#uma noite muito muito estrelada
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biancabmf · 2 years ago
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ARTE E BÍBLIA
Filme: Com amor, Van Gogh. Título original: Loving Vincent. Gênero: drama, biografia. Direção: Dorota Kobiela, Hugh Welchman. Estrelando: Aidan Turner, Chris O'Dowd, Douglas Booth, Eleanor Tomlinson, Helen McCrory, Holly Earl, John Sessions, Josh Burdett.
Uau 👏🏻👏🏻 Que filme! Feito por artistas sobre artistas, valorizando as artes plásticas, e principalmente a arte de viver. Van Gogh era intenso, teve uma vida conturbada desde a infância, teve que lidar com a rejeição familiar, isso com certeza influenciou muito em sua vida adulta.
E embora seu reconhecimento artístico pleno tenha sido tardio, após seu falecimento, ele com certeza fez a diferença por onde ele passou, todo mundo deixa uma marca na história da vida de alguém, e sua obra de arte continua até hoje, falando sobre a beleza da criação de Deus, expressando a essência criativa humana, que também reflete a Deus, pois Ele é Deus-Criador e somos feitura d'Ele, portanto somos criativos por natureza.
Há alguns anos atrás, estava eu e minha mãe em uma livraria de um shopping, que hoje em dia nem existe mais, Shopping Villágio, e como amante de livros e arte, fui folhear os livros da categoria infanto juvenil "julgando os livros pela capa sim" hehe, abrindo os livros que tinham uma capa interessante. Um dos livros que abri eu me apaixonei logo de cara e também pelo conteúdo, pelo estilo de ilustração do escritor-artista, as cores utilizadas, a estória, e pelo diálogo entre este livro com a arte e artistas foi o "Uma noite muito muito estrelada". Só tinha um livro, comprei, valeu o investimento. Quem gosta de literatura e ilustração e tiver interesse, eu indico esse com certeza, cita algumas obras de arte e seus artistas.
Livro: Uma noite muito muito estrelada, autor Jimmy Liao. Obra original: The starry starry night. Literatura infantojuvenil. Tradução: Lin Jun e Cong TangTang. Editora: Comboio de Corda, São Paulo. 1a edição junho de 2011. Por acordo com Locus Publishing Company, Taipei.
Escrito por: Bianca Beatriz Monteiro Faria, em 1 de setembro de 2023
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m4ryszz · 1 month ago
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Como Seria...! | OT7
★ Sinopse: Como seria eles te elogiando
★ Avisos: Fluffy / beeeem sugestivo na parte do ni-ki, muitos beijinhos e bem clichê Livre para todos os públicos.
★ A/n: fiz na correria pra não deixar vcs sem nada num sábado. se ficou ruim, não me avisem, não vou refazer af.
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Yang Jungwon
Vocês estavam deitados, agarradinhos, assistindo a uma série que passava na tv.
Jungwon mantinha uma mão ao redor de sua cintura e a outra acariciava seu cabelo, você sentia seus dedos passarem suavemente pelos fios, fazendo-te quase cochilar no colo dele, mas você fazia de tudo para se manter acordada e entender melhor a explicação da série.
A série estava interessante, cheia de diálogos importantes, mas o toque delicado dele, o calor do seu corpo junto ao dele e a respiração ritmada perto de você estavam te deixando cada vez mais sonolenta.
De repente, Jungwon se inclinou um pouco mais perto e inspirou profundamente, sentindo o perfume dos seus cabelos.
— Nossa, amor, que cabelo cheiroso… — ele comentou com um sorriso. — Cheira a melancia.
Você sorriu, gostando do elogio, e ergueu o rosto para olhar para ele. Jungwon já estava te observando com aquele olhar doce, cheio de carinho. Sem pensar muito, você se inclinou e deu um selinho leve nele, sentindo seus lábios se encostarem suavemente por um segundo antes de se afastar com um sorrisinho tímido.
Ele piscou algumas vezes, surpreso, mas logo um sorriso bobo surgiu em seu rosto. Antes que pudesse dizer qualquer coisa, você murmurou baixinho:
— Tô com sono…
Jungwon riu baixinho e abriu um espaço para que você se deitasse melhor, puxando você com cuidado para seu colo. Ele ajeitou seus cabelos com carinho e deixou um beijo suave no topo da sua cabeça.
— Deita aqui, amor. Eu fico fazendo carinho até você dormir.
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Lee Heeseung
A cidade já estava envolta na luz suave dos postes e letreiros luminosos enquanto vocês caminhavam lentamente pela calçada. O vento frio da noite soprava de leve, e Heeseung, percebendo que você tremia um pouco, soltou um suspiro divertido antes de passar o braço ao redor dos seus ombros, te puxando para mais perto.
— Sabia que ia esquecer o casaco… — Ele murmurou, te abraçando de lado enquanto continuavam andando.
Você riu baixinho, se aconchegando no calor dele.
— Mas você sempre me esquenta, então tudo bem.
— É, acho que eu já deveria ter me acostumado com isso… — Ele respondeu, brincando.
Enquanto seguiam pela rua iluminada, Heeseung olhou discretamente para você, como se estivesse observando algo sem pressa. O brilho das luzes refletia em seus olhos, deixando-os ainda mais bonitos sob a noite estrelada.
— Você tem os olhos mais bonitos que eu já vi. — Ele comentou, de repente.
Você piscou, surpresa pelo elogio repentino.
— Hã?
— Sério. — Ele sorriu, parando de andar por um momento e se virando um pouco mais para você. — À noite, com essas luzes ao redor, eles ficam ainda mais brilhantes… Dá vontade de ficar olhando pra sempre.
Seu coração disparou, e você desviou o olhar, sentindo o rosto esquentar.
— Para de falar essas coisas…
— Por quê? — Ele inclinou a cabeça, divertido. — Tô só dizendo a verdade.
Antes que ele continuasse, você, ainda meio sem jeito, segurou o rosto dele por um instante e deu um selinho rápido, o pegando de surpresa.
Heeseung sorriu contra seus lábios, claramente satisfeito.
— Então elogiar seus olhos me rende um beijinho? — Ele provocou, apertando sua cintura de leve.
— Talvez… — Você sorriu, voltando a caminhar enquanto ele ria baixinho, ainda segurando você contra ele, aproveitando cada segundo daquela noite iluminada ao seu lado.
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Park Jongseong
O barulho suave das ondas quebrando na areia preenchia o silêncio entre vocês. A praia à noite estava quase deserta, iluminada apenas pelos postes distantes e pela lua cheia refletindo na água. Você e Jay caminhavam devagar pela areia fofa, descalços, sentindo a brisa salgada tocar a pele.
— A água deve estar gelada agora. — Você comentou, olhando para o mar
— Quer testar? — Jay sorriu de lado, balançando sua mão entrelaçada na dele.
— Nem pensar! — Você riu. — Prefiro só olhar mesmo.
Ele soltou um riso baixo e, por um momento, ficou em silêncio, apenas te observando. Quando você virou o rosto para ele, encontrou seu olhar fixo em sua boca.
— O que foi? — perguntou, curiosa.
Jay molhou os lábios, parecendo escolher as palavras antes de falar.
— Eu sempre achei sua boca linda.
Seu coração pulou uma batida com a confissão repentina.
— Jay…
Ele sorriu de leve, como se achasse graça no seu jeito envergonhado.
— É sério. Desde a primeira vez que te vi, eu pensei nisso. Seus lábios são perfeitos… me deixam meio hipnotizado.
A voz dele era suave, mas cheia de intenção. Você sentiu o rosto esquentar, e antes que pudesse responder, Jay ergueu uma das mãos, passando o polegar devagar pelo seu lábio inferior.
— Posso te beijar?
Você apenas assentiu, sem conseguir dizer nada, e no instante seguinte sentiu os lábios dele tocarem os seus. O beijo começou calmo, explorador, como se ele quisesse gravar cada detalhe. As mãos dele desceram para sua cintura, puxando-a mais para perto, aprofundando o beijo de maneira lenta e envolvente.
O som das ondas parecia distante enquanto vocês se entregavam ao momento. Jay beijava de um jeito apaixonado, como se estivesse saboreando cada segundo, e suas mãos seguravam firme sua cintura, mantendo-a perto dele.
Quando se afastaram, você ainda sentia o coração acelerado. Ele abriu um sorriso satisfeito, passando os dedos pelo seu rosto com carinho.
— Eu disse que sua boca era perfeita.
Você riu, escondendo o rosto contra o peito dele, enquanto Jay apenas te abraçava forte, aproveitando a noite ao seu lado.
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Sim Jaeyun
A piscina refletia as luzes amareladas do jardim, e a noite estava quente o suficiente para tornar aquele mergulho ainda mais convidativo. Você estava sentada na borda, balançando os pés na água enquanto Jake nadava de um lado para o outro, se divertindo sozinho.
— Você realmente gosta de piscina, né? — Você comentou, rindo ao vê-lo mergulhar e emergir com os cabelos completamente grudados na testa.
Ele afastou os fios molhados com as mãos e nadou até você, apoiando os braços na borda ao seu lado.
— Gosto. Mas sabe o que eu gosto mais?
Você arqueou a sobrancelha, curiosa.
— O quê?
Jake sorriu largo antes de responder:
— Do seu sorriso.
Você piscou, surpresa com a confissão repentina.
— Hã?
— Sério. — Ele apoiou o queixo no braço dobrado, te olhando com admiração. — Seu sorriso é um dos mais bonitos que eu já vi. Ele ilumina tudo ao redor… é tipo um sol particular.
Seu coração acelerou, e você desviou o olhar, sentindo as bochechas esquentarem.
— Que exagero…
Jake riu, inclinando a cabeça.
— Não é exagero. Eu sempre reparo nele… Tipo agora. Você tá tentando segurar o riso, mas eu sei que tá morrendo de vontade de sorrir.
Você mordeu os lábios, tentando segurar o sorriso, mas falhou miseravelmente.
— Viu? — Ele riu, satisfeito. — Eu sabia!
Jake então se aproximou mais um pouco, apoiando as mãos na sua cintura antes de puxá-la delicadamente para a água. Você soltou um pequeno gritinho, surpresa, e, instintivamente, cruzou as pernas ao redor da cintura dele para não cair. Jake riu baixo com sua reação, segurando firme sua bunda para mantê-la no lugar.
— Relaxa, amor, eu não vou deixar você cair. — Ele murmurou contra sua pele, ainda com aquele sorriso encantador.
Antes que pudesse responder, Jake inclinou o rosto e capturou seus lábios nos dele, sem pressa, aprofundando o beijo à medida que seus corpos se encaixavam dentro d’água. Os dedos dele apertavam sua pele com intensidade, mantendo-a colada a si, enquanto sua boca explorava a sua de um jeito envolvente e viciante. A água ao redor parecia inexistente comparada ao calor que subia pelo seu corpo.
Ele suspirou contra sua boca, mordiscando seu lábio inferior antes de colá-los novamente, fazendo o beijo se tornar ainda mais intenso. Suas unhas arranharam levemente a nuca dele, o que fez Jake soltar um suspiro satisfeito antes de apertar ainda mais sua cintura contra a dele.
Quando se afastaram, ambos estavam sem fôlego, mas Jake apenas sorriu, o polegar acariciando sua pele de leve.
— Eu já amava seu sorriso, mas acho que acabei de viciar no seu beijo também. — Ele provocou, olhando para você como se estivesse pronto para mais um.
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Park Sunghoon
A noite estava fria, e vocês caminhavam lado a lado pelas ruas iluminadas, dividindo um único par de luvas que Sunghoon insistiu em te emprestar. Seus dedos estavam entrelaçados com os dele dentro do tecido quente, e o silêncio confortável entre vocês era preenchido apenas pelo som dos passos no asfalto.
De repente, Sunghoon parou e puxou sua mão para fora da luva, segurando-a entre as dele. Ele passou os dedos devagar sobre sua pele, observando-a com atenção, como se estivesse descobrindo cada detalhe pela primeira vez.
— Suas mãos são tão pequenas… e tão bonitas. — Ele murmurou, o tom de voz suave, mas carregado de carinho. — Seus dedos são delicados, dá vontade de segurar assim o tempo todo.
Você sorriu, sentindo um calor gostoso no peito.
— Então por que você nunca fala disso?
Sunghoon riu baixinho, entrelaçando seus dedos novamente.
— Porque eu gosto de demonstrar mais do que falar.
Antes que pudesse responder, ele levou sua mão até os lábios e depositou um beijo leve no dorso, o olhar fixo no seu, fazendo seu coração disparar.
— Mas acho que vou começar a falar mais… principalmente se isso fizer você corar desse jeito. — Ele brincou, sorrindo ao ver seu rosto esquentar.
Sem conseguir segurar o impulso, você se aproximou e lhe deu um selinho rápido, mas Sunghoon segurou seu rosto antes que se afastasse, prolongando o beijo com um carinho lento, como se quisesse memorizar a sensação dos seus lábios nos dele.
Quando se afastaram, ele sorriu satisfeito.
— É… definitivamente vou segurar suas mãos mais vezes.
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Kim Sunoo
O quarto estava iluminado apenas pela luz amarelada do abajur, e o cheiro suave dos produtos de skincare preenchia o ar. Você estava sentada na cama, espalhando o hidratante no rosto, enquanto Sunoo observava cada movimento seu com um olhar atento.
— Você leva isso muito a sério, né? — Ele comentou, divertido, apoiando o queixo na mão enquanto te assistia.
— Claro! Se quiser ter uma pele bonita, tem que cuidar bem dela. — Você respondeu, terminando de passar o creme e fechando o potinho.
Sunoo riu baixinho, pegando sua mão antes que você guardasse o frasco.
— Você nem precisa de skincare… — Ele disse, deslizando os dedos pelo seu rosto com delicadeza. — Sua pele já é perfeita.
Você sentiu seu coração acelerar com o elogio inesperado.
— Para de exagero…
Ele negou com a cabeça, mantendo o toque suave em seu rosto.
— Não é exagero. Sua pele é tão macia, parece que foi feita de nuvens. — Ele brincou, apertando levemente sua bochecha. — Eu aposto que até sem nenhum produto, você ainda ia ser a pessoa mais linda do mundo.
Você sorriu, sentindo o rosto esquentar, e Sunoo sorriu também, claramente satisfeito com sua reação.
— Tá, tá… já pode soltar minha bochecha.
— Só se eu ganhar um beijo. — Ele provocou, inclinando-se um pouco mais perto.
Você revirou os olhos, mas não resistiu e encostou os lábios nos dele em um selinho demorado. Sunoo fechou os olhos, aproveitando o momento, antes de abrir um sorriso doce ao se afastar.
