#letramento
Explore tagged Tumblr posts
mundoinfantil360 · 6 days ago
Text
Tumblr media
1 note · View note
envolvenuances · 4 months ago
Text
Essa aqui foi a maior do ano pra mim
0 notes
inutilidadeaflorada · 1 year ago
Text
Olhos-indícios
Teus olhos densos me querem Imitando voyeurs, tecendo tintas Teima em seus cílios as provocações Nada substituíra esse carnaval de apetites
Um vazio agridoce despontando o esforço em excesso Para vingar-se contra o silêncio, contra os ecos Que giram a máquina mortífera desta paranoia Prenuncia a conquista do recanto de leões
Aqui, onde todas as coisas são imagens E toda a carcaça de elefantes brancos Originaria os muros de lamentos Nessa savana de plástico, qualquer detox é voraz
Quando se olha com os olhos da multidão Tudo é Troia, tudo é especulativo Tais cortes bússolas de intimidades Reconhecidos por partes do seu corpo
Açougue é o nome que procuras Músculo embaixo da língua Exercita todas as mortes obsoletas Incorriam em tua boca pontes e precipícios
Para afastar qualquer chance de conhecimento Derreter o esmalte dos dentes a cada álibi E cada efeito do cálcio verte-se em véu-grená, Ou renda para que especialistas encontrem a verdade
Erga tuas torres para manifestar minhas torres Tatear o tormento imposto pela distância Esse letramento será equivocado Na maioria da rotina romântica proliferada
Aceite os cordões que designam seus suspiros Agir sob a suspeita do outro, um teatro irreconhecível Crer e fundar um olhar vislumbrado que reconheça Ao mesmo tempo valor em si e no outro, em um único instante
13 notes · View notes
preenchimentosensivel · 1 year ago
Text
minhas coisas favoritas de 2023
No momento evito ler listas como essa, na tentativa de proteger uma aura particular, um fim de ano pra chamar de meu.
Ver retrospectivas de outras pessoas tem me dado uma sensação de contaminação e talvez seja um sintoma da minha própria confusão, porque ainda não me sinto como costumo me sentir aos fins de ano, mas as evidências não mentem.
De qualquer forma, eu penso nesse texto (ou lista) há dias. Separo aqui pontos de contato que ficaram mais que outros, o que emerge à mente mais fácil e rápido ao pensar em tudo que aconteceu desde janeiro.
𓆝 𓆟 𓆞 𓆝 𓆟
「.𖥔 ݁ ˖ jogos 」
Pra começar, tive um breve momento de vício em Sudoku que fez eu me sentir 23x mais inteligente. Nunca tive curiosidade, posso dizer que era até contra. A disposição de quadrados e números era totalmente abstrata pra mim. Não mais! Joguei por vários dias seguidos pelo celular e senti muito prazer.
Coffee Talk Em algum momento, querendo sentir algo diferente e jogar algo que eu não sabia exatamente o quê, mas que acreditava que com certeza já existia, pesquisei “queer relaxing games”, que me levou a uma lista com algumas opções, entre elas Coffee Talk.
Qualquer apelo homoerótico é inicialmente subentendido, deixando mais espaço para a mente, o que eu amo, e também não é o foco dessa história cheia de fofoca, desencontros e embates morais numa cidade pós-humana.
Vibrei forte diante de várias cenas, sensíveis e emocionantes, fazendo eu me atentar mais a visual novels e o potencial infinito de conduzir quem joga/lê. O que me leva a
Milk inside a bag of milk inside a bag of milk Recomendação de Bill, que trocamos em pé numa papelaria da Liberdade. Falei de Coffee Talk e Bill me indicou esse. Um jogo de 40min que te encurrala no caminho de comprar leite no mercado. Essa foi a sensação. Imagens lindas e autocomentários pontudos, metalinguagem e conversas difíceis.
Stardew Valley Atualmente viciado forte em Stardew Valley de novo. Sou pai, divorciado recém casado novamente. Delírio Farm vai bem e milionária, muito obrigado.
「.𖥔 ݁ ˖ livros 」
Li alguns livros esse ano - que bom!!! Porém sinto que meu grande momento com livros nos últimos tempos foi pensar incessantemente neles como objeto e possibilidade. Li muito sobre acesso à informação em xerox, fritei muito sobre leitura em contextos não-livros. O que impulsionou esses pensamentos com certeza foram textos como O que é Leitura, da coleção pequenos passos, e ter começado a estudar Letramento Informacional em uma pós graduação na UFG.
