#psiquismo
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jeng-shu · 7 months ago
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Que tiene 9 patas y 11 cabezas ? Un montón de gente muerta y descuartizada bajo los ladrillos
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fevrdinand · 3 months ago
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# FERDINAND molloy ; web weaved.
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clemventines · 3 months ago
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# CLEMENTINE vaugh ; web weaved.
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hipermnesia · 2 years ago
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existe um termo na medicina que chamam de 'melhora da morte'. é quando alguém que já está em um estado terminal melhora subitamente. dizem, e alguns até chamam de 'lucidez terminal' pois algo acontece no organismo, no psiquismo, em que a pessoa repentinamente apresenta uma clareza, uma melhora, uma lucidez dias ou horas minutos antes de morrer. é como se o corpo tivesse dando ao próprio corpo a chance de ser corpo mais uma única vez. penso que talvez seja a chance pra falar as coisas não ditas, ou se despedir realmente dos seus. mas também acho que a gente nunca sabe que esse momento precede o fim.
existe um mesmo cuidado com pacientes depressivos. antes de colocarem um fim na própria vida eles apresentam uma melhora subita. como se tudo estivesse bem. como se estivessem felizes. com vontades de fazer coisas que até então não tinham animo pra fazer, ou planejam sonhos que nunca planejaram pois não acreditavam que viveriam para realiza-los. especialistas dizem que é um sinal de alerta quando algo assim acontece. porém, também acho que tais pessoas não sabem que isso precede o fim. não sabem que logo depois dessa melhora e dos dias parecerem lindos e a vida novamente ter cor, tudo ficará cinza novamente, de uma maneira tão insuportável que é preferível não mais estar aqui.
é estranho. a gente nunca sabe quando o fim chega. ele sempre chega assim, de repente, depois de um final de tarde bonito numa quarta feira onde a vida parecia normal demais pra acontecer algo tão trágico.
depois de um dia normal onde a rotina da vida não nos deixa prestar atenção nos detalhes.
em todo caso
o fim só chega,
sem avisos prévios,
e se vai assim
tão repentinamente quanto veio.
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psicoanalisiscdmx · 17 days ago
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El sentimiento de no ser suficiente no es un problema individual, sino un síntoma de una época que impone ideales inalcanzables.
El psiquismo no solo se estructura en la infancia, sino que está en constante negociación con las demandas del entorno. En un mundo que mide el valor personal en términos de logros, rendimiento y validación externa, el sujeto se enfrenta a una exigencia sin fin: demostrar su valía .
Pero, ¿Ser suficiente para quién? ¿Bajo qué criterio? La sensación de no estar a la altura no proviene de una falta real, sino de una internalización de ideales que el sujeto jamás cuestiona. La exigencia de ser más - más productivo, más atractivo, más exitoso - se convierte en un mandato inagotable que no deja espacio para el deseo propio.
El problema no es la carencia, sino la comparación constante. El sujeto ansioso por encajar en estos estándares se siente atrapado en una lucha que no tiene final. Porque en un mundo donde siempre hay alguien con más, el sentimiento de insuficiencia nunca se disuelve, solo se renueva.
El psicoanálisis no ofrece recetas para alcanzar la autoaceptación, sino una interrogación radical: ¿De dónde surge esta exigencia? ¿A quién se intenta complacer?
La sensación de no ser suficiente no se resuelve con más esfuerzo, sino con la posibilidad de cuestionar la sobre exigencia y reposicionarse ante el propio deseo, preguntándose si la vara con la que uno se mide es verdaderamente propia o ha sido impuesta.
💡 Reinventarse es posible, pero el primer paso es tuyo… y no tienes que hacerlo solo. 💫
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abwitchsdiaryy · 3 months ago
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Teoria del color
ya se que me vas a decir ¿que concha hace un concepto de arte/psicología en la magia? Una de las herramientas mas útiles en la magia son las correspondencias y las asociaciones. si esto nos recuerda o nos hace sentir tal, entonces entonces se puede usar para un propósito que se relaciona a tal. Se usa en marketing todo el tiempo, al diseñar iconos de empresas, se tienen en cuenta los colores y como nos hace sentir. por ejemplo la m de mcdonalds es amarillo porque según la psicología, el amarillo se asocia con el hambre. En la magia ocurre lo mismo, usualmente se usan velas o cristales de un color que se asocien a el objetivo del hechizo.
Rojo: deseo, potencia, confianza, sexualidad, fuerza, coraje, determinación, confrontación, nacimiento, voluntad, protección, lo consiente, marte.
Rosa: amor, relajación, paz, amistad, felicidad, gozo, perdón, lo consiente, venus.
Naranja: intelecto, suerte, legalidad, inspiración, protección, exito, autoestima, lo consiente, mercurio, sol.
Amarillo: comunicación, visualización, felicidad, inteligencia, aprendizaje, conocimiento, claridad, confianza, lo consiente, mercurio.
Verde: dinero, suerte, prosperidad, abundancia, éxito, naturaleza, fertilidad, vida, salud, equilibrio, lo inocente, venus, tierra.
Azul: paz, sueños, curación, purificación, comunicación, creatividad, justicia, inspiración, armonía, lo inconsciente, neptuno.
Violeta: meditación, conocimiento, espiritualidad, adivinación conciencia, misticismo, lo inconsciente, júpiter, neptuno.
Blanco: sueños, pureza, suerte, protección, psiquismo, comienzos, armonía, lo inconsciente, luna.
Negro: protección, repeler, absorber, fin, desvanecer, autocontrol, capacidad, poder, invisibilidad, lo inconsciente, saturno.
Marrón: prosperidad, riquezas, poder, éxito, iluminacion, dinero, materialismo, lo consiente, urano.
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blogdamorgannalabelle · 6 months ago
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40 – Depressão – O mal do século
Por Morganna la Belle
Psicanalista
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I – Introdução
Este trabalho tem como finalidade abordar, de forma simplificada, o transtorno mental conhecido como depressão.
Trata-se de um mal que já atingiu escala global. Segundo dados da OMS, até 2030 deverá ser a doença mais comum no mundo e a que mais incapacitará para o trabalho. Também já foi comprovado que um terço dos pacientes não respondem aos tratamentos convencionais e que medicamentos contra depressão costumam causar dependência psicológica.
O Manual Diagnóstico e Estatístico de Transtornos Mentais (DSM-5), traz mais de 300 transtornos mentais identificados e catalogados. No entanto, segundo estatísticas, o distúrbio mental conhecido como depressão figura entre os que mais acometem as pessoas e causam danos ao psiquismo, já ficando comprovado que é também a maior causa de suicídio no mundo.
Considerando ainda o número crescente de pessoas que sofrem dessa espécie de patologia, tal doença foi considerada, no século passado e também no atual, como o mal do século.
II – Breve histórico da depressão
A palavra “depressão” vem do latim depressio, do verbo deprimere, que significa pressionar ou prensar para baixo.
No século IV a.C. Hipócrates (460 a.C.-377 a.C.) estabeleceu a teoria dos humores e delimitou os conceitos de sangue, fleuma, bílis branca e bílis negra. O desequilíbrio entre tais humores causaria a doença. Etimologicamente, a palavra melancolia se define como a junção das palavras gregas melas (negra) e kholé (bílis).
Aristóteles, em sua obra Problema XXX, I, definiu a melancolia como uma perturbação da alma, que afetava os homens de exceção tais como os gênios, os poetas, os filósofos, os artistas.
A melancolia pode ser poeticamente considerada um ancestral remoto da depressão, porém não são a mesma psicopatologia.