— Hm… acho que sua pele fica ainda mais macia depois de um beijo meu. — Ele brincou, piscando para você.
— Bobo. — Você riu, dando um leve empurrão nele, mas sem disfarçar o sorriso no rosto.
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Nishimura Riki
A atmosfera era carregada, quase sufocante. O quarto parecia pequeno demais para comportar o calor que se acumulava entre vocês. Ni-ki estava com as mãos firmes na sua cintura, os polegares acariciando sua pele em movimentos lentos e circulares, enquanto sussurrava palavras que te faziam prender a respiração.
— Você me provoca tanto… e nem percebe, né? — Ele murmurou contra seus lábios, a voz baixa e rouca.
O olhar dele deslizava por você com um brilho intenso, enquanto ele apertava sua cintura de leve, como se estivesse marcando território.
— Sua cintura… — Ele continuou, a voz quase um suspiro. — Tão perfeita, tão gostosa de segurar… Parece que foi feita pra mim.
Você sentiu um arrepio percorrer seu corpo com a forma como as palavras dele soaram, carregadas de um significado que deixava claro o que ele queria dizer.
Ni-ki aproximou o rosto do seu, roçando os lábios contra os seus em um beijo demorado, lento, explorador. Suas mãos subiram para a nuca dele, puxando-o para mais perto, enquanto os dedos dele deslizavam firmemente por sua cintura, segurando-a como se não quisesse soltar.
Sem pensar muito, você inverteu as posições, empurrando-o levemente até que ele estivesse deitado na cama, olhando para você com um sorriso de canto, surpreso e ao mesmo tempo provocador. Você se inclinou sobre ele, retomando o beijo com o mesmo ritmo envolvente, sentindo cada segundo se arrastar deliciosamente.
Mas Ni-ki não deixaria você no controle por muito tempo. Em um movimento rápido, ele segurou sua cintura e a virou na cama, agora ficando por cima.
— Você fica linda assim… — Ele murmurou contra sua boca, antes de aprofundar o beijo de novo, mais intenso, mais faminto.
Os lábios dele se moviam sobre os seus em uma dança lenta, como se saboreasse cada momento, enquanto suas mãos voltavam a apertar sua cintura, explorando cada curva como se quisesse memorizá-la.
O tempo parecia ter parado, e naquele instante, tudo o que existia era o calor dos seus corpos e o desejo que pairava entre vocês.
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delirantesko · 2 months ago
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Desértico (conto, janeiro 2025)
No deserto a gente vira cacto: espinhoso, seco por fora, guardando nosso líquido bem escondido.
No deserto a gente dança na tempestade de areia, sua durante o dia e treme a noite.
No deserto mastigamos poeira e fechamos os olhos.
O deserto maltrata e o oásis engana.
Porque estamos aqui, você se pergunta, sem saber se chegou sozinho ou foi trazido. Você não lembra, porque tem coisas mais importantes a fazer, como descer mais uma duna em busca de vida.
A areia quente e movediça queima suas mãos e afunda seus pés.
Dói não ter sólido, firme chão, passos lentos.
Dói a solidão e o desespero, de nenhuma alma viva encontrar.
O que você encontra, por exemplo, são restos, coisas que não são mais. Coisas que foram.
Um esqueleto coberto de poeira lhe conta a história, ou melhor, a repete.
"Você já esteve aqui antes amigo, não lembra?"
As poucas roupas que sobraram do viajante são necessárias pra você chegar em seu destino.
"Pode levar meu amigo, eu não preciso mais delas! Fico feliz que eu possa ajudar. A verdade é que eu era muito egoísta e quando parei aqui, não havia ninguém para me ajudar, então eu sei o que é sofrer por solidão!"
Você toma tudo, troca os panos velhos pelos mais novos do esqueleto.
"Fico feliz em poder ajudar. Acho que agora posso finalmente descansar. Estou muito cansado, com muito sono. Obrigado."
O esqueleto para de falar, agora mais nu e mudo que nunca.
Você limpa o suor que escorre por seu rosto, embaixo do pano que o cobre.
A distância entre você e o esqueleto aumenta, e você tem a impressão que o braço dele parece acenar timidamente, mas rente ao chão.
O calor parece distorcer toda a realidade.
Esqueletos não falam, afinal.
Talvez ninguém acreditasse, talvez até você mesmo, se voltasse para o aconchego do lar, duvidaria de si mesmo.
Talvez você simplesmente já tenha morrido e sua mente esteja dando os últimos impulsos elétricos antes de parar para sempre.
Um último sonho, uma última olhada no mundo.
O vento continua uivando como um lobo que nunca se cansa.
A noite estrelada tem uma sensação de como se todas as estrelas, até mesmo a lua, estivessem soprando em sua direção.
Se você sente calor, frio, solidão, você realmente está morto?
Por mais dolorido que seja, o sofrimento carrega a mensagem de que você está vivo.
É difícil manter os olhos abertos agora.
Uma cama feita de milhares de grãos de areia, um cobertor de frio congelante cedido pela lua que brilha avançando lentamente pelo céu.
É assim que você dorme para sempre, sem poder ver ou se despedir do Sol pela última vez.
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clavedelune · 3 months ago
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— alô, quem fala?
— é a maria
— que maria?
. . .
maria que até antes de ontem jamais teria coragem para compartilhar o que escreve;
maria que escreve não para salvar-se ou absolver-se, mas para condernar-se;
maria que é, bem, maria, e escreve sobre muitas coisas e muitos homens, em particular sobre o cast de lsdln, wagner moura, selton mello e swann arlaud.
maria que gosta de mpb e rock nacional, do verão e da lua cheia em noite estrelada;
maria que está com os pedidos ABERTOS
maria cuja masterlist está linkada bem AQUI
maria que, se tudo der errado, deletará essa conta e fará de conta que foi tudo um sonho de uma noite de verão
. . .
— ah, sim! essa maria!
— possivelmente, a primeira e única
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sandyport · 11 months ago
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✦ ̨ ՞ AQUI É A VISÃO DO OCEANO
16/05/2024 》 doada.
Insp? Credite, meo!
sandy's note: não era minha intenção fazer (outra vez) uma capa inspirada em van gogh (você pode ver o post onde eu e a mercúrio fez aqui), mas recentemente eu ando pesquisando muitas das vezes no pinterest pngs/texturas/iluminação e de brinde aparece muitos pngs que servem como inspiração. Então eu não aguentei, comecei a baixar e peguei meus papais para fazer a capinha. Eu amo muito a noite estrelada, então tentei buscar de todas as formas possíveis sobre como fazer!! Esta capa têm outras versões (aqui), e eu tô adorando muito as linhas brancas que eu tô fazendo, sendo que não tinha nenhuma ideia que realmente ficaria bom. E antes de terminar, eu amo muito "spell" de svt, onde eu peguei a inspiração do título 3> ela é minha xodózinha.... 🥺💞
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workfromheda · 2 months ago
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titanic
#agathario au
agatha harkness x rio vidal
sinopse: agatha está a bordo do titanic, e ao lembrar que o aniversário de casamento com rio se aproxima, decide, apesar do ressentimento, oferecer-lhe um 'presente' mostrando que, mesmo com sentimentos conflitantes, ainda se importa com lady death.
avisos: - não recomendado para -18 anos - o conteúdo pode causar gatilho em quem tem medo de água ou afogamento então não recomendo - tem muito sexo então não leia caso não goste desse tipo de conteúdo - o cenário se passa durante o naufrágio do titanic então tem mortes
palavras: 6k
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A brisa fria cortava a noite estrelada enquanto Agatha Harkness observava do convés do Titanic. Ela estava ali, em meio àquela majestosa travessia, como uma espectadora distante de um evento que se desenrolava, uma tragédia iminente que ela mesma causaria.
O navio, considerado invencível, navegava tranquilo em suas águas geladas, mas Agatha sabia, nada é imune à magia, especialmente a magia dela, e o Titanic, assim como tudo, tinha um fim marcado. O seu feitiço estava prestes a ser lançado.
A bruxa olhou ao redor, seu vestido chique esvoaçando com o vento. Ela sentia o poder acumulando-se dentro de si, se revirando assim como as águas geladas do mar sob o navio.
Agatha ergueu a mão, as palmas abertas para o vasto oceano à frente. Seus dedos se curvaram em movimentos precisos e quase sensuais, como se ela estivesse dançando com as forças do universo. Poder roxo brilhou.
— Causo o fim do que não pode ser salvo...
As palavras que saíam de sua boca eram silenciosas, mas poderosas. A magia roxa foi se espalhando como uma corrente invisível por todo o Titanic, enredando as vigas de aço, a madeira polida e as velas que iluminavam o salão.
Ela murmurou mais meia dúzia de palavras em uma língua esquecida, palavras que ressoavam com a própria essência da morte. A água, antes calma, começou a se agitar, como se sentisse a presença do poder da mulher.
Agatha sentia o impacto da maldição invadir o próprio coração do navio, suas engrenagens, suas fundações. E então, como uma promessa feita aos ventos, o Titanic começou a se inclinar, imperceptivelmente para aqueles que não sabiam o fim que encontrariam daqui algumas horas.
O Titanic, uma maravilha da engenharia, parecia minúsculo diante da vontade de Agatha.
E tudo isso porque ela desejou dar um presente para sua amada.
O som distante e quase imperceptível do estalo das primeiras rachaduras quase se perdeu diante do som das ondas do mar abaixo do navio. O mar, que antes estava calmo, agora parecia se agitar, como se respondesse ao feitiço de Agatha. O casco do Titanic estremeceu com uma força assustadora. Um estalo terrível ecoou pelo navio enquanto a água começava a invadir as fissuras e os gritos começaram a ecoar pelos corredores.
As pessoas, assustadas e confusas, corriam de um lado para o outro, gritando por ajuda, tentando desesperadamente encontrar um bote salva-vidas. Mulheres e crianças foram empurradas para a frente, enquanto os homens tentavam organizar a evacuação.
Agatha, misturava-se à multidão, se perdendo entre as pessoas. Sua feição imperturbável estava imersa em um tumulto de almas aterrorizadas.
Ela sorriu ao perceber a imensidão do caos que havia causado, uma expressão amarga em seus lábios.
Isso era o que ela merecia. Um presente, algo grandioso, algo que alcançaria Rio, ela gostando ou não.
Preciso sair daqui, ela pensou, movendo-se com passos rápidos entre os passageiros em pânico. Não queria ser vista, não queria que a recebedora de seu presente soubesse que ela era a causa do desastre.
Ela estava longe de ser uma vítima da tragédia — ela não estava ali por medo ou desespero. Era apenas mais uma viajante, uma viajante que decidiu dar um presente para sua amada e acabou gerando o caos, o pânico que se espalhou como um incêndio.
Não importava os termos em que seu relacionamento se encontrava, a bruxa apenas desejou presentear aquela que roubou-lhe o coração, porém, agora enquanto fugia com os outros viajantes, Agatha se questionou se havia tomado a decisão correta.
As vozes das pessoas se misturavam em um mar de desespero, e Agatha sentiu uma dor sutil, como se estivesse observando um reflexo distorcido de si mesma. Sua mão foi até o peito, onde o ressentimento e a saudade se encontravam, uma tempestade emocional dentro dela.
Rio... A imagem da esposa, a mulher que ela amava e odiava ao mesmo tempo, surgiu em sua mente, como uma sombra que se aproximava. Agatha tropeçou e quase caiu, porém um loiro de olhos claros a firmou em seu pé, dizendo-lhe para tomar cuidado.
Ela soltou o braço e estava agradecendo quando uma mulher ruiva gritou o nome Jack, o homem se despediu e correu em direção a mulher que Agatha julgou ser sua amada. Agatha voltou a caminhar e estava a alguns passos de um bote e então, como uma brisa gelada que cortava a alma, ela sentiu.
Rio estava ali.
A presença de Lady Death foi quase tangível, como uma sombra que se estendia pelas passagens iluminadas do navio. Rio estava lá, de pé do ponto mais alto, observando a cena com seus olhos profundos.
Não havia espaço para enganos. A Morte estava lá, em toda sua majestade e silêncio imutável, olhando para ela de uma maneira que parecia atravessar o véu da realidade. Não havia palavras entre elas, não havia necessidade.
O simples ato de se verem ali, no mesmo espaço, foi suficiente para fazer o coração de Agatha acelerar. Agatha sentiu a presença de Rio como uma lâmina fria em seu coração.
— Você… — Agatha diz, sua voz baixa e quase sufocada pela emoção, mas Rio a interrompeu com um gesto, um simples movimento de sua mão sem deixar seu lugar de espectadora, e a pressão da morte ao redor delas se intensificou.
— Você fez isso? — Rio perguntou mesmo já sabendo a resposta, a voz suave, mas carregada de uma autoridade antiga.
Sua figura estava parada no meio do salão, sua capa escura flutuando ao redor dela como se fosse parte da própria noite. Ela estava calma, como sempre, mas havia uma tristeza profunda em seus olhos ao encarar Agatha.
Agatha se virou, seu olhar cruzando com o de Rio, e por um momento, tudo ao redor delas parecia parar. A água subia rapidamente, o Titanic estava afundando, e o grito dos passageiros ecoava em todas as direções, as almas começavam a ser tomadas, mas naquele instante, o que importava era apenas a presença de Rio.
Entre elas, havia apenas silêncio. Agatha e Rio, distantes, mas conectadas por algo mais profundo do que qualquer feitiço ou tragédia.
— Eu fiz — Agatha responde, sua voz baixa, quase inaudível, palavras carregadas pelo vento, mas ainda assim Rio a ouviu.
— Porquê? — as palavras flutuaram, caindo como um sussurro nos ouvidos de Agatha, que sentiu um tremor em sua espinha.
— Fiz isso por você. Um presente.
— Um presente? — Rio ergue uma sobrancelha, os gritos ao redor se desfazendo conforme sua atenção foca ainda mais em Agatha.
— Sim, você sabe… Casamento. — A última palavra é sussurrada, o gosto agridoce na garganta seca de Agatha.
Rio a observa por um longo momento, a frieza em seu olhar não era acusatória, mas sim profundamente melancólica. Ela sabia o que Agatha havia feito, e o motivo, mas também ainda estava magoada. É difícil ser ignorada por anos e do nada isso.
Agatha havia dado o que poderia ser o maior presente — um presente de almas, de sofrimento, de tragédia. Um presente que, de certa forma, falava de amor, mesmo que esse amor fosse distorcido, amargo, marcado pela dor de uma perda insuportável.
— Não achei que ainda se importasse. — Rio falou, a dor nas palavras velada pela sua impassibilidade.