Minhas leituras foram em maioria difusas e incompletas. Li artigos, posts de blogs, pedaços de livros que tenho aqui. Fui ganhando paz nesse modo de ler que não se vale da finalização de um livro único, mas de coletar vários textos. Vi alguns memes no twitter recentemente que faziam essa comparação entre “pessoas comuns” lendo livros inteiros e pesquisadores lendo mil coisas. Me peguei pensando se sou um mal leitor comum ou um pesquisador largado e amador, mas acho que não importa tanto (provavelmente sou os dois).
Dos assuntos que obcequei forte, o texto de Leonardo Foletto sobre propriedade intelectual, o livro A cultura é livre, que muito fui relacionando com OpenAccess e coisas assim, que via na pós enquanto lia o livro (aquele poema pós da Angélica Freitas vem, toda vez que falo "pós" assim, casualmente) - e que inevitavelmente relacionei, distantemente e ainda sem muito corpo para elaboração, à interface e design cEnTrAdO nO UsuÁRiO, com Olia Lialina em Digital Folklore, e McKanzie Wark no Hacker Manifesto - ambos ainda pela metade, tô lendo devagarinho, mas representam bem uma nuvem de referências que me acompanhou nos últimos meses.
Dos terminados, preciso dizer que amei os dois únicos romances que li: Jazz, da Toni Morisson, e A paixão, da Jeanette Winterson. Talvez poste sobre os dois separadamente.
「.𖥔 ݁ ˖ música 」
Esse foi o meu ano Confessions on the dance floor. Não tá fácil me desvencilhar de uma onda nostálgica, a qual questiono muito, mas que vem inevitável e que tenho tentado não lutar tanto contra. 2022 foi meu ano Ray of Light, e 2023, mais especificamente no segundo semestre, chorei algumas vezes ouvindo How High. Sei lá!
Fiz essa sessão música, mas nem sei muito o que comentar. Viciei em Scarlet da Doja Cat, fiz uma Britney-terapia em antecipação ao livro, enquanto lia e depois de ler. Ouvi muitas playlists de dub. Conheci e amei Bar Italia e Water From your Eyes em dezembro, vale?
Fui basiquinho.
「.𖥔 ݁ ˖ viajar para São Paulo e comer no mapu e konru 」
Autoexplicativo, com ilustração:
Tumblr media Tumblr media
Ver pessoas queridas, sentir coisas novas, foi muito bom e importante.
「.𖥔 ݁ ˖ blogs 」
Ano passado caí no texto Against an Increasingly User-Hostile Web do Parimal Satyal, que me introduziu ao termo smallweb. Esse texto me levou ao NeoCities, que me levou a personal blogs estáticos brilhando muito em HTML. Comecei a seguir alguns blogs, fazer o meu, e ter imersões esporádicas em hiperlinks que expandiam meu contato enferrujado com páginas pessoais: espaços criados para si ou assuntos de interesse, fora das redes sociais, codados do zero por quem publica.
De alguma forma, fui acessando ideias de decentralização da web, self-hosting e permacomputing através de blogs de artistas, desenvolvedores e entusiastas que eu achava em webrings, no micro.blog ou no Mastodon. É toda uma vibe, a qual ainda sou iniciante, mas bem curioso sobre.
A premissa de evitar qualquer gatekeeping é muito atraente e me fez pensar em tantas coisas nos últimos meses - acesso à informação, compartilhamento e comunidade. O básico do que se imaginava da internet num passado distante e romântico.
Nesse mergulho, dá pra encontrar de tudo, piras neolibs controversas, mas também confabulações críticas e necessárias sobre estar online de um jeito menos uó.
Tem sido legal ler a newsletter People and Blogs e tem sido legal pensar em ter um blog. Espero que seja legal continuar com esse.
☆.𓋼𓍊 𓆏 𓍊𓋼𓍊.☆
Mete bala, 2024. Gratiluz, 2023.
9 notes · View notes
afastemsevacas · 1 year ago
Text
pra lembrar, narcisismo: O Eu se forma para nos defender do outro e do que preferimos desconhecer em nós (sou algumas coisas e muitas outras que sequer sei/reconheço).