Segundo Christian Dunker, em Uma Biografia da Depressão, edição de 2021, na Idade Média surgiu outro tipo de patologia parecida, que recebeu o nome de accidia (acedia, em português), mal que acometia religiosos nos mosteiros cristãos medievais, que consistia em um desânimo profundo com as coisas sagradas e perda da fé religiosa. Tal sofrimento psíquico era considerado na época como sendo um mal de natureza espiritual. Não por acaso tal mal, assim como várias doenças mentais na época, acabou sendo associado ao demônio e suas artimanhas para desviar as pessoas do caminho de Deus. E, na época que ficou conhecida como idade das trevas, as consequências só poderiam ser duas: Exorcismo ou purificação através da morte pelo fogo. Então muitas pessoas, em sua maioria mulheres e pertencentes às classes mais baixas, foram queimadas vivas.
Entre os séculos XIV e XVI, que marcou a transição da Idade Média para a Idade Moderna, nasceu o movimento cultural conhecido como Renascimento. Neste período, a melancolia voltou a ser compreendida como um sentimento positivo, característico de artistas e intelectuais.
Porém, com o advento do Racionalismo entre os séculos XVI e XIX, a melancolia voltou a ser vista como algo nocivo, incompatível com a ideia de que através da razão podia se chegar ao conhecimento, inclusive de como ter uma vida mais feliz.
Mas o movimento estético e cultural conhecido como Romantismo, que nasceu nas últimas décadas do século XVIII, associava a melancolia à beleza e à nobreza de caráter do ser humano.
Importante ressaltar que, até os estudos Philippe Pinel (1745-1826), o acometimento da melancolia estava associado também às estações do ano. Pinel assinalou então que tal patologia estava na verdade relacionada à constituição da pessoa e não a este ou àquele período do ano, como até então se acreditava. Este foi o começo da abordagem psiquiátrica a respeito de doenças mentais.
Ainda de acordo com Dunker, o popular dicionário francês Nouveau Petit Le Robert, do lexicógrafo Paul Robert, registra que o nascimento da palavra depressão como sinônimo de sofrimento psíquico remonta ao ano de 1851.
Em 1854, o psiquiatra Jean-Pierre Falret (1794-1870), com o fim de diferenciar a fase de euforia da fase de momentos de profunda tristeza existentes na loucura circular, empregou o termo depressão. A partir desta fase a depressão foi ganhando expressão acadêmica e médica, diferenciando-se progressivamente da melancolia.
O século XIX (1801 – 1900) ficou, não por acaso, conhecido como o século dos manicômios. Data desse período histórico a proliferação de hospícios onde pessoas eram internadas, muitas vezes compulsoriamente, por apresentarem algum distúrbio mental. Foi também nessa época que o alienismo, como era conhecia a psiquiatria em seus primórdios, começou a impor a teoria de que a depressão e patologias correlatas se tratavam na verdade de doenças do corpo, mais especificamente do cérebro.
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A depressão sempre foi uma doença cercada de preconceitos.
Ainda sobre a desvinculação da depressão de melancolia, foi reconhecida a contribuição de Melanie Klein (1882-1960), psicanalista vienense, no sentido de dar maior visibilidade e autonomia ao transtorno mental da depressão.
Incontestável, outrossim, a importância de Sigmund Freud, pai da psicanálise que, através de sua obra Luto e Melancolia em 1917, detalhou as diferenças entre a melancolia e o luto, contribuindo para que a melancolia fosse melhor caracterizada, fazendo com que posteriormente fosse fundamentadamente também dissociada da depressão.
O ano de 1952 ficou marcado como o ano em que a depressão foi catalogada no primeiro DSM – Diagnostic and Statistical Manual of Mental Disorders, com a expressão “reação depressiva”, associada a outras desordens mentais. Posteriormente, com as novas descobertas de medicamentos tais como a penicilina, o cloreto de lítio, a hidrazina, os benzodiazepínicos e os antidepressivos de terceira geração, assim como outros que atuavam de forma secundária como anti-hipertensivos e também os neurolépticos que combatiam outras patologias correlatas, a depressão foi então ganhando cada vez mais notoriedade.
Em 1980, através do DSM-IV, a depressão foi catalogada de forma específica, como sendo uma forma de transtorno de humor. E como se verificou que tal transtorno abrangia mais de uma forma, ela foi então subdividida em onze tipos, sendo eles:
1 – Distimia (transtorno depressivo persistente);
2 – Transtorno disruptivo da desregulação de humor;
3 – Transtorno disfórico menstrual;
4 – Transtorno depressivo induzido por substância ou medicação;
5 – Depressão sazonal;
6 – Depressão secundária;
7 – Depressão endógena;
8 – Depressão atípica;
9 – Transtorno depressivo maior (transtorno bipolar tipo I);
10 – Depressão bipolar (transtorno bipolar II e III, transtorno ciclotímico) e
11 – Depressão psicótica.
No entanto, existem outras subclassificações mais genéricas utilizadas quando o paciente não se enquadrar em nenhuma das acima, tais como o transtorno depressivo não especificado.
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Mais especificamente foi com a descoberta dos antidepressivos denominados atípicos que atuam sobre a dopamina, serotonina e epinefrina que a depressão realmente pôde se destacar como doença digna de atenção.
Os neurotransmissores, mensageiros químicos do cérebro, foram então evidenciados e supervalorizados, sendo que a atuação alopática sobre eles faria com que a depressão pudesse ser curada ou pelo menos controlada.
Isso, de par com a releitura da depressão a partir de 2008, como sendo uma doença que atua também sobre o corpo através de sintomas físicos, fez com que a medicina se evidenciasse ainda mais como a única ciência capaz de curar tal patologia.
Passou-se então a acreditar que seria dispensável a atuação de profissionais tais como psicólogos e outros psicoterapeutas na guerra contra o mal do século. O tratamento químico resolveria o problema, sem a necessidade de se verificar qual a causa da patologia, sendo que tal demonstração de irracionalidade continua ainda a ser aplicada até os dias de hoje com fins de enriquecer ainda mais a indústria farmacêutica, sendo minimizados e mascarados os danos físicos causados aos pacientes.
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Medicamentos contra depressão não são isentos de efeitos colaterais
III – Conceito simplificado de melancolia, luto, acedia e depressão
. Melancolia
Estado de tristeza profunda, identificado por Aristóteles na Grécia antiga, com base na teoria dos humores de Hipócrates. Era vista como um sentimento característico dos chamados homens de exceção, ou seja, pessoas de intelecto diferenciado, capacidade artística e alta sensibilidade. Por causa da sua sentimentalidade questionavam e sofriam pelos males inexplicáveis do mundo.
Com base nas teorias de Freud, trata-se de uma psiconeurose narcísica, onde há um conflito entre o ego e o superego.
Foi reconhecida como patologia, fundada em um tipo de sofrimento psíquico.
. Luto
Processo em que ocorre a retirada do investimento libidinal que havia sobre um objeto específico, em razão da perda do mesmo. Tal objeto, no entanto, pode ser identificado, não se tratando de algo inconsciente. Como exemplo mais comum, a perda de uma pessoa amada em razão da morte.
Freud afirmou que, após a conclusão do processo de luto, o ego fica livre outra vez e a energia libidinal pode ser canalizada para outro objeto.
. Acedia ou accidia
Sentimento de desânimo profundo e perda da fé religiosa, que acometia religiosos no período da Idade Média.
. Depressão
Termo médico originado da psiquiatria, no século XVIII.
Trata-se de um processo de exacerbação e prorrogação da reação a uma perda.
A depressão é identificada pela psiquiatria com sendo uma doença causada pelo deficit de certas substâncias no cérebro.
A Psicanálise vê a depressão como um mal-estar ligado à própria condição efêmera do ser humano, podendo também ser parte de outras estruturas patológicas. De acordo com a hipótese psicanalítica, ocorre um conflito entre o ego e o ideal do ego. O deprimido sofre por não conseguir atingir aquilo que se considera ser o ideal de ser humano, com base nos convencionalismos sociais predominantes em determinada cultura e época.
Na corrente psicanalítica, admite-se que o deprimido vive um desacordo relacionado a si mesmo, aos outros e ao próprio desejo, sendo que as causas deste conflito só poderão ser conhecidas através dos processos psicanalíticos de trazer ao consciente aquilo que está reprimido ou recalcado.
