ao fim da rua, som de aplausos, som de gritos, um coração pesado, o peso insuportável de ter sobrevivido.
Biografia:
tw: abandono parental, assassinato.
Para quem reside em Noth Bay, a grande casa amarela da Sra. Palletier e suas flores dançarinas foi um lugar conhecido. Lar de meninas abandonadas à própria sorte, a Sra. Palletier as oferecia um lar confortável e seguro, onde jovens garotas tinham a chance de conviver juntas e, para tal, a única regra que precisavam seguir era a de tornar-se bailarinas, ou cuidar do vasto jardim que enfeitava a residência por toda as direções. Ela explicava, claro, que sua casa era conhecida pelas apresentações de dança, portanto, para manter seu refúgio, tinha que haver sapatilhas e entretenimento o bastante, que rendesse dinheiro, e para as que não se sentiam preparadas, conservar a casa bonita já era o suficiente.
Dizer que Neena teve azar seria generoso, considerando que o dinheiro oferecido pela Stargate em troca da aplicação da substância que lhe daria suas habilidades especiais foi usado inteiramente para cobrir dívidas e alimentar o vício em drogas dos genitores e, quanto a ela? Foi descartada aos nove anos, quando já apresentava sinais de seus poderes, pois segundo eles, se Neena tinha poderes, poderia se virar. E ela tentou, roubando e se escondendo até que suas mãos leves pararam nos bolsos de uma senhora elegante e gentil, que passou a lhe oferecer alimento e, eventualmente, a convidou para o seu lar. Neena tentou ser uma jardineira, mas suas mãos arenosas matavam tudo o que tocavam, e, por isso, calçou sua primeira sapatilha.
Com treze anos já era uma das bailarinas mais apaixonadas por seu esporte, inspirada, intensa e performática. Amava o jardim, amava suas amigas, amava a Sra. Palletier. Aos quinze, tornou-se professora das mais novas, disciplinada, mas amorosa. Naquela época e, especialmente quando estava presenciando a briga entre os dois heróis, Neena não conseguiu processar muito além dos barulhos de paredes quebrando, os gritos desesperados das mais novas e uma tentativa de pará-los, antes que tudo fosse destruído, que resultou apenas em uma morte que, posteriormente caso fossem questionados, foi apenas um “efeito colateral”, uma ocasionalidade. Um incômodo, quase. O fato é que, a casa amarela que foi o cenário de um desentendimento entre heróis terminou em um desabamento, com todas as flores dançarinas e a própria Sra. Palletier soterradas na estrutura do que deveria ser seu refúgio, mortas por aqueles que, teoricamente, deveriam os salvar. Não salvaram. Não ligaram. Sequer havia uma ameaça.
Como Duna sobreviveu naquela época? Afundou-se no terreno arenoso do jardim, e, quando saiu, tudo o que encontrou foram os corpos que velou sozinha. Sozinha. Dos dezesseis aos dezoito viveu só, em uma casa pequena e sem cor, sem sapatilhas, sem jardim. O ódio e a amargura que tomavam seus dias diminuíram seu coração, manchado pelo ódio e pela frustração que heróis tinham lhe causado. Quando completou dezoito, e o pedido chegou oficialmente, cuspiu no rosto dos representantes. Ela preferia ser tida como criminosa do que aceitar qualquer coisa vinda de um antro de assassinos.
Sua adição à mansão Umbra e sua adaptação não foi fácil. Não queria se apegar a mais um lar e perdê-los novamente, mas para os antigos como ela, é muito claro o quanto os ama, profundamente. Normalmente é vista cuidando das plantas, afinal, as que não dançam cuidam do jardim. Nunca recuperou seu brilho, e é sempre contida, fechada e contemplativa, mas aprendeu a ser feroz se necessário, porque seu maior desejo é vingar todo o sangue derramado de suas irmãs.
Stats:
Adaptação: 04/10 Atenção e observação: 07/10 Força física: 07/10 Sociabilidade: 04/10 Estabilidade emocional: 05/10 Estratégia: 07/10 Oratória: 06/10
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