"O termo narcisismo, que ganhou no senso comum a pecha de egoísmo, é, para a psicanálise, a condição da constituição subjetiva. Dói no ouvido quando um conceito que nos é tão caro é martelado como adjetivo vulgar e mal aplicado. O narcisismo, palavra importada do mito de Narciso, que dispensa apresentações, refere-se ao processo fascinante a partir do qual nos reconhecemos como unidade separada dos cuidadores. Dá-se com o bebê até aproximadamente um ano e meio de idade e culmina com a constituição do Eu. Sem ele, mal poderíamos falar em nome próprio. Lacan é o autor que tem as melhores sacadas sobre essa instância que se forma sintomaticamente para nos defender do outro e daquilo que preferimos desconhecer em nós mesmos. Daí que o Eu é complexo em sua missão de nos vender a melhor imagem de nós mesmos, poupando ferir nosso frágil narcisismo. O letramento racial, assim como o reconhecimento do machismo, é o sal na ferida narcísica.
"A questão é que a luta antirracista —e às demais formas de opressão— não vai sem o gosto amargo de vermos nosso narcisismo ferido. Não vai sem constrangimento, sem o sentimento de culpa. Caso contrário, estamos diante de uma racionalização linda e inócua como alface americana. Ela não vai também sem enfrentarmos a paranoia de achar equivocadamente que se trata de trocar opressor e oprimido de lugar.
O processo de letramento e conscientização é um processo sofrido, mas infinitamente menos duro do que ser o alvo da violência. Ferida narcísica não é ferida de bala."
(texto com partes a se pensar...)
3 notes · View notes
linyarguilera · 1 year ago
Text
Sobre escrever
Comecei a escrever minhas primeiras histórias com 07 anos de idade, lá em 2012, havia acabado de aprender a ler, pode-se assim dizer, as primeiras foram fábulas, estava encantada com Esopo.
Ainda lembro que era bastante preocupada com a moral da história, acho que até hoje isso reflete em minha escrita, seja para partilhar, ou para mim mesma. - É, pois eis um cérebro desde cedo preocupado!
De início foi uma aventura de criança, estava angustiada com as desavenças entre a raposa, a uva e a ave, e quem bem conhece o grego Esopo já sabe de qual fábula estou falando.
Fui crescendo, e escrevendo, sempre soube que queria ser escritora quando fosse grande, mas por ser um hobby, uma brincadeira de infância, é claro que seria secundário, mas lá estava eu ao lado de Manuel de Barros (a estátua) em Campo Grande, diga-se de passagem, tendo um vislumbre de uma decisão importante.
Com certeza as mãos por vezes não acompanhavam a velocidade das sinapses neurais, e lá estavam erros ortográficos, corrigidos minunciosamente por uma leitora muito crítica de si mesma após um período de término, ainda assim ficavam e ficam muitos, e não era para ninguém, apenas para si e seus amigos brinquedos, uma garotinha que divertia-se bastante brincando na sozinha na imensidão de uma cabecinha muito barulhenta e imaginativa, que viaja para além da Terra, mesmo com textos e falas em grande partes literais e com pouco filtro, por vezes tido como grosseira por alguns, e mesmo uma alma doce para os que compreendiam a alma da criatura.
Às vezes gosto de pensar que aprendi a escrever antes mesmo de ler, mas grandes escritores só surgem de leitores vorazes, assim dita a regra da boa escrita, mas pelo menos uma contadora de histórias já era desde criança, assim como sempre apreciei ouvir histórias e causas engraçadas daqueles que eram mais velhos, que delícia era conversar por longas horas com um tio que conheci ainda aos 7 anos, mesmo para muitos não sendo uma boa ouvinte, o que me interessava era ouvido ao infinito. Para muitos uma péssima ouvinte, mas na escola básica não passava de uma introvertida, com uma mente barulhenta e boquinha fechada, já em casa uma contadora de histórias, Ciências, professora dos ursinhos, desenhista de rabiscos, e uma futura poliglota para escrever em todas as línguas do universo, descobrindo o mundo dos ambivertidos.