A corrente pós-freudiana ligada a Lacan postula que a depressão é uma covardia moral do sujeito, sendo o fenômeno depressivo um movimento de recusa ao desejo.
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A Psicologia e a Psicanálise são poderosas aliadas da Psiquiatria no combate à depressão.
IV – Causas da depressão
As causas da depressão continuam a ser objeto de estudo pelas psiquiatria, psicologia e ciências afins sem que se tenha chegado ainda a uma definição muito precisa a respeito delas.
Há ainda muita discussão entre os estudiosos que defendem as causas puramente biológicas e aqueles que defendem que tudo se inicia na mente para só depois provocar mudanças neurofisiológicas.
Controvérsias à parte, há vários fatores que concorrem para que um quadro depressivo se estabeleça em uma pessoa. Leve-se em conta ainda que algumas formas de tristeza ou quadros depressivos são na verdade sintomas de outras doenças, tais como a síndrome de Burnout, a bipolaridade e outros transtornos de ansiedade.
Sabe-se, no entanto, que a depressão pode ser desencadeada através do que se chama de “gatilho”. Como exemplo, podemos citar um fato traumático na vida da pessoa, tal como a perda de um ente querido ou mesmo mudanças inesperadas de cidade, estado ou país.
Christian Dunker, em obra já citada, assinala como causas da depressão o deficit de certas substâncias no cérebro, uma existência vazia e sem sentido, causas envolvendo a transmissão do impulso neuronal, a genética, causas ambientais tais como a baixa luminosidade do sol, a alimentação e um conjunto de experiências psíquicas que variam de caso a caso.
A Psicanálise oferece a sua contribuição no sentido de compreender e controlar a depressão, sendo que no geral busca entender a motivação e não combater diretamente seus sintomas. Isso porque fazendo cessar as causas, faz naturalmente cessar também os efeitos.
Para fins didáticos e de síntese, podemos classificar os fatores causadores da depressão como psicossociais, biológicos, físicos e outros não especificados.
Vejamos então cada um deles.
Fatores psicossociais
São fatores ligados a mudanças contingenciais ou definitivas na vida da pessoa, mudanças estas normalmente acompanhadas de alguma privação ou de algum tipo de sofrimento.
A perda de um ente querido é muitas vezes o acontecimento inicial que faz desencadear um quadro depressivo.
Também mudança de cidade, estado ou país podem fazer com que o sujeito passe a se sentir deslocado e longe dos amigos e muitas vezes também da família. Em tais casos costuma ocorrer uma recusa ou bloqueio de aceitação quanto à nova realidade, fazendo com que o quadro depressivo se apresente.
Conflitos no trabalho são, outrossim, grandes causadores de depressão. Mudanças abruptas tais como transferências, rebaixamentos, mudanças de função, assédio moral, assédio sexual etc. podem ser o gatilho para que se desencadeie a doença. Esse tipo de específico de depressão pode, além disso, estar ligada à síndrome de Burnout.
Se quiser saber mais sobre a síndrome de Burnout acesse
Finalmente, mas não esgotando o tema, punições em geral, infligidas pelos pais, sacerdotes, patrões e outras pessoas investidas em algum tipo de autoridade sobre o deprimido, também podem ser o fator precipitante da doença.
Fatores biológicos
São fatores relacionados a alterações nos neurotransmissores, os mensageiros químicos que transportam, estimulam e equilibram os sinais entre os neurônios. Para fins de estudo da depressão, interessam mais os neurotransmissores serotonina, acetilcolina, dopamina, adrenalina e noradrenalina.
Também desequilíbrios hormonais podem estar ligados a um quadro depressivo.
Considere-se ainda atrofias ou mesmo lesões em partes do cérebro, mais especificamente no lobo pré-frontal, área responsável pela elaboração do pensamento e planejamento, ligada portanto às funções executivas.
Fatores físicos ou traumatismos
Estudos já comprovaram a ligação entre traumas físicos, sistema nervoso e emoção. As células possuem uma espécie de memória, que armazena as sensações de acontecimentos bons ou ruins no decorrer da vida.
Acontecimentos tais como acidentes físicos registram no corpo, no emocional e no sistema nervoso sensações diversas e interligadas que são desencadeadas novamente, em maior ou menor grau, caso seja repetida ou mesmo simulada as condições que as provocaram.
Sendo assim, caso o evento físico traumático tenha feito desencadear um quadro depressivo, tal condição continuará subsistindo em sintonia com as possíveis sequelas físicas que o acidente provocou. Assim, conclui-se que a mente e o sistema nervoso devem ser tratados ao mesmo tempo em que se trata também do corpo físico. Para tanto, seria altamente recomendável terapias mais completas direcionadas ao tratamento de distúrbios somato-emocionais, ou seja, das doenças que produzem efeitos tanto no corpo quando na mente, buscando então o reequilíbrio somato-emocional (RSE).
Outros fatores
Como exemplo de fatores outros que não foram enquadrados nas classes acima, podemos citar:
. O uso ou mesmo a retirada de medicamentos tais como betabloqueadores, benzodiazepínicos, corticosteroides, anti-histamínicos, analgésicos e antiparkinsonianos.
. A exposição a certos defensivos agrícolas ou agrotóxicos, como os organofosforados.
. A drogadição. Por exemplo, o uso da cocaína.
. Predisposição genética, no sentido de provocar ou mesmo intensificar quadros depressivos.
. Constante baixa luminosidade do sol, como ocorre em países nórdicos.
. Ocorrências traumáticas ao longo da vida.
V – Sintomas da depressão
Existem diferentes tipos e graus de depressão, sendo que apenas um profissional da área médica e psicológica pode situar o paciente neste ou naquele quadro.
Alguns sintomas, no entanto, são bem comuns a todos os tipos. Porém, repita-se que apenas um profissional está apto a avaliar se o caso é mesmo de depressão ou outra patologia.
As reações químicas que se verificou ocorrer no cérebro envolvendo os neurotransmissores foram detectadas como sendo deficit na receptação de serotonina, dopamina, adrenalina e noradrenalina, o que faz com que ocorram sintomas específicos envolvendo o corpo, o humor, a libido e etc.
Vamos, para fins didáticos, classificar os sintomas da depressão em cognitivos, fisiológicos e comportamentais.
Vejamos então os sintomas:
Cognitivos
. Humor deprimido: desânimo persistente, tristeza, baixa autoestima, sentimentos de inutilidade, vazio, culpa e/ou irritabilidade;
. Redução da capacidade de experimentar prazer na maior parte das atividades, antes consideradas como agradáveis;
. Diminuição da capacidade de pensar, de se concentrar, memorizar ou de tomar decisões;
. Ideação suicida.
Fisiológicos
. Fadiga ou sensação de perda de energia;
. Alterações do sono (mais frequentemente insônia, podendo ocorrer também sonolência excessiva ou sono interrompido);
. Alterações do apetite (mais comumente perda do apetite, podendo ocorrer também aumento);
. Redução do interesse e prazer sexual;
. Agitação motora, inquietude;
. Alterações dos ritmos circadianos (dormir fora de hora).
Comportamentais
. Retraimento social (isolamento social);
. Chorar mais e com mais frequência;
. Comportamentos suicidas;
. Retardo psicomotor e identificação generalizada, ou agitação psicomotora;
. Tentativa de suicídio;
. Comportamento autodestrutivo (automutilação).
VI – Tratamento holístico para o mal do século
Passemos então a abordar formas de tratamento da depressão, com base em métodos preventivos, psiquiátricos e psicológicos.
A – Tratamento preventivo
Como diz o antigo ditado, é melhor prevenir do que remediar.