Agatha não respondeu de imediato. A resposta estava ali, entre as duas, no caos ao redor, nas vidas que se apagavam.
Ela odiava a ideia de ainda sentir algo por Rio, odiava a realidade de que, mesmo depois de tudo, ela ainda pensava nela, ainda se preocupava, ainda a desejava e acima de tudo, ainda a queria.
Como a morte que Rio representava, o amor de Agatha por ela também era inevitável. Ela sabia disso, sabia que não poderia escapar,  mas isso era impossível e talvez a situação atual delas nunca tenha conserto.
— É claro que me importo, só é difícil… —  Agatha disse finalmente, sua voz carregada de resignação. —Eu só... só queria que você soubesse. Não contei que ainda estaria aqui quando você aparecesse, pensei que demoraria mais para chegar.
Rio olhou para ela, as almas ao seu redor começando a se juntar aos montes, enquanto o Titanic afundava cada vez mais rápido. As águas gélidas começavam a engolir o navio, e o som do metal retorcendo e se quebrando preenchia o ar.
— Eu sei, Agatha. Eu sei. — a morte desce de onde estava observando caminhando até Agatha, o caos no convés diminuiu conforme pessoas caiam para fora ou entravam em botes salva vidas. — Mas não é assim que as coisas funcionam.
Agatha percebendo que Rio se aproximava, deu passos para trás na intenção de fugir, porém magia verde a cercou a mantendo em seu lugar. O navio rangeu e tremeu, ele dobrou e partiu, pessoas começaram a cair aos montes no mar, mas Agatha não se moveu um centímetro sequer, pois a magia de Rio a mantinha estável em seu lugar.
Com um brilho no olhar, Rio a avaliava enquanto caminhava. Agatha permaneceu ali, dividida entre assistir à destruição, à tragédia que ela havia causado, e olhar para Rio.
O Titanic afundava, e com ele, as esperanças de fugir de Rio junto com os botes.
Rio estava além do caos. Ela era a Morte, e o pânico ao redor não tocava sua essência.
Seus olhos estavam fixos em Agatha, como se o navio e as almas que deslizavam para as profundezas não fossem nada diante do que realmente importava.
Rio observava sua esposa, que, mesmo com a dor e a raiva evidentes em seus olhos, não conseguia se desvencilhar da força que ela própria havia atraído até si.
Agatha tentou se mover, tentou escapar da pressão da magia que Rio a impunha, mas era inútil. A Morte, com um movimento sutil, criou uma prisão ao redor dela, suas correntes apertando, mas não de maneira que a machucasse, pelo contrário.
Era mais como uma carícia fria, uma força irresistível, que a envolvia em uma rede de emoções conflitantes.
Então, sem pressa, Rio chegou até ela. Cada passo dela era como o silêncio de uma noite sem estrelas. Agatha sentia a presença dela, o peso da Morte preenchendo o ar ao seu redor, como uma sombra que consumia a luz.
A sensação de proximidade de Rio a arrepiava, um frio que percorria sua espinha e fazia seu coração bater mais rápido, como se, mesmo na adversidade, houvesse algo indiscutivelmente atraente na forma como Rio a observava.
Quando Rio finalmente parou atrás de Agatha, o cheiro de flores e terra molhada tomou conta de seus sentidos, a magia ao redor de Agatha se intensificou, a pressão da presença de Rio e sentimentos se misturando em uma força quase tangível.
Agatha mal conseguiu respirar quando Rio sussurrou, sua voz um murmúrio suave, mas que parecia cortar o silêncio como uma lâmina afiada.
— Eu também tenho um presente para você, Agatha… Já que estamos comemorando, não é?
As palavras de Rio eram como uma maldição doce. Comemorando, ela disse. Era uma provocação, mas também uma promessa.
Um arrepio percorreu a pele de Agatha, e seus olhos se fecharam por um instante, como se ela tentasse bloquear a intensidade do que estava sentindo, mas era impossível.
A expectativa crescia, o ar entre elas ficava mais denso, o coração de Agatha disparava como se ela estivesse à beira de um abismo, temerosa, e ao mesmo tempo, ansiosa para cair.
Cair nas mãos da morte e nunca mais sair.
O toque de Rio foi suave, mas poderoso. A Morte, em toda sua soberania, tocou o rosto de Agatha com a ponta dos dedos, deslizando até seu pescoço, onde seu pulso acelerado pulsava como um sinal de que o controle havia ido embora.
A respiração de Agatha estava entrecortada, o calor do corpo dela contrastando com o frio que irradiava de Rio.
E então, sem mais palavras, Rio a beijou.
Primeiro, foi um toque delicado. Um beijo que parecia ser quase uma carícia, uma promessa silenciosa de que, por mais que a Morte estivesse ali, ainda havia algo de humano entre elas.
Agatha sentiu o gosto de Rio, o frio e o calor se misturando de maneira inesperada, e o mundo ao redor delas pareceu desaparecer, tudo se resumindo ao toque dos lábios, mas como sempre, Rio não se contentava com o simples.
O beijo se aprofundou, e a paixão de anos de amor e ódio se refletiu nas mãos que se agarraram, no corpo que se aproximou. Rio a puxou para mais perto, seus lábios se enroscando nos de Agatha, suas línguas se encontrando com uma urgência inesperada, como se o destino delas estivesse atado naquele momento, naquela dança de desejo e poder.
Agatha sentiu o calor causado por Rio em cada centímetro do corpo, mas ao mesmo tempo, algo dentro dela se congelava, se misturando as lembranças de dor e do ressentimento da perda, de anos fugindo e se encontrando, porém o beijo… O beijo era outra coisa.
Era arrebatador. Quando as línguas se encontraram e se entrelaçaram, Agatha não pôde deixar de se entregar, mesmo que sua mente gritasse contra isso.
O coração, no entanto, não obedeceu. Ele batia em um ritmo acelerado, como se soubesse que esse momento — esse beijo — fosse a única coisa que importava agora. Como se tudo, seu ser, sua existência, pertencesse apenas a Rio.
Enquanto a água subia conforme o navio continuava a naufragar e o caos se estendia ao redor delas, com vidas sendo levadas para a eternidade, Agatha e Rio estavam ali, no epicentro de suas próprias tempestades internas.
A Morte e a Bruxa, tão distantes, tão próximas, e por um breve instante, tudo o que existia entre elas era o calor daquele toque, sem a interferência de acontecimentos passados. A promessa de que, mesmo nas profundezas de seus pensamentos conflitantes, elas nunca estariam realmente separadas.
Quando finalmente se separaram, seus olhos se encontraram, ambos carregados com uma mistura de sentimentos.
Os dedos de Rio deslizaram pela pele de Agatha, traçando as curvas de seu corpo. A cada toque, um arrepio diferente percorria a espinha de Agatha, intensificando o desejo que as consumia.
Elas se beijam novamente. Uma explosão de emoções contidas por anos. Dentro do pequeno espaço criado por elas, um calor intenso as envolvia. As mãos de Rio deslizaram pelas costas de Agatha, seus dedos traçando a curva de sua espinha, enquanto a bruxa se agarrava aos cabelos da Morte, puxando-a para mais perto.
Enquanto seus lábios se encontravam nos de Agatha, Rio se permitiu sentir coisas que há muito havia enterrado no canto mais esquecido de seu coração.
A eternidade que a cercava, a frieza da morte carregada em seus passos, tudo parecia se diluir naquele momento. O toque de Agatha era quente, vivo, e a fazia sentir amor.
A bruxa, com seus olhos brilhantes, lábios macios e quentes, a hipnotizava. Por um instante, Rio se permitiu esquecer de seu trabalho.
Agatha passou as pontas dos dedos na nuca de sua amada e sentiu o corpo de Rio tremer levemente sob o seu toque. A Morte, a encarnação da finitude, demonstrava fragilidade diante o toque de uma mera humana. A bruxa sorriu, um sorriso amargo e doce ao mesmo tempo.
Ela aprofundou o beijo, sentindo o gosto doce de Rio em sua língua, era como provar uma fruta fresca que acabara de ser colhida. Agatha nunca havia se sentido tão viva nas últimas décadas.
A proximidade de Rio a eletrizava, a fazia sentir uma intensidade que ela nunca havia experimentado antes. A morte, a encarnação da escuridão, a fazia sentir uma paixão avassaladora. Era uma contradição, mas era real.
O beijo se intensificou, dentes se chocaram e línguas se entrelaçaram, Agatha gemeu na boca de Rio, o som se perdendo no interior da mulher que a devorava a paixão se transformando em algo mais profundo, mais obscuro.
Era um desejo primitivo, uma conexão visceral que as unia. As mãos de Rio se moveram para os seios de Agatha, apertando-os levemente. A bruxa arqueou as costas, um gemido escapando de seus lábios.
A cada segundo que passava, Agatha desejava mais. A sensação de afogamento era física e metafórica, mas era nesse afogamento que elas se encontravam. A morte e a vida, ódio e amor, tudo se confundia naquele momento.
Rio quebrou o beijo, seus olhos fixos nos de Agatha. A bruxa estava ofegante, os cabelos soltos emolduravam seu rosto, e seus olhos brilhavam com uma intensidade que a assustava e a atraía ao mesmo tempo.
Rio arrastou os lábios pela pele macia, dentes mordiscam o lugar sensível na clavícula de Agatha que suspirou, dedos erráticos subindo até os fios escuros da cabeça de Rio.
— Você é minha, Agatha, — sussurrou Rio, sua voz rouca e sedutora sendo abafada pela pele quente. — Sempre foi e sempre será.
Agatha sentiu um arrepio percorrer sua espinha. As palavras de Rio eram como uma adaga, cravando-se em seu coração. Ela não conseguia negar a verdade contida nelas.
— Tome-me. — sussurrou Agatha, sua voz rouca e cheia de desejo, palavras escorrem pelos sem sua permissão.
— Deixe-me te levar. — Lady Death sussurra. A corrente formada pelos poderes de Rio que mantinham Agatha presa se desfez, dando mais liberdade para seus movimentos.
— Mostre-me o que a morte tem a oferecer. — A Bruxa diz, dedos trêmulos tocando fios de cabelo escuros e sedosos.
Agatha fechou os olhos e se entregou completamente. Ela se permitiu afogar-se na paixão, na dor, na beleza e na destruição. Era um ato de entrega total, um abandono de si mesma.
Rio a beijou, lábios se chocando com aspereza, tornando-se algo visceral e primitivo. As mãos de Rio exploravam cada centímetro que conseguia tocar do corpo de Agatha, dividindo a atenção entre brincar com os seios sensíveis e arranhar a pele através da renda de seu vestido, despertando sensações que Agatha há muito não sentia. A bruxa gemia baixinho, seu corpo se contorcendo em êxtase sob o toque de sua amante. 
Elas deslizaram até estarem deitadas nas madeiras úmidas e lisas do chão do convés, o vestido de Agatha se espalhando como um véu ao redor de seu corpo, se misturando com o próprio de Rio.
Agatha sentiu a mão de Rio deslizar pela sua coxa, um toque leve que a fez estremecer. Os dedos subiram lentamente debaixo de seu vestido até alcançar a umidade entre suas pernas. Ambas as mulheres gemeram ao contato, Agatha estava tão molhada e quente.
A bruxa abriu mais as pernas, convidando Rio para entrar. A Morte não hesitou, deslizando dois dedos para dentro dela com uma suavidade que contrastava com a força de seu desejo.
Seu polegar roçou o clitóris inchado e um arrepio percorreu o corpo da mulher abaixo do dela, intensificando o desejo que a consumia. Os olhos azuis se fecharam, e Agatha se entregou completamente àquela sensação.
Rio sorriu, um sorriso aguado, banhado em diversão e desejo. Com um gesto suave, ela ergueu o vestido de Agatha liberando mais espaço para seu braço, tornando seus movimentos mais fluidos.
As estocadas de seus dedos aumentando gradualmente em intensidade, a cada entrar e sair de seus dedos na boceta encharcada de Agatha seu polegar batia no clitóris sensível, levando a Bruxa cada vez mais perto de gozar. 
Rio torceu os dedos para cima, dentro de Agatha, esfregando a carne esponjosa e sensível que ela sabia ser um ponto de ruptura para a Harkness que se contorceu. Unhas cumpridas cravaram nos braços da morte.
Tomada por desejo, e sentindo a intensidade crescente em Agatha, Rio aprofundou seus movimentos, Agatha ergueu os quadris indo de encontro às estocadas, um ritmo frenético se instalando entre elas. A cada estocada, a cada gemido e arranhar, a cada beijo e mordida, a Bruxa se aproximava de seu ápice.
Rio tesourou os dedos e esfregou o clitóris mais uma vez, a boceta de Agatha sugou seus dedos e os apertou.
Agatha gritou o nome de sua amada, o som se misturou com os gritos de socorro e puro desespero de um dos passageiros que pedia por ajuda no mar, aquilo enviou uma onda animalesca de desejo por Rio, fazendo seu corpo tremer.
Ela mordeu o pescoço de Harkness que cravou as unhas em suas costas, o orgasmo sacudindo o corpo da Bruxa, ela mal havia descido e já queria mais, apenas isso não seria o suficiente.
Agatha segurou o rosto de Rio a guiando para seus lábios, elas se beijaram fervorosamente até que a morte quebrou o contato, lábios inchados e molhados desceram pelo corpo de Agatha, o caminha há muito decorado, parando apenas quando encontrou os seios com mamilos rígidos cobertos por tecido fino.
Rio os abriu com desleixo, perdendo alguns devido a agressividade usada, o ar ajudando a deixar os seios ainda mais intumescidos, se é que isso era capaz.
Sem pensar, Rio os cobriu com sua boca, língua e dentes trabalhando arrancando gemidos e suspiros de Agatha que apenas arqueava empurrando mais ainda a carne na boca de Vidal que aceitou com prazer.
Satisfeita, Rio desceu, fazendo um caminho sensual, deixando rastros de saliva e círculos com marcas de dentes e chupões. Ela mordeu o osso do quadril e arrastou o nariz na virilha de Agatha sentindo a fragrância encher seus pulmões, saliva acumulou em sua boca e a morte suspirou contente.
Rio lambeu, a primeira batida de sua língua foi superficial e os poucos pelos pubianos ali fizeram cócegas. Ela ergueu uma das pernas de Agatha a abrindo, deixando-a exposta.
A luz da lua criava um halo luminoso ao redor de seus corpos, a carne vermelha brilhava convidativa sulcos escorrendo, se perdendo entre as bandas de sua bunda e Rio desceu, lambendo a excitação de Agatha como se fosse seu alimento.