A pequena escritora foi crescendo, e não é que a escrita viria a ser um refúgio de um psiquismo perdido nas fases que levam a vida de um ser com cérebro complexo, como o de muitos outros da mesma espécie, um ser em formação do Eu, o cotidiano foi virando inspiração, o medo de escrever sobre o que ama vai perdendo, nascendo as primeiras ficções científicas, com personagens de poucos sentimentos, muito semelhantes a latas de metais, que aos poucos foram sendo moldados para traduzir o sentir, e vão sendo explorados a partir das observações do mundo externo.
Em meio a escrita, muitos livros vão sendo devorados, e o que se consome vai se transpondo em meio as entrelinhas da escrita da criança em fase adulta que escreve em horas vagas, tédio ou mesmo do nada, como agora, por vias de uma tal de inspiração, advinda da criatividade, que não passa da junção de várias informações entregando combinações de ideias, que se traduzem em novas informações, por meio de ligações eletroquímicas, em que não passam de ondas, e são ditas sinapses neurais.
Sim, em cada época fui explorando novos caminhos, mesmo que tenha tido anos de foco em único ritmo, e aos 10 anos surgiu o primeiro poema, e muito me fizeram raiva nas aulas de língua portuguesa na quinta série, por mais incrível que pareça, essa não foi minha matéria escolar favorita, foi perdendo seu brilho depois do letramento, mas lá em 2015 estava eu no segundo semestre da quinta série aprendendo a escrever um poema, ainda lembro que o tema era primavera, e não, não seria como Fernando Pessoa, volta e meia a melancolia mistura-se com as Ciências Naturais, e mesmo a Física não passa de poesia, assim como aquela que se dedica ao estudo da matéria, ou mesmo a minha amada que estuda a vida.
Escrever sempre é apaixonante, e mesmo assim a confiança não é como a do plasma do qual orbitamos que brilha e nos fornece toda a energia, mesmo que indiretamente, quando o assunto é escrever para além do mero entretenimento, a cobrança é mais forte, são noites de insônia, meses de raciocínio, -sim, escritores usam ambos os hemisférios do cérebro, e não tem dessa de lado exato ou linguístico-, mas o fato é que são dias de rascunhos, apagando e corrigindo, jogando fora, e mesmo descartando ideias, porquê o resultado final da caminhada torna-se mais importante, e cuidar dos aspectos da jornada da caminhada torna-se extremamente importante.
Acredito que em todos os seres humanos reside a plena capacidade para aprender tudo o que quiser, assim como reside em todos que desejam escrever o potencial em si para isso, desde que, tenha a oportunidade, creio que as pessoas precisam de oportunidades para desenvolverem-se, e eu não estaria aqui agora se não tivesse tido oportunidades desde 2011. quando fui adotada ( não invente de querer explorar essa parte). Sou sim apaixonada pela cognição humana, desde criança ficava encantada com as habilidades matemáticas de meu pai, suas habilidades musicais, e em muitas outras áreas, me perguntava como os coleguinhas lá da frente da turma estavam sempre acima da média. Pois é, até meados da outra metade da quinta série não era acima da média, meu comportamento sim, professores amam alunos que não falam, um erro, claro, de fato apresentei dificuldades de aprendizagem ao longos dos anos após 2012 por uma série de fatores, não era esperado para uma criança que sabia contar até 10 desde uns 3 ou 4 anos, mas de que importa ser acima da média, o que vale é buscar melhorar.
Lá em 2016 estava eu apaixonando pelos cientistas, e por fim começando a ir ver e aprofundar no que rege a cognição humana, não sabia que era o início de uma paixão, ao longo da vida escolar provei de muitos métodos de aprendizagem próprios, e aos poucos aprendendo com os métodos de outros, e explorando mais e mais a partir dos 12 anos o psiquismo humano, e por fim aos 13 adentrando a neurociência, já não era mais a garotinha de 07 anos que importunava a mãe falando de cromossomos, a jovem criança também queria aprimorar os poderes matemáticos, e mais ainda a escrita, nessa altura já era uma aluna lá da frente, com destaques todo semestre e notas acima da média. Muito aprendi nessa jornada, assim como achava que ser médico ou cientista, isso era coisa para gênios, não para mim, mas olhando isso tudo, o que vale é o esforço.
Então se deseja escrever, escreva, se tiver a oportunidade, explore, não adianta sonhar, ter QI acima da média, altas habilidades, ou mesmo oportunidades, e não explorar, acredito que aprendemos e desenvolvemos algo quando exploramos para chegar onde queremos, mesmo que esse não seja o resultado final, se lhe faz bem, então explore, tudo vale, é importante sonhar e dedicar-se para realizar, ou mesmo tentar chegar perto.