Precisamos nos conscientizar da importância de atos e hábitos preventivos, no sentido de evitar qualquer patologia. No entanto, se a doença se instalar, é necessária uma participação mais ativa do paciente no próprio tratamento. E isso é justamente o que não se verifica em pessoas deprimidas que, em casos mais graves, encontram dificuldade até mesmo para se levantar da cama. Mas mesmo assim, se não podemos fazer o mais, então que façamos o mínimo que estamos podendo para que possamos alcançar o próximo nível em direção à cura.
Proponho uma lista não exaustiva de práticas e hábitos saudáveis que, se efetivados, podem evitar ou ajudar a tratar não só a depressão mas também diversas outras doenças.
Vamos a ela:
. Mudar hábitos mentais
Aprender a importância de, quando necessário, mudar o nosso ponto de vista e ter uma perspectiva mais positiva em relação às coisas.
Ter a consciência de que a tristeza faz parte da vida, é um sentimento com o qual teremos que lidar em várias fases de toda a nossa existência, normalmente acompanhando situações de perdas e mudanças traumáticas, como o falecimento de um ente querido. No entanto, a vida nos traz momentos felizes também e devemos vivê-los com intensidade.
. Mudar de ambiente e abandonar relaçõesnocivas
É importante descobrir se a causa da patologia é mais interna ou se o ambiente também provocou a instalação ou o agravamento da mesma. Procurar então aprender a lidar com pessoas e ambientes da melhor maneira possível, visando antes de tudo a própria saúde mental.
Isso significa direcionar nossa vida no sentido evitar ambientes tóxicos e abandonar relacionamentos destrutivos.
. Não seguir comportamentos de massa
É necessária uma releitura da realidade em que hoje vivemos.
É muito saudável não permitir sermos controlados pela sociedade da felicidade compulsória, pela cultura do narcisismo, pelos hábitos da modernidade líquida descrita por Zygmunt Baumant.
É muito importante entender que a propaganda que incentiva o consumismo e o controle da nossa subjetividade quer apenas vender o que muitas vezes não precisamos, tendo ainda a pretensão de definir a nossa própria identidade. E as redes sociais dão seguimento a esse controle nefasto, incentivando a ostentação de uma vida feliz e perfeita, mas feita de aparências, causando ao final a sensação de um grande vazio interior.
Sobre não se tornar mais uma vítima das mentiras divulgadas todos os dias na internet, leia um breve texto acessando
Devemos, portanto, ter um caráter firme o suficiente para não seguirmos uma mente coletiva destrutiva que nos fará, ao final, perdermos a nossa própria individualidade.
. Aprender a conciliar trabalho e lazer
O lazer é sim, tão importante quanto o trabalho.
Não devemos viver apenas para trabalhar, mas também para usufruir dos frutos do nosso próprio trabalho.
. Ter amigos verdadeiros
Amigos verdadeiros vibram de felicidade com as nossas conquistas, mas não nos apoiam quando percebem que vamos cometer erros. É muito difícil caminhar nesta vida sem amigos verdadeiros.
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. Desenvolver os talentos naturais
Se trabalhamos com ciências exatas para viver, mas gostamos de desenhar, pintar, cantar ou escrever poemas, por que não fazê-lo? Nossos dons e talentos naturais devem sim ser desenvolvidos para que tenhamos um desenvolvimento humano mais integral e uma vida mais plena.
. Ter uma alimentação de qualidade
A idade chega pelas pernas e a doença entra pela boca.
O quanto de carne, enlatados, fast food e bebidas alcoólicas precisamos para viver? Ter que fazer dieta depois que a doença se instala no organismo é muito, muito mais sofrido, lembremo-nos disso.
. Fazer check-up anualmente
Além dos chamados exames de rotina, devemos também ter uma atenção especial quanto às taxas hormonais, principalmente quando a idade for avançando. Relembre-se que, como exposto acima, muitas pessoas deprimidas apresentam também desequilíbrio hormonal.
. Praticar atividades físicas prazerosas
De novo: A idade chega pelas pernas e a doença entra pela boca.
Quando uma pessoa começa a apresentar muita dificuldade em subir escadas ou rampas, agachar, ou mesmo a fazer uma caminhada um pouco mais longa, está mais do que na hora de avaliar o condicionamento físico.
De par com isso, sabe-se que a prática de exercícios físicos promove a liberação de endorfina no organismo. A endorfina é o hormônio da felicidade, prazer e bem-estar, sendo que isso é um poderoso aliado contra o stress, tristeza, ansiedade e irritabilidade, sintomas ligados à depressão.
No entanto, devemos procurar atividades físicas que nos dão prazer. As pessoas que vão à academia de musculação simplesmente por ordens médicas costumam não dar continuidade por muito tempo.
Então procure aquela modalidade com a qual mais tem afinidade: Natação? Bicicleta? Artes marciais? Exite um grande número de opções.
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. Desenvolver a capacidade mental ou intelectual
Isso pode ser feito por meio da prática da leitura ou outras atividades como jogos mentais, palavras cruzadas, turismo histórico ou coisas assim.
Lembremos que o conhecimento liberta.
. Práticas de filantropia e caridade
Através dessa mudança de foco e de ponto de vista, aprendemos que não somos o centro do universo e que há muita gente em condições de vida muito piores do que as nossas. Por isso olhar para o outro e desenvolver empatia é tão importante em um mundo onde se incentiva o individualismo, o egoísmo e a ostentação.
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O sofrimento e as dificuldades se apresentam de forma diferente para cada um de nós.
. Ter gratidão
Gratidão, um dos sentimentos mais nobres que existe!
Faça uma lista das coisas pelas quais você deve ser grato em sua vida. Tenho certeza que vai se surpreender com o quão extensa essa lista vai ser.
Lembre-se que até uma coisa aparentemente banal, como poder respirar, é uma delas. Basta você procurar saber sobre a quantidade de pessoas que estão em um hospital neste momento dependendo de balões de oxigênio.
Lembre-se também que até os reveses da vida nos oferecem aprendizado e nos fazem evoluir, sendo que muitas vezes nos levam a fases de vida muito melhores do que as que tínhamos antes.
. Procurar ajuda profissional
Não precisamos estar doentes para procurarmos de forma preventiva um médico ou um profissional da área psicológica. Como dito acima, prevenir é muito melhor do que remediar.
B – Tratamento psiquiátrico
Basicamente o tratamento é feito com base em medicações conhecidas como antidepressivos. Conforme o caso, costuma-se efetuar combinações destes medicamentos com moduladores de humor, além de quetiapina e outros antipsicóticos.
Em caso de depressão leve utiliza-se normalmente os inibidores de receptação de serotonina, como a fluoxetina, a paroxetina e a duloxetina ou a bupropiona.
Se o quadro se agravar ou o organismo do paciente não responder mais tão bem aos medicamentos citados, inicia-se o tratamento com os inibidores de recaptação de serotonina como o citalopram, a sertralina e o escitalopram. O objetivo nesta fase é também aliviar o paciente dos sintomas somáticos, tais como dores no corpo. Caso haja aumento dos efeitos colaterais das medicações em razão do tempo mais logo de tratamento, pode-se convocar medicamentos de eficácia mais abrangente, tais como os tricíclicos do tipo clomipramina ou imipramina. Também pode-se utilizar um neuroléptico.
E, para concluir, quando não há resposta a nenhum medicamento, podendo haver também anormalidades comportamentais mais graves como catatonia e isolamento profundo, resta a alternativa mais radical, que consiste em eletroconvulsoterapia, estimulação intracraniana profunda e estimulação do nervo vago. Estes últimos recursos médicos, no entanto, não devem ser utilizados sem que haja certeza por parte do médico de que todos os outros medicamentos restaram ineficazes.
C – Tratamento psicológico
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O tratamento psicológico para a depressão tem como premissa inicial encontrar as causas do transtorno.