Ela chupou o clitóris e desceu cutucando a entrada molhada a penetrando, sua língua entrou acariciando e seus lábios se fecharam ao redor da boceta, ela estocou a Bruxa e saiu, lambendo e sugando, sorvendo o sabor de Agatha em sua língua, essa por sua vez que se esfregou em seu rosto, rebolando fazendo o nariz de Rio se enterrar na carne quente.
A bruxa sentiu uma onda de prazer a consumir, um calor intenso que se espalhava por todo o seu corpo. Seus músculos se contraíram involuntariamente, e ela se agarrou aos cabelos de Rio, puxando-a para mais perto.
— Mais! — implorou ela, sua voz rouca e cheia de desejo.
O navio quase todo submerso estalou abaixo de seus corpos, a água as alcançou, mas não totalmente. As pontas das madeixas escuras de Agatha que estavam espalhadas ao redor de sua cabeça agora estavam encharcadas por água salgada.
Rio a penetrou com dois dedos e chupou uma última vez seu clítoris antes de se serguer, majestosa sobre Agatha. Sua outra mão serpenteia até o pescoço de Harkness, dedos finos circulando a garganta delicada, cortando levemente a respiração da mulher que gemia a cada estocada que recebia em sua boceta, o som pornográfico de seus corpos se chocando enviando ondas de prazer, fazendo mais líquido escorrer entre os dígitos de rio.
A água as acariciava, uma carícia fria e gentil que contrastava com o calor que as consumia por dentro e por fora. Agatha se preocupa um pouco quando percebe que dentro de pouco tempo sua cabeça pode estar submersa e Rio sorri, a face iluminada parcialmente deixando um aspecto cruel em suas feições.
Ela continua com sua ministração em Agatha. A mão de Rio, firme em seu pescoço, a impedia de se mover, aprisionando-a enquanto a água gelada tocou seu couro cabeludo. A cada estocada, a cada toque, a bruxa sentia uma mistura de prazer e terror.
A água escorria por debaixo de seus corpos, criando uma sensação única, Agatha se viu submergindo, seus ouvidos tampados, faltando muito pouco para alcançar seus lábios e narinas.
Seus olhos se arregalaram buscando os escuros de Rio e quando os encontrou ela entendeu as intenções por trás deles.
— Agarre o meu pulso com as mãos. — Rio ordenou. — Se você olhar para longe de mim, eu vou soltá-la, não desvie o olhar, a menos que  seja muito. Essa será sua palavra segura, uma vez que você não será capaz de falar. 
Harkness balançou a cabeça, observando o belo par de olhos escuros.  Rio usou seu poder para empurrar as pernas as abrindo mais, enquanto a mão no pescoço começou a apertar.
Ela empurrou novamente os dedos para  dentro e para fora da bruxa, em estocadas fortes, e profundas, fazendo Agatha suspirar e fechar os olhos tentando se concentrar. Rio abriu os dedos liberando o aperto no pescoço, ela se curvou deixando um beijo em cada pálpebra fechada.
— Olhos abertos, meu Amor. — Murmurou contra os lábios inchados de Agatha que os abriu focando-os nos seus.
Rio voltou a cortar aos poucos a respiração de Agatha.
As mãos de Agatha grudam em seus pulsos, cravando as unhas em sua pele, mas quando a pressão aumentou, e a água cobriu sua cabeça, a Bruxa cravou contra Rio desesperadamente, tonta com a sensação.
A ardência em seus olhos devido a água salgada nunca veio e em meio a pensamentos confusos ela deduziu ser magia.
Rio brincou um pouco, aumentando e diminuindo a pressão no pescoço da Agatha, essa que por sua vez tentava desesperadamente não respirar debaixo d'agua.
Rio a observou com uma mistura de desejo e preocupação. Ela sabia que estava levando Agatha ao limite, mas ver a bruxa se contorcendo abaixo de si enquanto sua boceta apertava seus dedos cada vez mais era fascinante.
Rio nunca teve uma visão tão bela quanto essa. 
Os seios, agora livres do tecido, balançavam suavemente com o movimento da água gelada que pinicava os bicos rosados e rio usou sua magia para brincar com eles, os torcendo levemente, a boceta de Agatha se contraiu com a carícia e ela esfregou o clitoris com força.
Agatha sentiu-se levitar, enquanto Rio a levava para um lugar além do tempo e do espaço. Era um lugar de puro prazer, onde todos os seus sentidos eram amplificados.
Os dígitos apertaram a garganta de Agatha ao mesmo tempo em que os músculos da boceta da mulher ordenharam os dedos que a penetravam e líquido quente jorrou na palma da mão de Rio.
A morte liberou o aperto na garganta e Agatha imediatamente se sentou, respiração entrecortada se misturando aos gemidos sôfregos que saiam de seus lábios, dentes batendo como consequência ao contato com a água fria do mar.
Seus seios orgulhosamente empinados se enrugam mais ainda com o choque do ar contra a pele molhada, braços a circularam a puxando para um beijo desleixado e faminto, temperado com água salgada.
Os dedos ainda dentro de Agatha se mexem e a Bruxa morde Rio com tanta força que sangue jorra da pele rachada, o sabor de ferro se mistura ao beijo.
O som horripilante do navio sendo consumido pela água do oceano as tiram de sua bolha e os gritos chegam novamente até elas. Rio puxa a mão de entre as pernas de Agatha que choraminga frustrada ao se sentir vazia, Rio leva os dedos brilhando com a umidade do gozo aos lábios da mulher.
Ela acaricia espalhando gozo, manchando o líquido branco, quase transparente com sangue.
Seu sangue.
Rio se aproxima novamente lambendo o lábio judiado de Agatha, ela suspira, cantarolando com o sabor .
O toque delicado fez a Harkness sentir a necessidade de se fundir com Rio, de se tornar uma só com ela. Por um momento, o mundo parou de existir. Só havia elas duas, imersas em um mar de calmaria e paixão, mas essa paz foi quebrada novamente por um choro sôfrego e gritos, às fazendo procurar a origem do som.
Rio tirou o manto colocando-o nos ombros de Agatha, cobrindo sua nudez. Com um movimento simples de sua mão, magia verde escura as colocou de pé, Agatha soltando uma risadinha ao perceber as pernas trêmulas e a ardência em sua intimidade.
Caminharam até a borda do convés lado a lado, a mão de Rio no fundo das costas de Agatha a guiando e logo localizaram de onde vinha o som. Uma mulher ruiva chorava, seus dentes batiam, os lábios estavam azuis e sua pele pálida, dedos trêmulos entrelaçados aos de seu amado, que boiava se segurando ao pedaço de madeira onde ela estava, minimamente segura da água congelante do mar.
A cena era tragicamente bonita.
— É o jovem que me ajudou — Agatha murmura as palavras ao reconhecer as feições do homem.
— Jack e Rose — Rio fornece a informação.
— Eles perecerão? — Harkness questiona apertando o manto grosso com cheiro de frutas e flores ao seu redor, o frio estava batendo nela.
— Apenas ele, gostaria de salvá-lo, meu amor? — Rio pergunta, estava tão benevolente naquele momento com Agatha que salvaria o rapaz caso sua esposa pedisse, embora aparentemente esse fosse seu fim, ele só estava nessa situação por consequência dos atos de Agatha.
— Não, não podemos nos esquecer que às vezes, garotos morrem. — Ela sussurra, sua voz tomada por uma tristeza que havia sido esquecida em seu momento de paixão com Rio.
Rio olhou para Agatha com os olhos cheios de uma tristeza silenciosa, sentindo o peso daquelas palavras. Ela afastou um fio de cabelo grudado  no rosto da mulher, como se o gesto pudesse de algum modo aliviar a dor que sentia, mas sabia que nada poderia.
— Me perdoe — ela disse, a voz embargada pela emoção que transbordava, tentando entender como saíram fugaz de um momento cheio de desejo e paixão como o que compartilharam para algo que a machucava profundamente. — Não há desculpas suficientes para o que fiz, não há perdão que eu possa pedir que apague o que aconteceu, o que fomos... Eu falhei, Agatha. Falhei por não poder deixar de cumprir com meu dever, a negligenciando e machucando. Se puder, quero que saiba que me arrependo profundamente. Todo dia, a cada segundo.
Agatha ficou em silêncio por um momento, observando o mar distante, os olhos perdidos em nada específico, botes flutuavam empilhados de pessoas, corpos se agarravam a fragmentos que boiavam do navio. O choro dos passageiros junto com o som do chocar das ondas do mar nos destroços sendo sua melodia particular.
A dor em seu peito parecia se expandir, sufocando-a. Não sabia se o perdão era possível, mas sabia que a ferida em seu coração não se apagaria com palavras, nem com promessas que talvez fossem vazias. Rio não poderia lhe dar garantia alguma, de nada.
Ela respirou fundo, as mãos trêmulas segurando o manto de Rio com força.
— Eu sei — Agatha murmurou. — Eu sei que você se arrepende. Mas, ainda assim, é tão difícil... Olhar pra você, Rio. — a voz da bruxa falhou e ela fungou, espantando com dedos rudes lágrimas que ameaçavam escorrer em suas bochechas — Nicky... Ele era tão parecido com você. Tão igual. E cada vez que eu te vejo, é como se visse ele de novo, como se tudo que eu perdi fosse se repetir, como se a dor voltasse. Não sei o que fazer com isso, não sei como lidar.
O rosto de Rio se contorceu, a angústia tomando conta de seu peito. Ela sabia que, por mais que tentasse, jamais poderia preencher o vazio deixado pela perda de Nicky. Perda que ela causou. Jamais poderia substituir o filho de Agatha, ou apagar a dor de sua ausência causada por suas obrigações, a mulher que ela amava estava em sofrimento e a culpa disso é única e exclusivamente dela.
— Eu... — Rio pausou, a garganta fechada. — Eu não quero ser um lembrete da dor. Eu queria que tivesse sido diferente, queria ter lhes dado tempo o suficiente, uma vida toda juntos, ter feito mais por você, Agatha, mas... eu sou tão pequena diante do meu propósito. Eu sou a morte, a ordem natural de todas as coisas e gerei um filho em seu ventre. Nosso amor quase foi a cauda de um dos maiores desequilíbrios naturais e ainda assim, lhe dei algo que não podia — Rio acariciou o rosto de Agatha colhendo lágrimas em seus dedos, olhos fixos guardando cada expressão — Infelizmente foi tudo o que consegui fazer e sinto muito por tudo que te dei ter sido tão pouco perto do que você precisava.
Agatha fechou os olhos, tentando segurar as lágrimas que teimavam em cair. Ela queria ser forte, queria acreditar que poderia encontrar paz, mas a sombra do passado ainda a perseguia. As palavras de Rio, as desculpas, não eram suficientes para curar uma dor que havia se instalado e criado raízes tão sólidas em seu coração há tanto tempo.
— Não há cura, Rio. Não há cura para mães que enterram seus filhos. Não há palavras que façam isso desaparecer. E eu... Eu não posso esquecer o que eu perdi. Não posso olhar pra você e não ver ele, não sentir a saudade, a dor do que não volta mais. Isso não é culpa sua, mas ainda assim, dói.
As duas ficaram em silêncio, cada uma imersa em sua própria dor, em sua própria tragédia. O som do mar e os lamentos dos sobreviventes era o único que preenchia o vazio, como um lamento distante que ecoava naquelas almas perdidas.
Agatha olhou para Rio com uma tristeza resignada, como se soubesse que o momento estava se aproximando, a presença de Rio necessária ali em seu trabalho.
O vento parecia sussurrar, como se as almas do além estivessem chamando a Morte para cumprir seu dever. A tristeza preenchia os olhos de Agatha, mas ela sabia o que tinha que ser feito.
— Você deveria ir, suas almas estão te esperando. — ela disse suavemente, com a voz carregada de melancolia. — Você tem mais a fazer. Eu não posso mais te segurar aqui.
A Morte olhou para Agatha, uma dor silenciosa no olhar. O peso daquelas palavras a atingiram, mais do que ela imaginava. Mesmo sendo a Morte, ela tinha sentimentos, tinha saudades, e o peso de ter que partir para cumprir sua função doía, especialmente quando se tratava de Agatha, principalmente quando estavam falando sobre o filho delas, algo tão raro de acontecer.
Com um suspiro longo, Rio deu um passo à frente, tocando levemente o rosto de Agatha, como se quisesse gravar aquele momento na memória, como se fosse o último que poderiam compartilhar. Ela sabia que a despedida seria dolorosa, e que demoraria até se verem novamente, mas não poderia evitar.
— Eu realmente sinto sua falta — Rio sussurrou, a voz carregada de um pesar que era impossível ignorar. — Eu sinto, Agatha. Mais do que você imagina.
Agatha fechou os olhos por um momento, como se tentasse se proteger da dor que aquelas palavras provocavam.
— Também sinto sua falta. — A bruxa admitiu baixinho, como se proferir tais palavras alto fosse um crime. — Você tem que ir. As almas não podem esperar.
A Morte assentiu silenciosamente, e, por um breve instante, deixou escapar um gesto que parecia quase humano. Ela beijou a testa de Agatha, um beijo que estava impregnado de carinho, de todo o amor não dito, e da saudade que ficava entre elas.
Antes de se afastar, Agatha a olhou, uma mistura de sentimento em seus olhos.
— Feliz aniversário, Rio. Que sua jornada seja bem sucedida e te traga paz — ela disse, quase como uma benção, sua voz suave e cheia de amor silencioso que só quem já passou por tantas perdas juntas poderia compreender.
Rio fechou os olhos por um momento, tocada pelas palavras de Agatha.
Sua resposta foi um sorriso triste.
— E para você, minha querida, que você encontre o que procura, onde quer que esteja. — Rio diz referindo-se ao livro que sua amada tanto deseja.
Com o coração pesado, Agatha deu um último olhar para Rio, já sabendo que esse seria o adeus.
As almas estavam chamando, e a Morte não poderia mais hesitar. Ela deu um passo atrás, mas antes de se afastar, olhou uma última vez para Agatha, com um olhar que carregava amor eterno e uma promessa silenciosa.
Agatha, com o misto agridoce de sentimentos por saber que aquele momento estava chegando ao fim, se despediu com um sussurrado:
— Adeus, Meu amor.
As palavras carregadas pelo vento atingiram Rio.
Por um momento, as duas ficaram em silêncio, o peso da despedida pesando no ar, até que a Morte virou-se, e com um último olhar, despediu-se.
— Te veo, m'lady... — as palavras, pesarosas e suaves, desapareceram na brisa.
Agatha assistiu a Morte partir, o flutuar de Rio ficando mais distantes até ela desaparecer na névoa que se erguia do mar. As sombras da noite envolviam o lugar, e, enquanto Agatha ficava ali, uma pergunta pairava em sua mente: quando será que se veriam novamente?