Acho que vou aprimorando a escrita conforme vou escrevendo, de fato não tenho compromisso ou horário marcado com ela, mas escrever me é saudável, e conforme vou transformando enquanto humana, ela vai coevoluindo.
A: Celiny Arguilera
09/12/2023
5 notes · View notes
cibercomi · 2 days ago
Text
Tumblr media
Tecnologias: a necessidade de usá-las para sabê-las.
A ideia de "Ciber-Cultura-Remix" introduz a cibercultura como a relação entre tecnologias de informação e comunicação (TIC) e a cultura, emergente da convergência, do encontro da informática e das telecomunicações na década de 1970 (LEMOS, 2005). A cibercultura é regida pelo princípio da "re-mixagem", um conjunto de práticas sociais e comunicacionais de combinação de informações a partir de tecnologias digitais. Esse processo, iniciado no pós-modernismo e amplificado pela globalização, atinge seu ápice com as novas mídias.
A Cibercultura cria uma dinâmica por meio de três "leis" fundadoras (princípios): a liberação do polo da emissão (“pode tudo na internet”), uma circulação imensa de vozes e informações, antes dominada pela edição da grande mídia; a lei de conexão em rede, o que significa dizer que está tudo conectado, tudo comunica e está em rede (pessoas, máquinas, objetos, monumentos, cidades); e a reconfiguração de formatos midiáticos e práticas sociais, onde se fala em reconfigurar as práticas, as expressões da cibercultura. Essas leis levam a mudanças sociais na vivência do espaço e do tempo e sustentam a "ciber-cultura-remix". A liberação da emissão permite que qualquer indivíduo emita e receba informação em tempo real, enquanto o princípio de rede enfatiza a conectividade generalizada entre pessoas, máquinas e objetos. A reconfiguração (remixagem) envolve a remodelação de práticas e mídias existentes sem necessariamente substituí-las.
O artigo explora como a cibercultura desafia as noções tradicionais de autor e propriedade intelectual, que surgiram com o capitalismo e a imprensa. A tecnologia digital torna obsoletas as noções convencionais de autoria e copyright, impulsionando uma cultura de participação e livre circulação de obras, onde "o remix é a verdadeira natureza do digital". A cibercultura busca favorecer "inteligências coletivas" através da recombinação.
Diversos fenômenos da cibercultura são analisados sob essa perspectiva: a arte eletrônica, que expressa uma lógica recombinante e interativa; os blogs, que exemplificam a liberação da emissão e a reconfiguração da indústria midiática; os podcasts, que demonstram as três leis em ação na produção e distribuição de conteúdo sonoro.
Enfim, a cibercultura, impulsionada pelas três leis e pela lógica da re-mixagem, representa um caminho aparentemente irreversível, apesar das tentativas de grandes corporações de controlar a circulação do conhecimento através do copyright e de patentes, práticas comuns do capitalismo.
Tendo todo este panorama, podemos dialogar sobre a possibilidade dessa cultura digital alcançar as escolas, contrariando o que se pensa sobre as instituições de ensino, uma vez que se pensa que são ultrapassadas (BUCKINGHAM, 2010). Assim, um debate pode ser proposto sobre a ideia de que as escolas podem sim desempenhar um papel proativo ao representar perspectivas críticas e participação, já que as três leis acima mencionadas podem viabilizar essas práticas.
Portanto, é possível falar sobre o potencial transformador da tecnologia na educação, ainda que existam limitações, como a formação dos professores para o uso destas e como os jovens utilizam. Isso porque muitas vezes existe um uso de tecnologia por parte do aluno fora da escola, contudo, o uso limitado dentro do ambiente escolar o frustra pela abordagem, geralmente rudimentar, um abismo entre a cultura da escola e a cultura das crianças.
Existe um potencial de aprendizagem informal presente na cultura popular infantil, como em jogos de computador e chats online, que envolvem processos ativos de exploração, experimentação e colaboração. No entanto, precisamos de um olhar crítico, evitando a mera celebração deste uso, sem critérios, é preciso perceber quais as finalidades e resultados dessa exploração das tecnologias digitais.