De acordo com a obra Psicologias, de Ana Mercês Bahia Bock, Odair Furtado e Maria de Lourdes Trassi Teixeira, 15a edição, 2020, a abordagem psicológica encara a doença mental e, portanto, os sintomas como desorganização do “mundo interno”. A doença instala-se na subjetividade e leva a uma alteração de sua estrutura ou a um desvio progressivo em seu desenvolvimento. O livro nos presenteia ainda com o esclarecimento de que não se conhece até hoje a verdadeira dimensão do sofrimento psíquico e isso nos leva a questionar se haveria de fato um adoecer psíquico.
O tratamento psicológico para a depressão é feito basicamente tendo como premissa inicial encontrar as causas do transtorno. Para isso são utilizadas todas as abordagens que a psicologia oferece, conforme a linha de atuação do psicoterapeuta. A psicanálise, a psicologia comportamental, e a neuropsicologia, apenas para citar alguns exemplos, oferecem técnicas que auxiliam muito na identificação das causas, além de oferecer métodos eficazes de tratamento, no sentido de minorar o sofrimento psíquico da pessoa.
A psicanálise, especificamente, nos oferece o método da cura pela fala, que tem como fundamento a técnica da associação livre descoberta por Freud. Muitos transtornos psíquicos já foram curados utilizando este método.
O tratamento psicológico propõe a volta da ordem normal diagnóstico-tratamento. Depoimentos de pacientes já revelaram que muitos profissionais da psiquiatria, quando na dúvida sobre o diagnóstico da doença, prescrevem antes o medicamento, verificando posteriormente se foi eficaz. Se foi, então diagnosticam a doença. Há também estatísticas do judiciário, expondo para quem quiser saber, o grande número de processos judiciais que têm como objeto o pedido de indenizações com base em evidências de danos irreversíveis causados no cérebro, por longos anos de uso de medicamentos psiquiátricos conhecidos popularmente como remédios “tarja preta”.
A medicação deveria entrar apenas quando fosse realmente necessária. Isso não significa, porém, que devemos demonizar os medicamentos, mas sim utilizá-los com critério e parcimônia.
A abordagem psicológica propõe portanto uma participação mais ativa do paciente, ajudando-o a entender que as tristezas fazem parte da vida, são inerentes à nossa própria condição humana, e que devemos aprender a lidar com ela de forma saudável.
VI – Conclusão
O deficit de certas substâncias no cérebro causa a depressão ou a depressão causa o deficit de certas substâncias no cérebro?
Este trabalho teve como fim mostrar que a depressão é um mal que merece ainda muito estudo antes que consideremos esgotadas as conclusões sobre suas causas e métodos de tratamento. Trata-se de um assunto muito abrangente, que extrapola os limites do sofrimento individual para adentrar no âmbito familiar e social. Trata-se, portanto, de um distúrbio psicossocial.
Mas, enquanto a ciência ainda luta para entender motivos e formas de cura, façamos nossa parte procurando evitar sermos vítimas de tal psicopatologia e, na qualidade de psicoterapeutas, que possamos com nossos estudos contribuir para minorar o sofrimento das pessoas que sofrem desse terrível mal. Que, como visto, não são poucas.
Quer interagir com a Morganna la Belle? Visite meu site e blog: https://rainhamorgannalabelle.wordpress.com/
Vou adorar conhecer você!!!
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mitxmania · 8 months ago
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Ficha
1. Nombre del FC y ocupación.
Christian Yu (nombre artístico: DPR Ian); solista, bailarín y director
2. Nombre del OC.
Goro Majima (真島 吾朗, Majima Gorō)
3. Fecha de nacimiento y edad.
25 de mayo, 1984 (actualmente tiene cuarenta años)
4. División a la que pertenece. Especialidad(es).
Arcanología. Especializado en demonología; también ducho en psiquismo.
5. Clase(s) que imparte.
Demonología clásica.
6. Nacionalidad.
Goro es un konketsuji (混血 児, "hijo de sangre mixta"), producto de la relación fugaz (aunque apasionada) entre una mujer nipona y un hombre chino. Nació y creció en Japón y se identifica congruentemente como japonés.
7. Curiosidades. Mínimo 6 desarrolladas.
A consecuencia de un ataque sufrido en 1986, cuando Goro tenía solo dos años, perdió un ojo, hecho que suele enmascarar haciendo uso de una prótesis de cristal. Todavía a día de hoy experimenta el síndrome del miembro fantasma (siente un dolor intenso en la cuenca vacía, como si lo estuvieran apuñalando repetidamente con un pedazo de hierro oxidado e incandescente; en ocasiones le parece que el globo ocular se encuentra en una posición extraña, vuelto hacia dentro, orientado al interior de sus sesos: de ahí su imposibilidad para ver). Cuando esto sucede, se desprende de su sucedáneo de vidrio y emplea un parche de tela muy suave. Aún así, a veces debe recurrir a los analgésicos para paliar su sufrimiento. El ataque lo dejó con otras secuelas, recordatorios visibles que lo estremecen si les presta demasiada atención: cicatrices que recorren su torso, brazos y piernas. El hombre las ha cubierto cuidadosamente con tatuajes y escarificaciones, que deja ver en ocasiones con sus atuendos más atrevidos. No permite a nadie, sin embargo, ver el hueco dejado en su calavera: es un trauma al que aún no ha podido enfrentarse.
A raíz del ataque y, siendo todavía poco más que un bebé, Goro comenzó a entrenar en el dojo tres artes marciales: en primer lugar, kyudo (el arte del arco y la flecha: una medida para acabar con sus males desde la seguridad que proporciona la distancia); en segundo lugar, kendo (el arte de la espada); por último, judo, por si, en la desesperación del combate, llegara a perder su arma. Además de esto, desde muy joven estudió los principios básicos psíquicos (de hecho, cuando era joven Majima tenía la convicción de que se labraría un lugar en el mundo profesional como psiquista; mas luego encontró su verdadera vocación en la demonología, especialidad de la cual es un aclamado experto) para mantener su mente sana. Los densos volúmenes de psicología que devora con asiduidad (es un consumado biobliófilo) lo ayudan a calmar la taquicardia que de vez en cuando amenaza con alterarlo y confía en que las técnicas aprendidas dificultarán cualquier intento de posesión demoníaca. Es pragmático y sabe que lo más probable es que sus medidas no basten a la hora de la verdad; por eso mismo continúa formándose incesantemente, siempre atento a los nuevos descubrimientos. Gracias a sus actividades, tanto físicas como psicológicas, es muy resiliente.
No cuenta con mucho tiempo libre y, a decir verdad, le gusta que eso sea así. En ocasiones lo califican como workaholic, un adicto al trabajo, un especialista obsesivo que, si no está aleccionando a sus alumnos, se encuentra o bien escribiendo un nuevo artículo o bien zambulléndose en investigaciones ajenas, ya sean estas recientes, insólitas o rescatadas de un almanaque mohoso, las hojas de papel húmedas y devoradas por las polillas y por las ratas. Si no se encuentra estimulando su intelecto, lo más probable es que esté entrenando su físico: para él, las horas muertas son horas francamente perdidas y los descansos son pocos y concisos. No duerme más de seis horas diarias (aunque esto lo achaca más a su insomnio que a su ofuscada productividad), las siestas están prohibidas y su ocio se limita casi por completo a la literatura y la escritura. Aparte de eso, le gusta hacer senderismo, pero muy pocas veces se permite llevar a cabo emprender tal proyecto: los días son grises y cortos desde que comenzó el Armagedón y, mal que le pese, no se siente seguro aún, no cree ser capaz de acabar con todas las alimañas que acechan en la oscuridad. Es, para bien o para mal, muy pragmático, un realista nato, y nunca subestima a nada ni nadie, exceptuando, claro está, a su estudiantado, del que se mofa de vez en cuando, y sus rivales académicos (sobre todo si los envidia). Es una persona culta y, por suerte para él, cuenta con memoria fotográfica, de modo que sus conocimientos sobre los temas sobre los que se informa (que son muchos, variados y, por norma general, explorados en profundidad) están bien fundamentados.