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solstcr · 5 months ago
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* . ⊹ Festival de halloween
Considerando que o melhor era voltar ao mundo real, talvez o mais aconselhado fosse ficar mais distante possível do que iria se tornar, não é? Contudo, se podia ser otimista e sentir que voltaria sim pra casa, qual o problema de por uma noite se vestir próxima do seu futuro que nunca viria? Não sendo muito afeita a um vestido feito de nuvens, se fosse pra ter algo de celestial, ela optava pela noite estrelada! Ela só espera que a Fada Azul não lhe acuse de plágio! Ela não tem culpa de ser uma grande estrela!
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mizuhinaa · 2 months ago
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E o sol não voltou - Capa Higuruma
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Não sei se está boa, mas eu gostei muito de fazer essa capa. Não sei ainda o estilo onde ela entra, para ser honesta, e também fiquei tão indecisa que não consegui escolher o melhor estilo de finalização.
Mas, me diverti muito editando. Tinha uma ideia um pouco ousada de tentar algo onde pudesse colocar e encaixar um verso.
Além disso, me inspirei um pouco no quadro noite estrelada. É isso.
O conceito dessa capa gira em torno do seguinte. No Japão, o girassol é o simbolo que representa os advogados, e não é atoa que Gege ilustrou a capa com um girassol seco. Para quem não sabe, os girassois sempre se movem se orientando na direção do sol/luz, então na escuridão. O que acontece com os girassois?
CAPA DISPONIVEL PARA DOAÇÃO.
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alleneves · 8 months ago
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Em silêncio vejo que a minha alma conhecia a sua alma antes que tivéssemos tido a chance de nos encontrar... Sonhava com o dia em que fosse possível ter a sensação de uma volta para casa depois de um dia muito muito longo, e receber seu abraço, aquele que aquece a alma e faz o farde se mais leve....E esse que eu almejava todo dia....
Sei que chegara a hora que a chuva será intensa e a escuridão imensa.... Em meio ao desconforto... Imaginava dias mais leves e noites estreladas.... Nos tempos difíceis, uns choram enquanto outros vendem lenços, essa e uma ironia aos que fica parados vendo a fase mais bela da lua ir embora...Uns vão trabalhar em situações em que outros normalmente iriam desistir , outros vão se esforce nos momentos complicados... Hoje defendo a tese de que heróis não surgem em tempos de paz, mas são criados em tempos de turbulência....Todo mundo espera que você continue sorrindo mesmo com dor e você sorri mas lá no fundo fica cada vez mais difícil respirar...
Talvez aquela esperança de voltar pra casa e receber o seu abraço fique distante com o chegada da chuva...
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dunaflowers · 1 month ago
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Conheça NEENA SARKAR, conhecida como DUNA. Ela está na Umbra há NOVE ANOS, e atualmente tem VINTE E SETE. Exerce a função de TÉCNICA. Sua especialidade é ATAQUE e suas habilidades, quando atua em missões de grupo, são INVESTIDAS A CURTA E MÉDIA DISTÂNCIA, já que pode criar, se revestir e manipular AREIA. É conhecida por ser cuidadosa, empática e perceptiva, mas também por ser amargurada, desconfiada e silenciosa. Suas coisas favoritas são flores, cozinhar para os outros e observar as estrelas do lado de fora, bem como ela detesta ruídos excessivos, conversas que se estendem por muito tempo e ser o centro das atenções.
Abaixo, mais informações.
Nome completo: Neena Sarkar.
Aniversário: 28/03/97.
Altura: 1.60.
Local de nascimento: North Bay, Flórida.
Família: Pais biológicos mortos, civis. Mãe adotiva morta, civil. Irmãs adotivas mortas, civis.
Pontos fortes: Ataque corporal, vasto conhecimento de plantas, perceptiva e estratégica.
Pontos fracos: Habilidades sociais fracas, missões de infiltração, temperamento, trabalho em equipe.
Sexualidade: Bissexual, preferência por mulheres.
Habilidade: Neena possui a habilidade de manipular areia. Ela não consegue criar, mas pode multiplicar uma quantidade já existente. Também é imune ao próprio elemento, por isso, consegue se esconder embaixo de solo arenoso sem que o material a sufoque. Pode revestir seu corpo para amortecer ataques, moldar armas feitas de areia para atacar e distrair inimigos com cortes causados pelo material ou atordoá-los. Outros usos incluem drenar a água do solo e das plantas se tiver segurando o material e afundar pessoas em areia movediça, entretanto, quanto mais utiliza de suas habilidades e o quão mais complexo for o que pretende fazer, mais desidratada fica, o que acaba lhe deixando zonza, fraca e progressivamente enjoada, portanto, é muito comum vê-la tomando soro na enfermaria após treinos ou batalhas intensas.
Jeito de agir: Neena não conversa muito, não puxa assunto e passa a maior parte do tempo cuidando dos jardins e cozinhando, caso você queira comer algo, não vai se irritar se você pedir para ela. É uma pessoa silenciosa, discreta e distante, embora não se oponha a conversas aqui e ali, a depender de quanto tempo terá que engajar em qualquer assunto antes de sua bateria social ser drenada. Possui a postura perfeita e um rosto impassível. Não é uma pessoa naturalmente gentil, mas tenta comedir as palavras, contudo, possui comentários amargos e um cinismo de quem não está acostumada a ver o lado bom das coisas. Apesar disso, é empática, e ajuda a todos de Umbra sem esperar por agradecimentos, até porque, odeia ser o centro das atenções ou que fique explícito como, na verdade, se importa muito com todos. Tende a sofrer sozinha e carrega sentimentos profundos que prefere não compartilhar com mais ninguém. Não é agressiva, mas pode ser. Treina muito e, por isso, a estatura baixa costuma enganar os recém-chegados, mas é dona de uma força física formidável, em especial porque seu modo de atacar é corpo-a-corpo, revestindo os punhos em areia para potencializar seus ataques. O uso mais comum de ser poderes é revestir-se, criar dunas e armadilhas com areia movediça e afundar seus oponentes na terra, também costuma atacar de surpresa por conseguir estar abaixo de solos arenosos, puxando inimigos para baixo, ou distraí-los com areia nos olhos, nariz ou boca.
Aesthetic: Fumaça de chá, noites estreladas, a brisa fria da madrugada, sons de risada em um corredor, uma coleção de escovas de cabelo, sapatilhas de balé abandonadas, sangue pingando no chão, papel molhado da chuva, dedos sujos de pólvora, um sorriso genuíno, uma grande casa amarela ao fim da rua, som de aplausos, som de gritos, um coração pesado, o peso insuportável de ter sobrevivido.
Biografia:
tw: abandono parental, assassinato.
Para quem reside em Noth Bay, a grande casa amarela da Sra. Palletier e suas flores dançarinas foi um lugar conhecido. Lar de meninas abandonadas à própria sorte, a Sra. Palletier as oferecia um lar confortável e seguro, onde jovens garotas tinham a chance de conviver juntas e, para tal, a única regra que precisavam seguir era a de tornar-se bailarinas, ou cuidar do vasto jardim que enfeitava a residência por toda as direções. Ela explicava, claro, que sua casa era conhecida pelas apresentações de dança, portanto, para manter seu refúgio, tinha que haver sapatilhas e entretenimento o bastante, que rendesse dinheiro, e para as que não se sentiam preparadas, conservar a casa bonita já era o suficiente. 
Dizer que Neena teve azar seria generoso, considerando que o dinheiro oferecido pela Stargate em troca da aplicação da substância que lhe daria suas habilidades especiais foi usado inteiramente para cobrir dívidas e alimentar o vício em drogas dos genitores e, quanto a ela? Foi descartada aos nove anos, quando já apresentava sinais de seus poderes, pois segundo eles, se Neena tinha poderes, poderia se virar. E ela tentou, roubando e se escondendo até que suas mãos leves pararam nos bolsos de uma senhora elegante e gentil, que passou a lhe oferecer alimento e, eventualmente, a convidou para o seu lar. Neena tentou ser uma jardineira, mas suas mãos arenosas matavam tudo o que tocavam, e, por isso, calçou sua primeira sapatilha. 
Com treze anos já era uma das bailarinas mais apaixonadas por seu esporte, inspirada, intensa e performática. Amava o jardim, amava suas amigas, amava a Sra. Palletier. Aos quinze, tornou-se professora das mais novas, disciplinada, mas amorosa. Naquela época e, especialmente quando estava presenciando a briga entre os dois heróis, Neena não conseguiu processar muito além dos barulhos de paredes quebrando, os gritos desesperados das mais novas e uma tentativa de pará-los, antes que tudo fosse destruído, que resultou apenas em uma morte que, posteriormente caso fossem questionados, foi apenas um “efeito colateral”, uma ocasionalidade. Um incômodo, quase. O fato é que, a casa amarela que foi o cenário de um desentendimento entre heróis terminou em um desabamento, com todas as flores dançarinas e a própria Sra. Palletier soterradas na estrutura do que deveria ser seu refúgio, mortas por aqueles que, teoricamente, deveriam os salvar. Não salvaram. Não ligaram. Sequer havia uma ameaça.
Como Duna sobreviveu naquela época? Afundou-se no terreno arenoso do jardim, e, quando saiu, tudo o que encontrou foram os corpos que velou sozinha. Sozinha. Dos dezesseis aos dezoito viveu só, em uma casa pequena e sem cor, sem sapatilhas, sem jardim. O ódio e a amargura que tomavam seus dias diminuíram seu coração, manchado pelo ódio e pela frustração que heróis tinham lhe causado. Quando completou dezoito, e o pedido chegou oficialmente, cuspiu no rosto dos representantes. Ela preferia ser tida como criminosa do que aceitar qualquer coisa vinda de um antro de assassinos. 
Sua adição à mansão Umbra e sua adaptação não foi fácil. Não queria se apegar a mais um lar e perdê-los novamente, mas para os antigos como ela, é muito claro o quanto os ama, profundamente. Normalmente é vista cuidando das plantas, afinal, as que não dançam cuidam do jardim. Nunca recuperou seu brilho, e é sempre contida, fechada e contemplativa, mas aprendeu a ser feroz se necessário, porque seu maior desejo é vingar todo o sangue derramado de suas irmãs. 
Stats:
Adaptação: 04/10 Atenção e observação: 07/10 Força física: 07/10 Sociabilidade: 04/10 Estabilidade emocional: 05/10 Estratégia: 07/10 Oratória: 06/10
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dayeliasmeusversos · 1 year ago
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Van Gogh
Vincent van Gogh, um dos mais renomados artistas da história, tinha um amor imenso pelas cores azul e amarelo.
Essas duas cores eram como uma paixão em sua vida, significando para ele muito mais do que simplesmente tons em uma paleta.
Elas representavam a essência de sua existência, sua conexão com a natureza e sua busca incessante pela expressão artística.
Azul, a cor dos céus vastos e do oceano profundo, era para Van Gogh uma fonte de tranquilidade e serenidade.
Ele a via como uma manifestação da paz interior que tanto buscava em sua vida tumultuada.
Nas pinceladas azuis de suas obras, podemos sentir a calmaria que transmite, a sensação de liberdade que invade nossos sentidos.
Já o amarelo era para Van Gogh a cor da alegria e da luz.
Ele encontrava na luminosidade do sol uma força inspiradora, que o impulsionava a criar imagens marcantes e cheias de energia.
Seus girassóis e campos de trigo, com seus tons vibrantes de amarelo, nos envolvem em um ambiente de contentamento e alegria.
Assim como Van Gogh encontrava sua felicidade nas cores azul e amarelo, eu encontro em você, minha querida pessoa amada, uma fonte constante de alegria e inspiração.
Sua presença ilumina meu caminho, enchendo minha vida de cores vivas e emocionantes.
Cada dia ao seu lado é como uma obra de arte, repleta de tons azuis e amarelos que embelezam nossa história.
Sua existência é como uma noite estrelada, cheia de brilho e magia.
E assim como Van Gogh expressava seu amor pelas cores em suas telas, eu expresso meu amor por você em palavras.
Você é a minha fonte de inspiração para escrever milhões de textos sobre o amor que sinto por você.
Sua essência desperta minha criatividade e me leva a explorar os mais profundos sentimentos que habitam em meu coração.
Que nossa história de amor seja um quadro magnífico, pintado com as mais belas cores da paixão e do afeto.
E, assim como Van Gogh imortalizou as cores em suas obras, nós imortalizaremos nosso amor através de nossas palavras e ações, tornando-o eterno e inesquecível.
Day Elias
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miniminiujb · 1 year ago
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Semelhanças...
Kokushibou x criança Leitor Masculino (child male reader)
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Era uma noite estrelada, silenciosa e fria nas terras sombrias dominadas pelos demônios. Kokushibou  caminhava solitário em meio à escuridão, recordando-se dos dias em que ainda era humano.
Havia séculos desde que Kokushibou se transformara em um demônio, abandonando tudo o que um dia fora importante palra ele. Ele se tornara um guerreiro incansável e impiedoso, caçando e matando sem piedade. No entanto, não importava quanta alegria ou poder o combate lhe trouxesse, ele frequentemente sentia uma lacuna vazia em seu coração.
Um suave choro infantil quebrou o silêncio e chamou a atenção de Kokushibou. Intrigado, ele seguiu o som até encontrar uma pequena criança, aparentemente desamparada e sozinha. A criança tinha longos cabelos vermelhos, lembrando muito Yoriichi, a única pessoa que Kokushibou amara com todas as suas forças antes de se tornar um demônio.
Kokushibou ficou imediatamente surpreso e intrigado com a semelhança física entre aquela criança e seu passado. Aqueles olhos inocentes e brilhantes despertaram algo há muito tempo adormecido dentro dele. Talvez essa criança fosse um descendente distante dos Tsugikuni, a família a qual Yoriichi pertencia.
Enquanto Kokushibou se aproximava, a criança abriu um sorriso tímido, como se pudesse sentir a estranha e desconhecida relação entre eles. O coração de Kokushibou se aqueceu momentaneamente ao perceber o quanto a criança se assemelhava a Yoriichi em personalidade também. Era como se o espírito de seu irmão estivesse presente naquela pequena forma humana.
Flashbacks da família dos Tsugikuni e dos momentos felizes que Kokushibou compartilhara com Yoriichi inundaram sua mente. Ele se lembrou de como sua família, mesmo sendo humanos, vivia em harmonia e carinho. As memórias de uma vida pré-demoníaca ressurgiram vigorosamente, inundando seu corpo de sentimentos contraditórios.