Desta forma, deve-se pensar uma concepção mais crítica de letramento, inspirada na educação midiática, que abrange a compreensão da representação, da linguagem, da produção e da audiência na mídia digital, não somente acessar sites e jogos. Isso inclui a capacidade de avaliar criticamente a informação, compreender os interesses dos produtores e as formas como a mídia representa o mundo.
Precisamos entender que a tecnologia por si só não transformará radicalmente a educação, mas as escolas precisam assumir um papel mais proativo diante da crescente importância da mídia digital na vida dos jovens. Isso requer ir além de tentativas superficiais de combinar educação e entretenimento e adotar uma concepção expandida de letramento midiático, com uma formação crítica, também notando a questão das desigualdades de acesso à tecnologia e a necessidade da escola atuar como uma esfera pública para debate, desenvolvendo elos com outras instituições da esfera pública.
______________________________________________________________Referências:
BUCKINGHAM, David. Cultura Digital, Educação Midiática e o Lugar da Escolarização. Educação & Realidade, vol. 35, núm. 3, septiembre-diciembre, 2010, p. 37-58. Universidade Federal do Rio Grande do Sul. Porto Alegre, Brasil. Disponível em: http://www.redalyc.org/articulo.oa?id=317227078004. Acesso em 27 mar 2025.
LEMOS, André. Ciber-cultura-remix. Sentidos e Processos. Salvador, 2005. Disponível em: https://facom.ufba.br/ciberpesquisa/andrelemos/remix.pdf. Acesso em 27 mar. 2025.
LEMOS, André et al. Cibercultura como território recombinante. p. 38-46, 2009. Disponível em: https://facom.ufba.br/ciberpesquisa/andrelemos/recombinante.pdf. Acesso em 27 mar. 2025.
1 note · View note
ecommerceupdate · 8 days ago
Text
Tumblr media
No dia 2 de abril, celebra-se o Dia Mundial de Conscientização do Autismo, uma data dedicada a ampliar o conhecimento da população sobre o Transtorno do Espectro Autista (TEA) e, assim, combater o preconceito e a discriminação que ainda cercam as pessoas com o transtorno. Apesar dos avanços e da ampliação do debate sobre o TEA nos últimos anos, especialmente em novos espaços da sociedade, ainda é necessário lutar por igualdade de oportunidades. Segundo dados do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), estima-se que 85% das pessoas com TEA estejam desempregadas no Brasil — um número alarmante que revela a falta de inclusão e o despreparo do mercado de trabalho. Com o propósito de transformar essa realidade, a SoulCode Academy surgiu durante a pandemia com a missão de desenvolver o letramento digital e democratizar o acesso à capacitação tecnológica para minorias. Desde então, a edtech já formou mais de 800 pessoas com deficiência (PCDs). Entre elas está Alexandre Caus Haddade, diagnosticado com TEA. “A inclusão ainda está começando no mercado de tecnologia, e oportunidades de capacitação como essa mostram que estamos avançando nessa luta. Uma pessoa com Transtorno do Espectro Autista não é melhor nem pior do que ninguém, apenas tem uma forma diferente de enxergar o mundo — e isso pode ser muito valioso para uma empresa”, afirma Alexandre. Por outro lado, é essencial que as empresas estejam realmente preparadas para promover uma inclusão genuína de pessoas diversas — algo que vai muito além do cumprimento da lei de cotas prevista na legislação brasileira. Um exemplo de iniciativa nesse sentido é o trabalho da Mental Clean, empresa pioneira no Brasil em psicologia aplicada à saúde do trabalhador, que desenvolve ações voltadas à saúde mental e à diversidade nas organizações. Read the full article
0 notes
portalg37 · 23 days ago
Text
Polo da UAB na UEMG Divinópolis oferta vagas para curso gratuito de especialização EaD em Alfabetização e Letramento
Estão abertas, até domingo (16/3), as inscrições para o curso gratuito de especialização em Alfabetização e Letramento, oferecido na modalidade a distância pela Diretoria de Educação a Distância e Digital da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), no âmbito do Programa Universidade Aberta do Brasil (UAB). Serão oferecidas 30 vagas para o polo UAB em Divinópolis, que funciona na UEMG.O…
0 notes
aniinhatorres · 28 days ago
Text
Durante muitos anos as letras foram meu refúgio, um acalento em meio à noite ou solidão. A vida adulta e a correria diária fez com que eu me tornasse analfabeta funcional de mim mesma. Não sabia mais ler e escrever o que eu era ou sentia.