Aunque no padece ningún trastorno mental, a menudo se pregunta si sufre de alexitimia, pues le cuesta entender sus sentimientos: de hecho, en ocasiones se cree incapaz de experimentarlos siquiera, lo que lo frustra sobremanera. Cuando no entiende cómo debe confrontar una situación emocionalmente estresante, frunce el ceño y hace un puchero inflando el belfo: esto parece restarle años a su rostro, aniñándolo de una forma tierna que incita a la sonrisa e incluso a la carcajada. Tal vez porque no entiende las sensaciones de los demás prefiere la compañía de los animales, especialmente los que son calmados y fríos como él. Ama, por tanto, los reptiles y los insectos, así como los gatos que son ariscos e independientes, esas criaturas callejeras que solo llaman a la puerta cuando llueve, hace frío o tienen hambre. A pesar de todo esto, posee un lado afectuoso, pero son pocos los afortunados que logran ver salir a la luz esa faceta del profesor.
Es muy elegante: la moda le fascina. Es un concepto que no logra entender del todo, pero eso no lo detiene para lanzarse en combinaciones más bien distinguidas, atractivas, gráciles. Le gusta la combinación bicromática del blanco con el negro, así como los dos colores por separado. El marrón, el beige y el granate son otros de sus tonos predilectos a la hora de vestir. A pesar de que aboga por abandonar las estridencias, le gustan los complementos, porta siempre joyería en los dedos de sus manos, en sus esbeltas muñecas, su cuello y sus orejas. Tiene, además, perforaciones en los pezones, la nariz y el miembro viril. Ama la tela lisa y las cadenas de oro y plata, los anillos, el esmalte de uñas; el encaje, las capas superpuestas, los cinturones, etc. Le encanta mostrar su cuerpo estilizado. Con sus 2,05 metros de altura y sus músculos definidos, Majima sabe que, si no es guapo (y en las ocasiones más atrevidas, cuando ha bebido mucho sake, es capaz de afirmar que sí lo es), por lo menos tiene un físico envidiable. Su estilo es más bien formal, aunque con modificaciones. En ocasiones tiñe su cabello de blanco.
En cuanto a su carácter, Goro Majima es un tanto complicado: no es maleducado (de hecho, odia a la gente que presume sus malos modales). Trata a compañeros y alumnos de usted y muestra siempre la mayor deferencia posible. Sin embargo, su sinceridad sin tapujos, la brusquedad de sus palabras y la expresividad de su rostro suelen traicionarlo, de tal modo que muchas veces da una impresión equivocada. Es tozudo y gruñón y no es difícil verlo refunfuñar cuando se confronta verbalmente con un compañero. Es muy frío y muy comedido: jamás ha llegado a las manos en ninguna ocasión, pero, si es del todo franco consigo mismo, ha de admitir que en muchas ocasiones no le hubiera importado tener una pelea.
8. Historia. No obligatoria, pero recomendada.
Continuará.
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linyarguilera · 1 year ago
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espiritismo · 1 year ago
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Doenças.
“Na realidade, toda doença no corpo é processo de cura para a alma… “A doença é uma espécie de escoadouro de nossas imperfeições; inconscientemente, o Espírito quer jogar para fora o que lhe seja estranho ao próprio psiquismo…” --Chico Xavier
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fevrdinand · 4 months ago
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📌┆ferdinand molloy .ᐟ veintinueve años, escritor de novelas gráficas , visitante temporal, residente en downtown hollyridge, hospedándose en la posada evergreen lodge. ⋆. tablero de pinterest , playlist.
꩜ . ⸻ 𝗅𝗂𝗄𝖾 𝖺 𝖻𝖺𝖽 𝖽𝗈𝗀 ; reflejo.
꩜ . ⸻ 𝗅𝗂𝗄𝖾 𝖺 𝖻𝖺𝖽 𝖽𝗈𝗀 ; diálogo.
꩜ . ⸻ 𝗅𝗂𝗄𝖾 𝖺 𝖻𝖺𝖽 𝖽𝗈𝗀 ; psiquismo.
꩜ . ⸻ 𝗅𝗂𝗄𝖾 𝖺 𝖻𝖺𝖽 𝖽𝗈𝗀 ; dinámica.
꩜ . ⸻ 𝗅𝗂𝗄𝖾 𝖺 𝖻𝖺𝖽 𝖽𝗈𝗀 ; estética.
꩜ . ⸻ 𝗅𝗂𝗄𝖾 𝖺 𝖻𝖺𝖽 𝖽𝗈𝗀 ; memes.
꩜ . ⸻ 𝗅𝗂𝗄𝖾 𝖺 𝖻𝖺𝖽 𝖽𝗈𝗀 ; ediciones.
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clemventines · 4 months ago
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📌┆clementine vaugh .ᐟ veinticuatro años, alfarera y ebanista vendedora de artesanías en el mercado navideño , los de siempre, residente en pinehill summit. ⋆. tablero de pinterest , playlist.
୨ৎ . ⸻ 𝖽𝖺𝗇𝖼𝗂𝗇𝗀 𝖻𝖺𝗋𝖾𝖿𝗈𝗈𝗍 ; reflejo.
୨ৎ . ⸻ 𝖽𝖺𝗇𝖼𝗂𝗇𝗀 𝖻𝖺𝗋𝖾𝖿𝗈𝗈𝗍 ; diálogo.
୨ৎ . ⸻ 𝖽𝖺𝗇𝖼𝗂𝗇𝗀 𝖻𝖺𝗋𝖾𝖿𝗈𝗈𝗍 ; psiquismo.
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margiralt · 2 years ago
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VIVIR AL DÍA: UNA FORMA DE SABER QUE UNO ES FELIZ.
Una de los requisitos de la felicidad reside en saber vivir día a día.
Recuerdo que he vivido muchas desilusiones causadas por el mal hábito de anticiparme a lo que aún no estaba viviendo. Sufriendo a cuenta, por ejemplo
Sufriendo a cuenta: es una de las actitudes más negativas que solemos desarrollar sin ser muy conscientes de ello.
El criterio es algo así como el de pagar por adelantado a cuenta de deseos prohibidos o errores que uno pudiera haber cometido o cometerá en un futuro probable.
Lo que uno no suele considerar es que el inconsciente, lugar donde naufraga la lógica formal, carece de registro del paso del tiempo. En él cohabitan diferentes momentos transformando nuestra vida, tal como la registra un sueño, en algo así como la biblia junto al calefón. Conviven las personas que jamás vivieron juntas pero habitan nuestro mundo, libres de las inexplicables trabas que la vida cotidiana suele poner ante las circunstancias mas razonables.
Pero esta característica que podría pensarse como un factor de caos psíquico, aporta y mucho a la vida cotidiana.
Uno puede lograr cumplir deseos imposible con el sólo acto de soñarlos o transformarlos en obra de arte, por ejemplo.
Lo negativo de este aspecto irracional de nuestro inconciente está en la dificultad de reconocer la diferencia entre el placer obtenido por nuestros sueños y el que la realidad nos ha permitido concretar.
El placer es placer. Y en nuestro psiquismo suele tener un precio: LA CULPA.
Ante esta verdadera timadora de la felicidad, y que suele transitar tanto los pasillos del deseo como los de los actos llevados a cabo de manera consciente.
Desear mucho algo puede llegar a hacernos sentir tan culpables como su concreción misma.
Por eso PAGAR A CUENTA es una de las formas económicas que habitualmente desarrolla nuestro psiquismo para permitirse alguna forma de transgredir el territorio minado de la culpa.
El dolor físico, la inhibición ante cosas que en realidad pueden sernos sumamente atractivas o placenteras, son parte de ese PAGAR A CUENTA de placeres prohibidos.
Por todo eso, y porque recuerdo haber padecido de este artilugio muy presente en mi vida, es que comparto mi aprendizaje, que me ha permitido saber que soy feliz, sobre todo cuando soy consciente de mis deseo.