Kokushibou caiu de joelhos ao lado da criança, segurando-o gentilmente. Lágrimas caíram de seus olhos demoníacos enquanto ele percebia a profundidade de sua solidão durante todos esses séculos. Ele nunca mais teria a chance de ser feliz como os humanos que amava, mas talvez esse criança menino pudesse trazer paz para o seu coração partido.
Olhando nos olhos da criança, ele prometeu a si mesmo usar suas forças demoníacas para proteger e garantir que o menino jamais conhecesse o mesmo destino trágico que caíra sobre seu amado irmão Yoriichi e sua família. O tormento e a escuridão de Kokushibou se transformaram em um objetivo - proteger e cuidar dessa criança como se fosse seu próprio filho, como se pudesse conseguir redenção por todas as suas ações passadas.
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daniels009 · 3 months ago
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Boa noite,
Sem dúvidas, o sábado é o melhor dia para assistir a um filme. Como bem sabemos, a arte, em todas as suas formas, tem o poder de nos sugar para dentro dela, de nos fazer viver e sentir. Seja aquela música que lembra um amor de verão, um poema que traduz nossos segredos, ou um quadro como Noite Estrelada, de Van Gogh, que nos faz perder a noção do tempo enquanto ficamos presos à sua profundidade e magia.
E no universo dos filmes, Young Hearts não fica nem um pouco para trás. Que alegria encontrar uma história nossa, real, que não termina em tragédia. Um belo estrago, sim, aquele que nos leva às lágrimas, mas que também nos dá esperança. Para ser bem sincero, amo filmes de terror – mas a vida já faz sua parte muito bem nesse quesito. Então, o que menos procuro é sofrer quando quero viver.
Young Hearts traz à tona o melhor do se descobrir. Ele nos apresenta o medo, a incerteza, mas também um amor seguro, daqueles que tornam a vida mais leve e as batalhas mais fáceis de enfrentar. É um amor que nos faz ter coragem de seguir em frente, de encarar os medos e simplesmente amar.
Não quero dar spoilers, mas garanto: você vai sorrir. Um sorriso daqueles que nos faz lembrar que, apesar de tudo, ainda há beleza nas coisas simples e verdadeiras.
Se você está precisando de um respiro para a alma, assista.
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delirantesko · 5 months ago
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Capítulos 1, 2 e 3 de O pássaro e a fonte.
Enquanto não publico o livro, fica uma prévia por aqui 😊
Capítulo 1 - A Fonte
Exausto e sedento, um pequeno pássaro chega a uma fonte depois de longa viagem.
Quase sem forças, deixa seu corpo cair na água. Ele morreria em paz ali, olhando para o céu pela última vez. Conforme seu corpo mergulhava na água, sentia como se a morte, gelada e abrangente, o abraçasse, finalmente.
Fechando os olhos, achou que finalmente acessaria o outro lado, a outra parte que os anciões e os delirantes comentavam a respeito. Estava pronto. A jornada tinha sido satisfatória. Nada mais o prendia a essa existência no mundo material.
Ele inclusive tinha curiosidade pela próxima fase, pela transformação. Por onde ele voaria agora? Não sentia ingratidão. Essas asas agora machucadas o levaram tão alto…
Queria poder relatar, contar a história de vida dele. As aventuras, as criaturas que conheceu pelo caminho. O sorriso de felicidade das injustiças corrigidas, as lágrimas de felicidade que havia presenciado. As risadas que ele próprio deu ao perceber quão tolo foi, muitas e muitas vezes.
De olhos fechados, peito apontando para o alto, as asas abertas ajudando a flutuar na água que agora parecia quentinha, com olhos fechados, a existência… piscou.
Assustado, abriu os olhos, mas não adiantava mais. Ele já não era mais o mesmo. Ou talvez o mundo inteiro tivesse mudado.
Com suas forças recobradas, ele se limpa, bicando as partes sujas de sua penugem, e alça voo. As gotas caem de seu corpo pelo caminho.
Algo está diferente. Mas ele não sabe o quê.
Meio assustado, meio maravilhado, ele foge. A sensação é tão sobrepujante, que sua pequena cabecinha não tem condições de processar. Esses minutos pesam como se fosse a existência inteira. Se o pássaro soubesse o nome Atlas, poderia ter se sentido menos sozinho.
Lágrimas caem na noite estrelada. O pássaro chora pois não entende o que aconteceu. A lua brilha em seu ápice. Ele está só, mas o mundo inteiro está abaixo dele.
Então ele busca refúgio. Se prepara para o amanhã. Sente como se uma nova aventura, como se a nova fase já tivesse começado. Seu corpo já havia se recuperado, mas sua mente ainda sofria. Ele precisava dormir, ele precisava buscar as respostas no “mundo sem corpo”: o “semi-sonhar”.
Praticamente caindo num ninho improvisado que havia feito outro dia no topo da árvore mais alta do vale, com sua respiração ofegante, tudo que ele pode fazer é fechar os olhos, seu pequeno peito inflado, respiração caótica que vai se acalmando pouco a pouco. O que a fonte fez de sua existência?
O pequeno pássaro sentia que a morte chegava. Ou algo próximo. Felizmente (ou infelizmente), era apenas a “petit mort”. Os sonhos haviam resgatado sua mente, ou o que sobrara dela.
Capítulo 2 - Lírio Arco-iris
Algo aconteceu no sonho, disso o pássaro sabe. Mas ao acordar no dia seguinte, ele não se recordava de nada. Sabia apenas que havia sonhado. Algo importante… ele precisava realizar algo importante.
Ele precisava voltar à fonte.
Pensar, com esse pequeno cérebro, se mostrou uma tarefa muito difícil. Ele imaginou que saberia o que fazer na hora que fosse necessário.
O impacto da experiência foi tão grande que a única coisa que ele conseguiu pensar foi na lenda do lírio arco-íris, então ele iria procurá-lo.
Depois do que a fonte fizera com ele, primeiro recuperando seu corpo, depois destruindo sua pequena mente, ele sentiu que precisava levar uma oferenda, um presente.
Algo da fonte se perdeu quando ele voou pra longe, assustado. Talvez seu antigo eu pudesse ser recuperado, talvez a fonte tenha subtraído o que ele considerava ser sua encarnação anterior.
O pequeno pássaro não teria coragem de voltar com as mãos vazias com alguém (ou algo) que havia lhe doado tanto. Ele se sentiria um ladrão, um invasor.
Os lírios eram raros, considerados um dos maiores tesouros que havia no planeta. Reinos mantinham espécimes trancafiadas como se fossem a alma simbólica e representassem sua saúde e seu sucesso.
Então ele buscou pistas e perguntou para quem encontrou onde poderia achar um.
“Eu sei onde fica, mas você tem certeza disso?” disse uma velha coruja, que era o animal mais antigo que o pássaro conhecia.
“Eu estou prestes a abandonar esse corpo. Meu tempo aqui acabou. Mas vou deixar a você a memória da localização de um. Sinto que mesmo sendo meu fim, esse é um começo de algo grandioso.”
O pássaro se entristeceu com o término, mas agradeceu pelo favor. De posse das coordenadas, partiu outra vez para o céu. A coruja deu seu último voo para longe, para a direção oposta do pássaro e então desapareceu para sempre. O pássaro se perguntou se a veria novamente, em outra forma, em outro corpo.
A jornada levou o pássaro a um reino antigo e abandonado. Não havia mais nenhum traço de vida presente. Apenas os destroços de quem viveu ali, muitos anos atrás.
Ele foi até o castelo, onde a velha coruja havia indicado. Os aposentos luxuosos contrastavam com a poeira e a sujeira que se acumulavam com o passar do tempo e o desuso.
Na natureza, ninguém precisa limpar ou arrumar nada. Tudo se assenta, tudo se transforma no que precisa transformar, o pássaro pensou.
O trono estava vazio. No suntuoso aposento haviam muitas outras cadeiras, e uma mesa gigante onde um banquete estava servido, mas toda comida havia se tornado mofo, e cogumelos de diferentes tipos brotavam criando uma decoração que apenas a natureza sabia produzir.
Ali, a cerâmica, os talheres eram o problema. A madeira sacrificada em nome de mobília, as folhas mortas transformadas em tecido, também banhadas pelo sangue de insetos que viraram tinta. A terra agora em formatos regulares. As joias arrancadas da pele da mãe-terra, enfeitando os brinquedos dessa antiga raça.
Com agilidade, suas asas treinadas o levaram de um canto ao outro, em busca do tesouro.
Voar era tão natural, que o pássaro até se esquecia de como o fazia. Era como se seus olhos fossem mágicos: ele olhava pra um lugar, e záz, estava lá, depois de alguns segundos ou minutos. Ele não precisava pensar profundamente sobre isso.
Depois de algumas horas, o pássaro estava cansado. Havia procurado por todo o castelo, mas não encontrou nenhum traço do lírio.
Lá fora, o dia estava ensolarado, então ele pensou em subir na antena mais alta e observar ao redor. Quem sabe bebericar um pouco da água da boca de alguns dos gárgulas que se destacavam por apontarem cada um numa direção cardeal.
Depois de se banhar um pouco poça que havia sido formada no topo do teto de uma das torres, viu algo que o surpreendeu.
Havia um aposento que ele não havia visitado enquanto voava dentro do castelo. As cortinas estavam abertas, mostrando um cômodo que ele ainda não tinha visto, então ele disparou em sua direção.
A janela estava fechada, e ele deu pequenos passos para lá e para cá em busca de algum lugar onde ele pudesse entrar, afinal nesse momento seu corpo pequenino era uma vantagem: ele não precisaria de um lugar muito grande para entrar.
Frustrado por procurar em vão uma abertura, ele encostou no vidro, baixou a cabeça e soltou um pequeno suspiro.
Nessa hora, sentiu um desconforto nos olhos, pois o sol havia refletido algo dentro da sala desconhecida. Era um espelho, oval, mas com contornos que lembravam ramos de uma planta trepadeira.
Então ele lembrou que tinha visto um parecido. Onde mesmo?
Na biblioteca!
O pássaro ergueu suas asas e voltou até ela, passando pelo salão do trono.
O reflexo dele surgiu no espelho oval quando pousou na frente dele.
Parecia quando ele dava um rasante sobre uma lagoa, e via aquela imagem, que parecia com ele, mas distorcida, pois o esquerdo era direito e vice versa.
Ele não tinha medo de muitas coisas, ou talvez lhe faltasse a noção do perigo, na verdade, mas não considerava espelhos agradáveis.
Em sua cabecinha pequena, ele pensava neles como mentirosos. Mas não os mentirosos que inventam histórias completas, mas um ainda pior. Alguém que parece estar dizendo a verdade, mas de forma inversa, como o que os espelhos fazem. Eles quase te enganam completamente, porque mostram algo tão próximo da realidade.
Talvez eles não fossem culpados, talvez eles fossem apenas uma janela pra outro mundo, um mundo inverso. Em algum lugar alguém escreveu uma história sobre isso, ele pensou.
Depois de filosofar um tanto sobre espelhos, o pássaro tentou encontrar algum buraco por onde pudesse entrar na sala secreta.
Enquanto não encontrava, reparou na decoração que lembrava uma folha, com bordas onduladas. Então percebeu que uma das pontas tinha uma coloração diferente, mais clara.
Se posicionou segurando com suas garras na beirada do espelho, na parte superior direita, e começou a bicar ela. Depois de várias tentativas, ouviu-se um clique e o espelho começou a tremer.
Assustado, o pássaro saltou para trás, se protegendo atrás de um dos livros de uma das estantes contendo vários volumes com capas de cores, tamanhos e espessuras variadas. Olhando de soslaio, tudo que viu foi o espelho agora fora de seu lugar.
Depois que se moveu para a esquerda, revelou um pequeno buraco por onde o pássaro sabia que poderia passar.
Do lado de dentro da sala, se houvesse alguém lá, veria sua cabeça aparecendo primeiro, olhando ao redor para ver se não havia nenhum perigo. Tendo visto o suficiente, entrou rapidamente, e procurou um lugar para pousar.
Enquanto voava ao redor da mesa central, viu algo que lhe chamou a atenção: o que quer que fosse, estava coberta por um tecido vermelho, como se um lenço tivesse sido colocado cuidadosamente em cima da cabeça de uma estátua.
Ele procurou o melhor ângulo, cravou sua garras em pleno ar, e puxou o tecido para longe, revelando uma redoma de vidro, e dentro o lírio que tanto procurava. O vidro havia se movido um pouco ao tirar o pano.
Pousou em cima do vidro, olhando as pétalas coloridas e quase ficou tonto com a beleza. Parecia algo grandioso demais para seus pequenos olhos.
Como o vidro parecia não estar fixado na base negra que segurava a planta, ele resolveu pegar impulso na parede do lado oposto, e se chocar contra ela usando seu ombro.
O vidro se quebrou em milhões de pedacinhos no chão, e os estilhaços se espalharam pela sala secreta. Felizmente nem ele nem o lírio foram atingidos.
O som do vidro parecia se reverberar pela sala, mas ninguém apareceu.
“Quem inventaria uma armadilha dessas?” imaginou o pássaro.
Agora, como levar ele?
O buraco por onde entrara era pequeno demais para carregar a flor sem causar danos a ela. Voou até a janela de onde tinha visto a sala antes, e encontrou um pedaço de madeira tampando parte do último vidro da esquerda, que saiu facilmente ao ser bicado e puxado.
“O que pensa que está fazendo?”
A voz grave e repentina faz o pássaro saltar de susto. Ele olha ao redor procurando de onde ela veio, mas o silêncio continuava como antes.
Ele se pergunta se isso é um efeito da flor que agora reluzia e piscava colorido depois de ter o vidro retirado. Por algum motivo, ele sente receio de continuar por ali. Culpa talvez? Mas o reino inteiro estava abandonado, a e flor continuava ali depois desse tempo todo, como se ninguém se importasse com ela. Não era o correto a se fazer? Encontrar um lugar novo para aquilo que foi esquecido e abandonado?
Ou talvez a adrenalina de estar num lugar proibido? Bem, ele pensaria nisso depois.
Saltando até onde o lírio estava, ele se recusou a olhar diretamente para as pétalas. A sensação era de estar olhando para um pequeno sol: brilhantemente desconfortável, mas quente e aconchegante.
Decidiu inicialmente segurar em seu bico com força mas ternura, não queria romper o cabo que segurava as três pétalas que alternavam de cor de forma hipnotizante.
Com medo da proximidade de seus ouvidos, pois parecia que a flor estava sussurrando algo, apanhou gentilmente o lírio em suas garras, também evitando olhar diretamente para ela, pois a realidade parecia se alterar no contorno de suas pétalas, uma aura que distorcia tudo em suas belas bordas.