Adoeci. Sim, adoeci, pois é isso que acontece na sociedade turbulenta. Somo sugados até o último instante, a cada dia batendo metas e dando o melhor de si e quando sobra apenas o bagaço, resta a nós o descarte.
Hoje, me reencontro em processo de letramento novamente. As palavras emergem à superfície, esperando que eu as agarre, grite e viva.
esse é começo de um novo alfabeto na minha vida
0 notes
diabaloira · 1 month ago
Text
acho que pra você mexer com espiritualidade você precisa de pelo menos 1. não ser burro e impressionavel, entender que requer estudos e compreensão 2. estar disposto a parar e pensar se você não está em um transtorno delirante 3. não ser alguém que age por má fé e de acordo com seus princípios egoístas sobre os outros
no resumo da opera: ser responsável, são e bom o suficiente pra não dar uma de Jonestown pt.2 e se possivel investir em 1 letramento científico com o dinheiro que você ganha no seu tiktok ☮️
0 notes
labis-unicamp · 2 months ago
Photo
Tumblr media
O letramento em dados não é só para cientistas! Ele é essencial para todos nós no nosso dia a dia. Ao entender estatísticas e gráficos, podemos tomar decisões mais conscientes sobre nossas finanças, saúde e até mesmo sobre em quem votar. Vem saber um pouco mais em https://4et.us/letrdados1 #letramentoemdados #educacao #cidadania
0 notes
blacksweetfurious · 4 months ago
Text
Você sabe que eu tenho uma pasta no drive e um álbum de fotos com seu nome? Guardo minhas cartas bobas e fotos.
Eu também expressei o meu sentimento após você expressar seu sentimento, e não compreendemos uma à outra. Não entendemos que o sentimento da outra ao ser despejado não é um ataque a outra, e foi o que eu tentei expressar na minha ligação, como eu me sinto referente a sua chateação.
Hoje, sábado 14.12, eu tive uma percepção de algo que vinha sendo construído no fundo da mente que eu só entendi de verdade quando pensei sobre, que é minha vontade de independência, que veio muito cedo e a qual eu mantenho. Sinto que ela não é certa e nem errada, ela só é algo que eu tenho, desde muito nova.
Desde muito cedo eu sabia que eu queria sair da minha cidade, explorar o mundo e os estudos poderiam me viabilizar isso, também queria um emprego decente que não fosse explorado. O exemplo era o de minha mãe, que vivia trabalhando, mais do que a jornada insalubre de CLT 6x1. Porque ela só tinha o ensino médio, mas muita coragem e criatividade, então ela sempre arranjou soluções para cuidar de mim, estar próxima, mas era um desafio para pagar as contas. Até pensar sobre esse passado me entristece, porque ela me escondeu muito, todas as faltas que ela teve para nos manter viva - de apoio, de amor, compreensão, cuidado -, para ter o que comer e onde morar.
Então eu venho dessa realidade de pobreza, de muita coisa que eu não consigo nem começar a contar do que foi não ter nada durante toda a vida, nenhuma certeza e muita revolta com o mundo. Eu sabia que não estava certo, eu via as outras crianças, adultos, tendo muito mais. Mas eu também vi muita pobreza ao meu redor, de pessoas que não tinham certeza sobre o futuro, o que aguardar e só tinham a sobrevivência como norte.
Como eu também poderia ter mais, eu também poderia ter menos. E é sempre nesse lugar que eu me vejo, que eu poderia ser mais explorada e sofrer mais violências, mas eu estou tentando fugir ao máximo desse lugar. E é aqui que eu me encontro, procurando a independência de poder escolher não estar sofrendo violências que eu traço o limite de que não quero mais vivenciar. Não quero passar fome, insegurança de moradia… quero poder ter amparo de brigar para não viver essas violências, e também poder lutar pelos meus que não tem, para que não precisem sofrer para ter segurança.
Eu procuro compartilhar desse amor pela humanidade, mas que vem de saber como é estar nesse lugar, de reconhecer que pode ser pior, mas que não precisa ser. Que poderia também ser melhor, e é por isso que existe luta de classes, queremos não o mínimo, mas o inteiro e o banquete.