Los deseos son signo de salud. Si son prohibidos, tienen la característica de no haberse cumplido y por tanto, su placer es simplemente el que puede proporcionar una película de terror o una buena ficción o una historia de amor prohibido. El tema es saber reconocer que es “sólo un deseo” pero nada menos que un deseo.
De un día para otro cambia el panorama de nuestra vida. Día a día se pueden perder seres queridos, actividades valiosas, pero también día a día se puede volver a vivir con renovada pasión e interés un nuevo paso de nuestra vida, una nueva apuesta, un nuevo intento.
Lo fundamental: que no falten las ganas, y que no nos abandone el deseo.
Quedarse con las ganas es algo que, bien graduado y en medidas adecuadas, puede tener bastante que ver con nuestra felicidad.
r
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psicoanalisiscdmx · 21 days ago
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La culpa es una de las formaciones más sofisticadas del psiquismo: inhibe, paraliza y mantiene al sujeto atrapado en un circuito donde el deseo queda sofocado.
Freud nos mostró que la culpa no solo surge de transgresiones conscientes, sino de conflictos inconscientes donde el yo se convierte en su propio verdugo.
No es el sentimiento lo que genera culpa, sino la estructura psíquica que no lo permite. El aparato psíquico ha internalizado prohibiciones, mandatos y exigencias que operan en silencio, generando una autoobservación implacable. El sujeto no solo siente, sino que se castiga por sentir.
La culpa tiene una función defensiva: evita el conflicto abierto con el deseo.
Si el malestar se mantiene en el terreno de la culpa, el sujeto no tiene que enfrentarse a lo que realmente teme -su propia autonomía psíquica.
Sentir sin culpa implica desarmar la lógica del castigo interno, entender que la emoción no es un delito y que el deseo no es una falta.
En análisis, la culpa aparece como una trampa que detiene la elaboración psíquica. No permite avanzar porque sustituye la responsabilidad subjetiva por un circuito de remordimiento sin salida.
El problema no es el afecto, sino la estructura que lo convierte en motivo de castigo.
💡 Reinventarse es posible, pero el primer paso es tuyo… yo te acompaño en el camino. 💫
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imsosorrylove · 2 years ago
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Jean Jacques Rousseau disse que o homem nasce bom, e a sociedade o corrompe. Mas essa ideia precisa de reparos: para mim, o homem nasce neutro e o sistema social educa ou realça seus instintos, liberta seu psiquismo ou aprisiona. E normalmente o aprisiona. Augusto Cury.
O que a Bíblia disse: Marcos 7,14-23
Naquele tempo, 14Jesus chamou a multidão para perto de si e disse: “Escutai todos e compreendei: 15o que torna impuro o homem não é o que entra nele vindo de fora, mas o que sai do seu interior. 16Quem tem ouvidos para ouvir ouça”. 17Quando Jesus entrou em casa, longe da multidão, os discípulos lhe perguntaram sobre essa parábola. 18Jesus lhes disse: “Será que nem vós compreendeis? Não entendeis que nada do que vem de fora e entra numa pessoa pode torná-la impura, 19porque não entra em seu coração, mas em seu estômago e vai para a fossa?” Assim Jesus declarava que todos os alimentos eram puros. 20Ele disse: “O que sai do homem, isso é que o torna impuro. 21Pois é de dentro do coração humano que saem as más intenções, imoralidades, roubos, assassínios, 22adultérios, ambições desmedidas, maldades, fraudes, devassidão, inveja, calúnia, orgulho, falta de juízo. 23Todas estas coisas más saem de dentro e são elas que tornam impuro o homem”.
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blogdamorgannalabelle · 1 year ago
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35 – O mecanismo psíquico da transferência
Por Morganna la Belle
Psicanalista
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Se fosse preciso concentrar numa palavra a descoberta freudiana, essa palavra seria incontestavelmente inconsciente.
LAPLANCHE, Jean; PONTALIS, Jean-Bertrand. Vocabulário da Psicanálise
1 – O que significa transferência em psicanálise?
A transferência, em psicanálise, pode ser explicada como sendo o deslocamento de sentimentos e experiências que um indivíduo vivenciou com alguma pessoa do passado, normalmente na fase da infância, para a figura de uma determinada pessoa do presente. Tal processo se dá de forma inconsciente.
Esse mecanismo mental, embora seja utilizado pela psique humana desde sempre, desde que o ser humano passou a interagir entre si, foi identificado e conceituado apenas por Freud em suas vivências clínicas e pesquisas sobre o psiquismo humano. É, portanto, uma das maiores contribuições do pai da psicanálise para as ciências da mente, com o fim de identificação de transtornos mentais e a consequente busca de tratamento e cura para tais transtornos.
Importante esclarecer ainda que a transferência não é um recurso utilizado pela mente apenas no ambiente analítico. Tal mecanismo também pode ser observado em outros contextos como, por exemplo, que envolvam a relação entre aluno e professor.
2 – Tipos de transferência
Como se sabe, a descoberta do inconsciente é uma das maiores contribuições de Freud para as ciências da mente. Pode-se considerar então que, como o mecanismo da transferência se dá de forma inconsciente, a descoberta de tal processo tenha sido um desdobramento de sua descoberta principal, que são as instâncias do aparelho psíquico, expostas em sua primeira e segunda tópicas.
Em A Dinâmica da Transferência (1912) Freud identificou a transferência positiva sublimada, que é quando o paciente projeta no analista sentimentos amistosos, até mesmo de admiração e, por conseguinte, se engaja em um espírito de cooperação no sentido de buscar o entendimento do que está causando a neurose. No entanto, identificou também a transferência erótica, que é quando o analisando desloca para a figura do analista pulsões libidinosas recalcadas. E, por fim, Freud detectou também a transferência negativa, que é quando o paciente projeta no analista sentimentos hostis. Considere-se no entanto que, independente do tipo de transferência, é formado um vínculo entre analista e analisando. E é justamente a partir deste vínculo, seja positivo ou negativo, que o analista pode encontrar o fio de Ariadne da questão.
3 – Transferência x Resistência
Ainda de acordo com o clássico de Freud de 1912, as reações do paciente que se manifestam de acordo com o tipo de transferência que se apresenta durante o processo analítico seriam a cooperação e a resistência. A primeira estaria ligada à transferência positiva e a segunda às transferências erótica e negativa.
A cooperação por parte do analisando faz promover uma grande evolução no tratamento porque estabelece um profícuo vínculo de confiança entre analista e analisando. Sendo assim, sentimentos recalcados e aspectos mnemônicos reprimidos passam a emergir com mais fluidez para o consciente. E tudo isso seria potencializado pela utilização do método da associação livre.
No entanto, a resistência faz com que o paciente se ponha a focar na transferência em si, através de seus aspectos libidinais ou mesmo hostis e passe a resistir ou negar que material inconsciente aflore até o consciente. Porém, paradoxalmente, como o analista passou a ser o objeto de tais sentimentos eróticos ou hostis recalcados, pode o terapeuta, através de um meticuloso trabalho de interpretação, trabalhar no sentido de identificá-los e fazer com que ocorra a lembrança pelo paciente do material inconsciente reprimido. A partir daí teria início o processo de cura ou, pelo menos, de maior controle sobre a neurose.
A transferência, portanto, é considerada por alguns estudiosos como uma das principais ferramentas a ser utilizada para se chegar à causa das neuroses. E, como entender o que causa a doença mental é fundamental para que se possa confrontá-la, fazendo cessar os sintomas causados pelo distúrbio em questão e promovendo então a cura do paciente, pode-se dizer que a transferência é de vital importância para o tratamento e cura de alguns transtornos mentais.