Traçou o percurso em sua pequena mente, e então atravessou o buraco da janela que dava para fora, agora com seu acesso desimpedido depois de ter retirado a placa de madeira.
Deixando o reino abandonado para trás, carregando a flor mágica, tesouro do reino, partiu em direção ao local da fonte.
O pássaro não ouviu a voz de dentro da sala dizendo:
“Você fez sua escolha.”
Capítulo 3 - Semi-sonhar
A fonte parecia menor, diferente. Ou sua perspectiva mudou desde que havia saído dali no dia anterior? Quem havia mudado?
O pássaro, com zelo, deixa o lírio arco-íris no centro da fonte como agradecimento.
A flor começa a afundar lentamente, suas cores alternando, transformando a cor da água, antes cristalina, agora começa a ganhar cores cada vez mais brilhantes.
O pássaro presta atenção, e ao piscar uma vez, e ele não estava mais no mesmo lugar. Era diferente de acordar. Ele estava no céu, mas não havia sol, apenas estrelas distantes. O cansaço da aventura também não existia ali.
De repente, uma imagem começa a ganhar forma, transformando-se numa fada. Ela sorri, repousando no ar com graciosidade e diz:
“Obrigada.”
“Mas o que eu fiz?” - o pássaro não fala, mas ouve sua voz em sua mente e ela parece compreender.
“Eu lhe dei um presente, você retribuiu.” a pequena criatura com asas transparentes explica - “O universo sempre busca um equilíbrio, e cada um oferece de acordo com suas capacidades e desejos.”
“Eu…” - o pequeno pássaro gagueja - “Eu não sei mais o que sou.”
“E sabia antes?” diz ela de forma incisiva, como uma navalha.
E o pequeno pássaro então se surpreende, sentindo dor por saber dessas informações novas.
“Pequeno pássaro, meu querido, não temas. É mais forte do que pensa. Não estamos nem no reino mortal, nem no reino dos sonhos. Estamos num estado intermediário.”
Ela fadinha continuou:
“Fui eu quem apareceu no sonho, lembra? Eu conversei com sua forma semi-sonhar por horas, como se fossem séculos. Antes de acordar, fiz você esquecer de tudo.”
“EU LEMBRO AGORA! Mas…. porque me fez esquecer? Foi a melhor coisa que já senti na vida, incomparável a todas as outras sensações que já tive. Foi como se todo meu passado tivesse sido imaginado, tivesse sido um sonho antes disso.”
O próprio pássaro se surpreendeu por tido essa torrente de ideias. Antes, ele só aproveitava o fluxo, assim como o vento que fluía em suas asas quando voava pelos céus.
“Porque eu temia que, se acostumando com essa sensação, você esquecesse o resto. Entenda, não podemos ficar ali o tempo todo.”
“Não é justo…”
“Sim, não é justo. Mas agora você sabe. E o semisonho onde estamos logo irá acabar. O poder do lírio está quase no fim.”
“Mas o que eu faço agora? Vou me lembrar disso quando acordar?”
“Não, vai esquecer tudo novamente, assim como esqueceu todas as vezes antes.”
“Não! Não quero esquecer!” - e o pássaro bica sua própria asa esquerda. Um pequeno ferimento surge.
“Ah, meu belo, inefável pássaro…”
O semi-sonho acaba. O pássaro desperta, e a fonte retornara ao normal. O lírio havia sumido, era como se ele nunca estivesse estado ali. Foi tudo uma ilusão?
Ele salta até a beirada e dá uma bicada na água, carregando um pouco com ele.
Novamente, ele alça voo.
Todos os dias, quando acorda, sente um desconforto na asa esquerda e sabe onde precisa ir.
Até o último dia de sua existência, o pássaro retorna a fonte. Estão interligados por um fio invisível que não se vê, apenas se sente. A dor sempre o recordará.
Ele ainda sonha, ele nunca lembra, o ferimento sempre surge novamente, e por causa dele, sabe para onde deve voltar, mesmo sem saber.
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sandyport · 6 months ago
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wonwoo me diga quais são SUAS capas favoritas, aquela que vc pensa e diz: "amei pqp! Quero tatuar!". Vale também para collab 👁👄👁 MAS o porquê tu escolheu? Beijão namorada do wonu 😘
OLÁ ANON 🤩🤩🤩 antes de mais nada, queria dizer que essa ASK foi a mais difícil de todas. Mas pode ver abaixo as capitas 👁🫦
1 — vamos tornar oficial
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Essa capa aqui foi, sem dúvidas, aquela capa que tu acha que é fácil, mas quando é pra fazer o uc já tranca! Mas sempre quis arriscar uma capa estilo HQ e já que tinha assistido recentemente o filme deadpool e wolverine, eu pensei "pq não?". Então fui caçando pngs, a forma de HQ em si e fui fazendo. Eu passei horas, mas eu adorei tanto, mais tanto que decidi doar ela assim mesmo :)) essa capa já foi doada e a fanfic publicada, então quem estiver interessada nela... 💋💅🏻 só clicar aqui
2 — blood scent
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Não sei dizer do porque eu gostar dessa, mas a posição da seulgi em contraste com o fundo e como ficou tão boa assim, eu particularmente admiro em como deixei... essa capa foi até fácil de fazer, então sem dúvidas eu não deixaria de fora essa lindeza! Até mesmo o gif pobre que fiz foi bem pensado 😏
3 — aqui é a visão do oceano
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ESSA é meu bebê!!! Eu adorei demais fazer, amei amei amei como uma filha. Adoro Van Gogh, principalmente a noite estrelada, então eu tive que fazer deles novamente neste estilo. Foi fácil de fazer porque eu já tinha noção onde colocar e tals, as cores e os pngs, então posso dizer que essa aqui é meu orgulho todinho 😁 ela também já foi doada
4 — todos os dias chove tristeza
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Amo satosugu, e o estilo desta fanartista é DIVINA!!! então quando eu vi, tinha que fazer uma capa angst. Para saber, eu nem mexi nela tanto assim. Alterei um pouco do fundo, adicionei esses olhos e mexi bem pouquinho da cor da fanart pra casar com o fundo. Sem dúvidas, essa aqui é a capa que amo de paixão pois até mesmo o título foi algo que imaginei para ela. Ela foi doada e você pode ler aqui 😈
5 — how your love can do what no one else can?
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Se falarem qual é meu shipp supremo, com certeza lhe direi que é seongjoong!! Mas se falar do estilo...... eu nunca tinha imaginado em fazer um estilo sexy pq não sou boa e muito menos sei como fazer, mas eu arrisquei. A era chellateez foi sem dúvidas a gigantesca deles, mas o Seonghwa..... 👄 sou seonghwa stan, ent é claro que vou latir quando se trata deste homem. Se eu não me engano, passei 2hrs nela. A minha maior dificuldade foi o fundo "perfeito". Tinha trocado várias vezes, mas sabe quando você ama e deixa ela do jeito que está? Então, foi isso que aconteceu!! Ela foi doada também 💋😘
6 — eu gosto de você (feat. @sharkissm ♡)
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Minha primeira collab com a shark, então eu sou uma mãe orgulhosa!! Quando eu vi uma oportunidade para capar junto com a rainha, imagina a minha reação? Fui lá e arrisquei. Então sem dúvidas eu ADOREI demais, e se eu conhecesse eles, com certeza escreveria uma fanfic bem tchola 💅🏻😁 a shark fez a base lindona e eu fiz o restante, mas nosso estilo combinou tanto que os olhos chegam a dilatar 💥🫡
7 — i don't wanna be me (feat. @sharkissm ♡)
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ELA DE NOVOOOO!!! Ela é minha favorita, eu amo demais essa aqui. E a shark deu um propósito gritante nela que até mesmo tocou em mim 🥰💞 os pngs, a finalização tão bem feita e pensada.... como não amar? Eu amei demais, tanto tanto mesmo. Pelo que eu me lembre, fui eu que chamei ela para fazer ir comigo nessa pq queria capar e tava sem criatividade para pensar. Aí a shark pensou "mãe, vc quer bronze, mas buscou diamante 💅🏻💅🏻" e eu " 🤩🤩🤩🤩🤩🤩🤩🤩" se fosse para escolher o top5, essa estaria no meu top2 de capas mais gostosas de fazer e tatuaria com maior prazer!!!
8 — espúrio (feat. aracnista ♡)
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Essa capa é sensacional, é linda, é grandeza, é arte. Não me lembro se foi a Tata ou eu que chamamos primeiro, mas fizemos essa lindeza. A fanartista é perfeita, não? O estilo dela conseguiu casar com nossos estilos e deu essa vida a ela, então claro que iria amar. Além de que, a aracnista foi uma mãe pra mim. A mulher literalmente me ajudou com a minha carreira aqui!! 🙈💚 espúrio pra mim é uma criação de duas pessoas que precisava capar juntas e o destino só empurrou uma para a outra.. 🙊
9 — sobre você, eu, bananas e morangos (feat. @jeonianv ♡)
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OPA OPA E VC ACHOU Q IA FICAR DE FORA, MEU PRÍNCIPE 😁😁😁 essa capa ela é LINDAAA, incrível demais, sensacional, arte, estilosa, eu não tenho palavras para descrever o quanto ela é perfeita. Eu chamei meu bebê para fazer essa capa juntos, além de que eu sou uma fã de seu trabalho 🙈🙈 ele aceitou, me deixou gay, e fomos de frutas favoritas!! Resultado? Divindade. Jeon dá sentimentos, vida para a capa com maior tranquilidade e principalmente amor do mundo. Seu trabalho merece ser visto, comentado e admirado. Claro que eu ia citá-lo 😘🗣 te adoro, meu príncipe.
10 — escrevo mil poesias sobre você (feat. @jeonianv ♡)
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Esse título é sentimental pq eu ia escrever uma fanfic (dedicatória) para ele, mas não estava com criatividade para tal. Então decidi chamar ele para uma collab e fizemos essa perfeição aí!! Lembrando que jeon dá a vida, hein. Eu levei um tombo com maior prazer quando ele entregou essa obra prima, dá vontade de emoldurar na parede e babar sempre que eu ver 🫵🏻🫵🏻 sou uma pessoa bastante gay por ele mesmo!! Não nego.
E prontinho, acabou!! Claro que tem mais, porém se fosse para estar no meu top10, com certeza seria assim. A ordem dessas capas não importam porque ainda assim estaria no meu top10 🥰🥰 brigadinha pela ask, anon 💥🫡💋
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conversacomsmaug · 3 months ago
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Estel in Mirkwood
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O Rei e sua capitã terão motivos para nunca mais esquecer este Solstício de Inverno em particular. Estel, a esperança permeia Mirkwood mesmo nas sombras crescentes dos tempos que virão sobre a Terra média.
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Era uma noite fria e estrelada em Mirkwood, e as folhas de Azevinho tremulavam suavemente sob a brisa do solstício de inverno. Com o céu iluminado pela luz pálida da lua, um espetáculo de sombras dançava nas antigas árvores da floresta. O aroma de pinho e terra molhada trazia uma sensação de nostalgia e mistério, lembrando os antigos dias antes da escuridão que ameaçou a Terra-média novamente.
Tauriel, contemplava a beleza etérea do seu lar. Desde que os acontecimentos da Batalha dos Cinco Exércitos haviam mudado o destino de muitos, ela havia sentido seu coração se abrir para novas possibilidades. Retornara a Mirkwood sob a liderança do rei Thranduil, que, apesar de sua aparência fria e distante, mostrara-se mais empático do que ela esperava.
Nos últimos meses, um elo invisível se formara entre os dois, uma corda tensa que unia suas almas em um fio delicado de compreensão e respeito. Thranduil reconhecera em Tauriel uma força que ia além de suas habilidades de guerreira; ele via a centelha de vida que ela trazia mesmo nos momentos mais sombrios. Após os acontecimentos traumáticos passados, um mútuo entendimento se fez entre os dois, abrindo espaço em seus corações, não só para a dor compartilhada em que ambos tinham em comum, assim como muitas outras semelhanças compartilhadas, mas também para uma amizade emergente e uma aproximação inexplicavelmente bem-vinda em que ambos eram atraídos. Depois de tudo, não parecia fazer sentido a Capitã e o Rei não abrirem pelo menos um pouco seus corações um para o outro pois aparentemente, pareciam ser os únicos a entender suas cicatrizes. Ela passou a compreende-lo melhor, assim como ele a ela.
Thranduil restituiu Tauriel à sua antiga posição deixando claro que esperava que ela usasse essa confiança agora para ajudar restaurar a esperança de seu povo, protegendo-os e também ajudando o rei em suas relações com Erebor, Esgaroth e Dale. A maioria entendeu a escolha do rei em perdoa-la pois Tauriel desde muito jovem tinha um lugar especial na corte e no afeto do rei desde que foi resgatada pela guarda do rei de sua vila em chamas pelas mãos de Orcs de Dol Guldur. E após a partida de Legolas e a morte de tantos elfos em batalha, talvez Thranduil não quisesse perder mais ninguém. Podia-se dizer que isso era bem próximo da verdade. Mas o que eles não sabiam, era que um sentimento à muito reprimido e escondido dentro do lugar mais profundo dentro dos corações do Rei e da Capitã ultimamente teimava em forçar sua saída para a luz.
Naquela noite especial, as festividades do solstício de inverno estavam em pleno andamento. Os elfos de Mirkwood se reuniam em torno de fogueiras, cantando canções antigas e celebrando a passagem do tempo e a promessa de renascimento e esperança.
Thranduil observou seu povo com um sorriso satisfeito, mas seus olhos rapidamente encontraram Tauriel. Ela estava linda, vestida com um manto vermelho intenso que realçava a cor de seu cabelo e iluminava seu espírito forte e inquieto. No entanto, havia uma aura nela que Thranduil não conseguia ignorar, uma beleza que o fazia sentir tanto orgulho quanto um intenso desejo.
Entre sorrisos e risos, Tauriel se afastou da multidão, em busca de um momento de tranquilidade.
Por instinto, Thranduil decidiu segui-la. Ele a encontrou de pé sob uma árvore grande, um carvalho antigo cheio de azevinho e visco vermelho pendurado em galhos baixos com fitas vermelhas que se destacava em meio a fina neve que cobria os galhos. A luz suave da lua iluminava seu rosto, e a atmosfera que os cercava parecia ser de uma expectativa palpável.
Sob seus galhos, os corações apaixonados costumam se reunir, e a lenda dizia que um beijo sob o azevinho e o visco traria amor eterno. O pensamento a fez sorrir. Justamente naquele instante, Thranduil apareceu, seu olhar de um azul penetrante iluminado pela luz do luar.