São a partir de várias violências, de gênero, raciais e de classe, de assédio, de uma família que passou por violência sexual - minha mãe é completamente traumatizada, e eu carrego muito desse trauma - de uma família pobre e negra - são várias as violências raciais que passamos, diretamente e estruturalmente, que eu passei a reconhecer somente após muito letramento e estudo. Eu me encontro no mundo, a partir dessa construção, e você me encontra aqui tentando superá-la, mas guardar o que pode vir a ser utilizável.
Então, quando eu te encontro, uma garota que passa por violências, mas buscando existir, eu reconheço um pouco e me espelho um pouco e tento compartilhar a dor da existência nesse sistema. Eu tento abrir um pouco do meu mundo, e criar suporte e acolhida. O que eu posso fazer é tentar estar presente e oferecer um canto seguro para se estar juntas.
Eu tento compartilhar um pouco da minha segurança conquistada, de ter um espaço físico longe de violência racial, transfobia e homofobia, com comida e entretenimento no meio tempo, assim como afeto físico e palavras consoladoras quando eu as tenho. Assim eu tento demonstrar meu amor, tentando te tirar daquilo que não te faz tão bem, te dando escolha de estar onde você queira estar, para você ter forças para tentar sobreviver mais um dia no capitalismo tardio.
Se você não quer estar mais aqui, e isso tem te feito mal, não quero que permaneça aqui, me dói mas eu entendo. Por isso me frustrou você querer ir embora e continuar aqui, porque você não depende de mim e não é minha refém em minha casa, você tem liberdade de ir e vir, e isso não me machuca. Você pode sair, por querer viver suas coisas, mas isso também nunca foi claramente traçado por você.
Para minha infelicidade, só fornecer essa liberdade de escolha não tem sido o bastante, porque acho não estar claro também para nós duas que não dependemos uma da outra, mas que escolhemos estar uma com a outra.
Além disso, meu cansaço me causa irritação. Também me falta o tempo de processar todas minhas vivências, todas as violências e opressões que eu ainda continuo passando, ainda assim eu tento sobreviver a essa rotina. É muito difícil não poder impor os limites que me fariam saudável, calma e não estressada, - portanto, ser eu mesma - seja no trabalho ou na faculdade, e só tem me restado suprimir ou desopilar de outras maneiras.
Eu entendi que para você estava ótimo nossa vida juntas com tempo de qualidade, e entendi que permanecer em casa estava funcionando e não precisamos fazer coisas o tempo todo. Entendi também que iríamos nos comunicar, e para mim não ficou claro as expectativas que você tinha. E sempre foi isso que eu tentei pedir, só para que a gente alinhasse expectativas e eu pudesse tentar respondê-las.
Tumblr media
0 notes
samanthamonick · 4 months ago
Text
Tumblr media
🔥 PROIBIDO PARA MENORES DE 18 ANOS. Em breve você ficará encantado com uma história em quadrinhos que retrata o cotidiano de duas amigas GP que trabalham em uma boate e nas últimas horas da manhã elas confidenciam uma à outra sobre suas experiências mais picantes e molhadas com vários clientes. 🔞 Bem-vindo as Histórias Gozadas com Samantha & Monick. ⚠ Só mais um aviso importante ⚠. As personagens e cenas são gerados por IA, mas toda a edição, letramento, roteiro e narrativa (que é uma quantidade absurda de trabalho e tempo) são feita por mim - humano 😉. CLICK NO LINK
1 note · View note
escritorasms · 4 months ago
Text
Tarissa Marques (Corumbá)
Tumblr media
Tarissa, é natural de Corumbá - MS, Doutora em Educação e mestra em Estudos Fronteiriços pela UFMS, faz parte do grupo de pesquisa literatura, Fronteira e Sociedade e do Grupo de Estudo e Pesquisa em Desenvolvimento, Gênero e Educação, e é pesquisadora Observatório Fronteiriço das Migrações Internacionais, nas áreas da Literatura Infantil Brasileira, Literatura Infantil Boliviana, Letramento Literário, Alfabetização e Letramento e Estudos de Gêneros.
Onde encontrar sua obra: https://www.amazon.com.br/ELENITA-SEGREDOS-COLINA-Tarissa-Marques-ebook/dp/B0BTDR3WL1
Referências: https://www.ubems.org.br/tarissa-marques/
0 notes
angelanatel · 4 months ago
Text
0 notes