4 – Os sentimentos
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Ponto muito importante a ser considerado nos estudos sobre a transferência chamada positiva é o tipo de sentimento que é projetado na figura do analista pelo analisando. Freud descobriu, em suas práticas clínicas, que alguns pacientes passavam a nutrir certo tipo de afeto por ele. Com a evolução deste processo de interação entre ele e tais pacientes, observou que o sentimento inicial de admiração e afeto poderia se transformar em um tipo de amor. E esse amor, em seu entendimento, embora projetado a partir de uma figura do passado, era transferido para uma figura do presente sem perder sua característica de puro e verdadeiro.
Ao ser questionado na época sobre a legitimidade deste amor, Freud insistiu na autenticidade de tal sentimento, que surge do mecanismo da transferência. E, indo mais longe mostrou que, embora tal amor possa evoluir para a eroticidade, ele não temia isso porque assim o vínculo entre analista e analisando se tornaria ainda mais forte, podendo proporcionar a partir daí elementos para a cura do paciente. Freud, portanto, procurava até instigar tal amor.
Fez então uma interessante analogia com a evocação de demônios, prática ensinada em grimórios antigos como a Goétia. Freud publicou em 1915:
Instigar a paciente a suprimir, renunciar ou sublimar suas pulsões, no momento em que ela admitiu sua transferência erótica, seria, não uma maneira analítica de lidar com elas, mas uma maneira insensata. Seria exatamente como se, após invocar um espírito dos infernos, mediante astutos encantamentos, devêssemos mandá-lo de volta para baixo, sem lhe haver feito uma única pergunta. Ter-se-ia trazido o recalcado à consciência, apenas para recalcá-lo mais uma vez, num susto (Freud, 1969/1915, p. 2013).
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Fausto evocando um demônio do inferno
Interessante essa analogia, considerando que Freud era avesso ao misticismo e esoterismo, sendo essa justamente uma das causas de seu posterior rompimento com Carl Gustav Jung. A comparação, no entanto, ilustra bem sua visão a respeito da importância do vínculo afetivo promovido entre psicanalista e paciente através do mecanismo da transferência.
5 – A visão de Lacan
No entanto, os sucessores de Freud, em especial Jacques Lacan, não compartilharam da mesma opinião do mestre. Em 1964, o próprio Lacan publicou em seu livro Os Quatro Conceitos Fundamentais da Psicanálise que o amor projetado pelo paciente no analista é um “falso amor”, uma “sombra de amor”, embora pudesse muito bem ser legítimo em sua origem no passado. Esta visão do sentimento, embora publicada na década de sessenta, ainda é a versão mais aceita até hoje.
Porém, muito importante enfatizar que, embora Freud instigasse tal vínculo afetivo, fazendo dele um poderoso aliado na sua investigação sobre a causa das neuroses de seus pacientes, ele era radicalmente contra o psicanalista se envolver sexualmente com seus pacientes. Ele afirmava que a ponte que fora construída entre a mente do analista e a do paciente seria destruída com a satisfação física de desejos eróticos, frustrando então qualquer possibilidade de cura.
6 – Os casos Bertha Pappenhein e Sabina Spielrein
Isso nos leva então a dois exemplos muito interessantes, envolvendo duas pacientes famosas, sendo o caso de Bertha Pappenhein e o de Sabina Spielrein. O primeiro envolveu Joseph Breuer e o segundo Carl G. Jung.
Bertha Pappenhein, nascida em Viena, ficou conhecida pelo pseudônimo de Anna O. quando foi tratada pelo médico vienense Joseph Breuer, contemporâneo de Freud.
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Bertha Pappenhein
O caso Anna O., pela sua importância na época, é tido como a inspiração para a criação da Psicanálise por Sigmund Freud. Embora Bertha Pappenhein tenha sido inicialmente paciente de Joseph Breuer, ela foi depois encaminhada a Freud, justamente por ter aflorado nela o mecanismo da transferência em relação ao seu primeiro terapeuta.
Ela era de ascendência alemã e judia. Na casa dos 20 anos de idade, ao ter que lidar com dificuldades inerentes à doença terminal de seu pai, desenvolveu um quadro de neurose, sendo mais especificamente diagnosticada com histeria. Tal distúrbio mental causava nela vários sintomas nervosos e físicos. Foi então levada para ser tratada por Joseph Breuer, médico vienense que gozava de muito boa reputação.
Entre 1880 a 1883 Joseph Breuer utilizou hipnose e outros desdobramentos com o fim de tratá-la, sendo que passou a documentar seu histórico clínico como caso Anna O., justamente para preservar a identidade da paciente em questão. Porém, no desenrolar do tratamento clínico, quando aflorou na paciente o processo da transferência, ela então desenvolveu um estado de gravidez psicológica e afirmou em seus delírios que o filho era do Dr. Breuer. O médico então, temendo maiores problemas com sua família e com a sociedade de Viena, abandonou o caso e encaminhou a paciente a Freud.
Freud então passou a tratá-la, sendo que da relação entre Bertha e Breuer e posteriormente entre Bertha e Freud nasceram o conceito de catarse, a expressão cura pela fala e alguns dos outros fundamentos da nova ciência que seria chamada de Psicanálise.
Interessante constatar que Joseph Breuer pertencia ao mais alto escalão de médicos vienenses de sua época e, mesmo com toda sua experiência e conhecimento, não foi capaz de lidar com a manifestação do fenômeno da transferência em Bertha Pappenheim, o que nos leva a fazer a consideração de que o psicanalista precisa ter uma base bem sólida para lidar com determinados casos.
Já o caso de Sabina Spielrein teve um desfecho bem diferente, mas não menos importante para a história da Psicanálise.
Em 1904 Sabina Nikolayevna Spielrein, de família russa e judia, foi encaminhada ao sanatório onde Carl Gustav Jung prestava serviço como médico, sendo também considerada acometida de histeria.
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Sabina Spielrein
No desenvolvimento da relação clínica entre fräulen Spielrein e o Dr. Jung surgiu também o mecanismo psíquico da transferência. Porém ao inverso do que fez o Dr. Breuer, Carl G. Jung tornou-se amante de Sabina. A relação entre Jung e Freud já estava abalada, sendo que isso contribuiu ainda mais para o rompimento entre ambos que se daria mais tarde. Isso porque, como exposto acima, Freud era rigidamente contra o envolvimento sexual entre psicanalista e paciente. No entanto, mesmo com a relação adúltera entre ambos – Jung já era casado nessa época -, o tratamento teve êxito graças ao próprio método de Freud.
Sabina Sipirelrein a posteriori tornou-se uma das primeiras psicanalistas mulheres da história e, após voltar para a União Soviética em 1923, foi uma das criadoras do chamado Berçário Branco, um jardim de infância em Moscou que tinha o objetivo de tratar crianças.
7 – A evolução do conceito de transferência
A concepção de transferência passou por várias renovações a partir de Freud, conforme foram evoluindo também outros conceitos psicanalíticos e psicológicos.
Através dos casos acima expostos, podemos verificar então que não existe fórmula tão rígida em psicologia ou psicanálise que deva ser estritamente seguida para se conseguir a cura do paciente. Isso por causa da complexidade da mente humana, principalmente em sua instância inconsciente. Pensamos que não deve o psicanalista abandonar o paciente por causa das dificuldades do caso, mas também não deve se aproveitar da fraqueza da pessoa em tratamento para se render aos seus impulsos eróticos.
Seja como for, o radicalismo de Breuer e a fraqueza de Jung frente ao fenômeno da transferência talvez tenham contribuído para que estes casos se tornassem referências históricas no mundo da Psicanálise, o que nos leva a concluir então sobre a importância da transferência na história das ciências da mente.
Embora, com o passar do tempo, o mecanismo mental da transferência tenha sofrido várias modificações em sua concepção, ela ainda é utilizada como uma poderosa ferramenta pelo psicanalista para chegar ao inconsciente da pessoa que está em busca de tratamento para restabelecer a sua saúde mental.
Quer interagir com a Morganna la Belle? Visite meu site e blog: https://rainhamorgannalabelle.wordpress.com/
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