"Você parece perdida, capitã" – comentou ele, com um tom de voz baixo e suave que fazia seu coração acelerar.
"Perdida? Apenas buscando um pouco de paz em meio às festividades" – Tauriel respondeu, o olhar fixo no chão. O embaraço a envolveu, mas ela se recompôs, fitando-o nos olhos.
"A paz é um bem raro, especialmente em tempos como estes" – disse ele, aproximando-se e observando o céu. – "Mas há beleza na escuridão. Como esta noite, por exemplo."
Ela ainda olhava para ele, seus olhos brilhando. – "A beleza deste lugar, e como ele se tornou um lar novamente. Eu nunca imaginei que pudesse me sentir assim... em paz."
Thranduil se moveu próximo a ela, seu olhar suavizando em sua direção. – "Você trouxe isso de volta. Sua determinação e coragem ajudaram a curar Mirkwood... e eu também."
Tauriel arregalou um pouco os olhos às palavras dele.
À medida que seus olhares se fixavam, a tensão entre eles crescia. Havia um espaço entre seus corpos que parecia magnético e abrasador, um lugar onde nada mais importava exceto o outro. Ele deu um passo mais perto, e Tauriel pôde sentir a eletricidade que circulava entre eles.
"Thranduil, nós...," – começou Tauriel, mas Thranduil interrompeu com um suave levantar de mão.
"Shhh," – ele sussurrou, promovendo um silêncio tenso que preenchia o ar. Então, mantendo os olhos fixos nos dela, ele se inclinou e pegou uma pequena ramificação de azevinho com visco, colocando-a delicadamente atrás da orelha dela. – "Fica bem em você."
O gesto fez o coração de Tauriel disparar, e o calor subiu em suas bochechas. "Obrigado" – respondeu ela, a voz quase um sussurro.
O silêncio que se seguiu foi carregado de significados. Tauriel sentiu a mudança no ar, a tensão que crescia entre eles. O rei élfico encarou a capitã, seus olhos contemplativos, como se visse além da superfície do que poderia ser.
"Você mudou, Tauriel" – disse ele, a admiração em sua voz clara e sincera. – "Há um brilho em você que ilumina até mesmo os dias mais escuros."
A elfa corou, um rubor suave tingindo suas bochechas. Era raro que alguém falasse com tanta sinceridade, especialmente um rei como Thranduil. Ela queria protestar, alegar que ele era quem trazia luz na escuridão, mas não conseguiu encontrar as palavras.
"Por que você me trouxe de volta a Mirkwood, Thranduil?" — questionou ela timidamente. – "Por que me chamou para ficar ao seu lado?"
Essa era uma pergunta que passava de tempos em tempos pela cabeça dela e de repente esse pareceu finalmente o momento para ela questioná-lo.
Ele hesitou, o vento soprou com mais força, afastando os ramos do azevinho com visco e revelando um campo de estrelas. Era como se a própria natureza conspirasse, criando um cenário perfeito para o momento que estava prestes a acontecer.
"Às vezes, o coração nos guia para onde a razão não pode. Em você, encontrei algo que eu não sabia que estava faltando." – respondeu ele, avançando um passo mais perto. O espaço entre eles parecia encolher, e um calor acolhedor e inexplicável começava a invadi-los.
Tauriel sentiu a coragem crescer dentro de si. Era um momento único que não poderia ser desperdiçado. Com um gesto gentil, ela aproximou-se e tocou na túnica dele, os dedos sutilmente deslizando ao longo do tecido. O rei a observava com um olhar intenso, os olhos brilhando na noite iluminada.
"Eu sinto... algo diferente entre nós. É como se estivéssemos presos por uma força maior. Algo que não podemos e não devemos ignorar." – Temendo que suas palavras fossem a única coisa que quebraria a conexão, Tauriel hesitou.
"Pois essa força existe, e eu também a sinto" – Thranduil respondeu, sua voz quase um sussurro. Ele se inclinou levemente, e em um movimento cuidadoso, as mãos dele envolveram a cintura dela. Os corações dos dois pulsavam em uníssono. Tauriel finalmente soltou o ar que não sabia que estava segurando.
O mundo ao redor deles se desvanecia enquanto estavam envolvidos nessa nova eletricidade. A lua banhou-os com sua luz mágica, e sob o grande carvalho enfeitado, os dois se aproximaram lentamente, seus lábios se encontrando com a suavidade dos primeiros flocos de neve. O beijo era suave, mas carregado de um desejo reprimido que fervia ao toque.
Tauriel sentiu que a essência do inverno se infiltrava em suas veias, a sensação de um amor fresco e vibrante que despertava de uma longa hibernação. Ali, sob o azevinho e o visco, o tempo se deteve e o mundo tornou-se apenas uma extensão de sua conexão.
Quando se separaram, ambos ofegantes, a luz da lua refletia em seus rostos, mostrando a admiração que um tinha pelo outro. Não era apenas um momento, mas o início de uma nova jornada que poderia finalmente libertar os dois elfos do peso de seus passados. O solstício de inverno trouxera não apenas a renovação da natureza, mas também a promessa de um amor que poderia florescer em meio às sombras.
"Você sabe que o azevinho e o visco são plantas que simbolizam paz, proteção, renovação e amor, não é?" – Thranduil falou, com um brilho divertido em seus olhos – "Talvez devêssemos honrar a tradição dos antigos, tendo uma trégua em nossos desafios e discordâncias contínuas... deveríamos selar o momento pensando em cura, prosperidade e... esperança. Como manda a tradição." – Ele dá um sorriso sincero e travesso.
"A tradição?" – Ela levanta uma sobrancelha divertida.
"A tradição, sim" – respondeu Thranduil, o sorriso travesso crescendo em seus lábios. – "Há algo de encantador em seguir costumes que nos lembram de deixar de lado as nossas diferenças, mesmo que por um momento."
Tauriel cruzou os braços, fingindo ponderar suas palavras, enquanto uma faísca de curiosidade e desafio dançava em seu olhar. – "E se eu te dissesse que não me lembro de todas as tradições dos antigos, especialmente aquelas que envolvem azevinho ou visco?"
Thranduil inclinou-se um pouco mais, sua presença envolvente, e falou com uma voz suave que parecia envolver o ar gelado da noite. – "Ah, eu estaria mais do que disposto a lembra-la."
Tauriel sentiu o calor subir em suas bochechas, mas manteve o tom brincalhão. – "E o que sugere, meu senhor? Que deixemos de lado as formalidades e..."
"E celebremos a mais simples, porém poderosa tradição," – ele completou, olhando diretamente nos olhos dela, azuis nos verdes. – "Outro beijo, um sob o azevinho e o visco, selando um pacto de paz ao menos em nossos corações."
Claramente, não era apenas um beijo dessa vez a que Thranduil se referia.
Houve um momento de silêncio repleto de tensão e algo mais profundo. Tauriel, absorvendo a sinceridade que encontrou no olhar dele, permitiu-se admitir o quanto desejava aceitar aquela proposta.
Thranduil se inclinou ainda mais perto, mais uma vez, seus lábios a poucos centímetros dela. – "Tauriel, você não precisa se sentir pressionada pelo nosso passado; a vida é feita de novos começos. E, neste momento, sinto que essa conexão que temos é a mais verdadeira."
"Eu também." – Tauriel sugeriu, perdida na profundidade dos olhos dele. "Mas e se isso estragar tudo? E se não funcionarmos?"
"Então teremos vivido um instante precioso, um momento que merece ser lembrado." – A voz de Thranduil era suave, quase um ronronar, mas transmitia emoção.
"Então, por esta noite, pela paz, pela esperança..." – ela começou, sua voz leve, mas firme enquanto descruzava os braços e se aproximava – "...talvez devêssemos honrar a tradição com mais que palavras."
Thranduil, surpreso e satisfeito com a resposta dela, se moveu lentamente, oferecendo um espaço onde a distância entre eles deixava de existir. E sob o brilho suave da noite na neve, de coração aberto e expectativa compartilhada, ele envolveu Tauriel em seus braços com um gesto de ternura.
Sem mais hesitações, Thranduil finalmente fechou a distância entre eles e a beijou com paixão. O beijo foi doce, inicialmente, mas rapidamente se transformou em algo mais, algo ardente e intenso. O mundo ao redor desapareceu completamente, e apenas eles existiam; dois corações em sintonia, pulando como um tambor, repleto de promessas e uma conexão indiscutível, como se aquele momento fosse um recomeço previsto pelas estrelas, pela própria Varda. Era um beijo que falava de cura e renascimento, de deixar para trás as sombras do passado em favor do caminho iluminado que poderiam trilhar juntos.
As mãos de Tauriel se moveram para a nuca de Thranduil, puxando-o mais perto, seus dedos passeando pelo cabelo prateado dele, enquanto ele cimentava a ligação entre eles, usando a força de seus braços para segurá-la de maneira protetora. Juntos, eles se perderam no momento, esperando que o mundo fosse engolido pela escuridão da noite ao seu redor, deixando apenas a luz do amor e da paixão que agora ardia entre eles. O toque dos lábios de Thranduil era exigente e apaixonado, a química que emanava de ambos era intensa, como se todas as emoções reprimidas ao longo dos anos finalmente se libertassem em um único instante.
Tauriel podia sentir a energia vibrante que havia entre eles, uma conexão que superava qualquer expectativa que ela tivesse sobre o que pudesse acontecer ali. Em um gesto ousado ela intensificou o beijo com ardente paixão antes de soltar os lábios dele, suas testas se tocando enquanto seus olhos se fixavam um no outro. O brilho do luar e das estrelas refletia em seus rostos, e, por um breve momento, tudo parecia perfeito.
"Eu sempre temi que você não me quisesse assim" – confessou Tauriel, com sua voz trêmula e vulnerável. – "Você é o Rei, e eu sou apenas a Capitã da Guarda."
Thranduil sorriu, a expressão nos olhos dele cheio de carinho e uma profundidade que fez seu coração disparar. – "Você é muito mais do que isso, Tauriel. Sua coragem, sua beleza, seu espírito... você trouxe de volta a vida e a luz ao meu coração. Não posso imaginar o futuro sem você ao meu lado."
A sinceridade em suas palavras ressoou em Tauriel, e, com o coração cheio de emoção, ela se deu conta de que realmente nunca havia se sentido tão viva e completa como naquele momento. Ela se moveu novamente, sem hesitação, seu coração decidindo por ela enquanto seus lábios se fechavam em um beijo mais profundo, mais apaixonado.
O tempo parecia inexpressivo enquanto eles se entregavam intensamente, as mãos de Thranduil explorando gentilmente as curvas de Tauriel, enquanto os dedos dela dançavam pelo cabelo dele. Cada toque e cada inspiração era como uma promessa silenciosa de que, independentemente dos desafios que pudessem enfrentar, eles queriam atravessar todos eles, juntos.
Quando finalmente se separaram de novo, ainda próximos, Thranduil olhou afetuosamente nos olhos de Tauriel. – "Você sabe, sempre que eu ver o azevinho e o visco, serei lembrado deste momento. De nós."
Tauriel assentiu, a tensão que antes a aprisionava agora era arrebatada por um sentimento de liberdade e esperança. – "E eu," – respondeu ela – "sempre lembrarei deste solstício de inverno como o instante em que tudo mudou, em que meu coração se refez, da forma mais brilhante e significativa e que resolvemos juntos lutar contra nossas sombras. Que há esperança."
As estrelas brilharam intensamente acima deles, e eles ficaram ali, abraçados sob o carvalho antigo, envolvidos por um calor e luz suave que parecia expulsar qualquer sombra que pudesse se aproximar — um símbolo de um novo começo, de um amor que finalmente havia encontrado seu caminho a partir das profundezas da dor e do luto. Era o início de um novo capítulo, um que prometia amor e luz em meio às excursões da Terra média.
E à medida que as festividades continuavam em Mirkwood, a dança do destino entre Thranduil e Tauriel havia apenas começado. Mas dessa vez, unidos.
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Curiosidades:
O Visco e o Azevinho: São plantas semelhantes, mas possuem diferenças físicas como por exemplo a cor das bagas sendo a do Azevinho vermelhas enquanto que o do visco são brancas. Suas tradições remontam desde a Grécia antiga e Roma, às tradições e mitologia Nórdica e Celta até chegarem no Cristianismo. Foram considerados por muitas culturas plantas com poderes mágicos capazes de curar doenças, proteger e atrair boa sorte. Também ligado ao amor, paz, amizade, casamentos, prosperidade e ressureição (renascimento), prosperidade e fertilidade.
Usado em alguns rituais pelos druidas e também no festival da Saturnália pelos romanos. Associado principalmente à época do ano que coincide com o Solstício de Inverno na Europa. O Visco cresce em cima de árvores como o Salgueiro e o Carvalho pois se trata de uma planta parasita, já o Azevinho é uma árvore. O "beijo" (casal se beijar sob um ramo de visco no Natal para dar boa sorte e prosperidade no casamento ou futuro casamento) sob o visco está relacionado com algumas dessas tradições, principalmente nórdica e romana, e a versão moderna que conhecemos hoje provavelmente surgiu na Grã-Bretanha do séc.18, mas em Roma, o Azevinho tinha uma tradição parecida entre casais, entre outras utilidades.
Na mitologia celta, o Solstício de Inverno (também associado ao Samhain) é celebrado como um momento de renascimento e esperança, marcado pela chegada do novo filho da Deusa grávida, que simboliza o renascimento do Deus Solar.
A celebração do Solstício de Inverno, também conhecida como Yule, é um momento de reafirmação dos ciclos da vida e está ligada à roda da vida.
O Yule é uma tradição pagã de origem germânica e escandinava, que marca o início do inverno, também conhecido como Festival das Luzes. É celebrado com o acendimento de velas, fogueiras e tochas, em homenagem ao começo de um novo ciclo.
O Solstício de Inverno é um evento celeste que marca a posição mais baixa do sol, quando o período do dia é o menor do ano e a noite é a mais longa.
Hoje ele, assim como a maioria das tradições pagãs europeias está sincretizado com o cristianismo, ou seja, nesse caso, o Natal. Tempo de renovação, prosperidade, paz e amor.
Tolkien tem muitas dessas tradições mascaradas em meio a cultura da Terra média e dos Valar. Gosto de pensar que principalmente os elfos (e Rohan também) tem muito da cultura Celta e Anglo-saxã. Por isso não achei incomum que principalmente os elfos da floresta tenham alguma tradição envolvendo o Solstício de Inverno. E uma que combinaria com nosso tradicional Natal.
Estel significa esperança em Sindarin (élfico).
Obrigada por ler, adoraria ter em seus comentários o que vocês acharam.
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