#mc xuxu
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gazeta24br · 2 years ago
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O quarteto mineiro Samba de Colher quer criar uma roda de samba em lares de todo o Brasil. Após lançarem o EP “Pagar pra Ver”, elas divulgam um registro ao vivo gravado no Beco JF, mesma casa de shows onde foram gravadas as versões de estúdio, para ter o clima quente dos palcos, junto de um mini-documentário. Assista ao EP ao vivo: https://youtu.be/dZIDaEXxKjg  Ouça o EP “Pagar pra Ver”: https://tratore.ffm.to/pagarpraversdc  Buscando um novo olhar para o pagode com uma interpretação única e feminista, o Samba de Colher é formado pela cavaquinista Alessandra Crispin, as percussionistas Isabella Queiroz e Mariana Assis e a violonista Tamires Rampinelli, todas responsáveis pelos vocais. Com o EP, elas buscam apresentar vozes femininas em uma plataforma de acolhimento e festa. “‘Pagar pra ver’ traz, para as pessoas que ainda não nos conhecem, a energia real da nossa apresentação. Comecei a perceber que o nosso público - feminino, LGBTQIAN+ - fazia dos nossos shows um lugar de paquera. O resultado foi tão positivo que até hoje me emociono”, diz Tamires.  Criado em 2018, o quarteto se uniu em prol de celebrar e se divertir com os hits do pagode dos anos 90, mas rapidamente começou a se destacar no cenário musical de sua cidade natal, Juiz de Fora, na Zona da Mata mineira.  No ano seguinte, elas apresentaram o espetáculo musical Donas da Roda para contar e contextualizar a história de mulheres que são referência para o samba e o pagode. Essas influências, misturadas com arranjos diferenciados que uniam as musicalidades de cada integrante, resultam agora no EP de estreia autoral do projeto. O EP “Pagar pra Ver” e seu registro ao vivo são resultados de um projeto aprovado no PROGRAMA CULTURAL MURILO MENDES (PCMM) – da Prefeitura de Juiz de Fora, gerenciado pela Fundação Cultural Alfredo Ferreira Lage – Funalfa. Ficha técnica Alessandra Crispin: Voz e Cavaco Isabella Queiroz: Voz e Tantan Mariana Assis: Voz e Pandeiro Tamires Rampinelli: Voz e Violão Produção Geral / Direção Musical / Arranjos:  Alessandra Crispin / Isabella Queiroz / Mariana Assis / Tamires Rampinelli Artistas Participantes: Almin Bah: Percussionista Amana Veiga: Flautista João Cordeiro: Baterista e Percussionista João Lanini: Guitarrista MC Xuxu: Cantora Pablo Garcia: Pianista PretoVivo: Beatmaker Tiago Lazzarini: Baixista Apoio Técnico: Jady Garcia / Naná Laender / Guilherme Imbroisi / Anderson Mendonça Arte Gráfica: Camila Matheus Direção Audiovisual e Planejamento Estratégico: FLASHBACK ROCKS: Bernardo Traad - Jordan Pereira *Equipe: Leonardo Fabrino / Saul Carvalho / Hércules Rakauskas / Rodney Gonçalves / Rodrigo Castro  Engenharia de Áudio: Kasron Rodrigues *Equipe de apoio: Felipe Vieira / Renato Dias Figurino: Madame Salga Fotos: Nathália Pacheco Grafite Roupas/Stain Iluminação: Aline Flora e Vinícius Ildefonso  Make: Jana Flor e Carolina Teixeira Preparação Vocal: Bruna Oliveira Produção executiva e consultoria de lançamentos musicais: Sinfônica por Eliza Granadeiro
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unicórnio-ornitorrinco - auto(bahn)retrato:
nem quimera nem esfinge nem sereia nem medusa nem harpía nem narval
unicórnio-ornitorrinco ornitorrinco bico de pato rabo de castor pelo de gato espora no pé bota ovo e dá de mamar
impostora amadora simulacro superfície quarta bê desafinada genérica dada Lady Gaga meio gaga apaixonada tagarela tartamuda mal composta e letrada meio surda meio coxa meio dura meio xoxa meio feia meio bela porque bela porque coxa? bailarina entrevada falsa musa meio surda
é branquela como a lua que ilumina toda rua como uma espada nua
brilhante de bijuteria diz que tem mas não teria sete saias de balão
tão presente e distraída tão feliz e tão fodida tão achada e tão perdida tão tranquila explosiva tão nojenta tão bacana pronta para dar o bote ré defensora promotora jurado juíza
hiperbólica
superlativa
cópia da cópia da cópia paródia dadá mona lisa anja torta torre de Pisa diz que me mandou um beijo mas quem mandou foi a Xuxu
Quem quiser que conte outra Vou ficando por aqui um beijo para todo mundo um beijo para as travestis.
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byscarth · 4 years ago
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@Byscarth- Times Square- NY CITY (Lote).
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USER SIMSTAGRAM :  @Thescarth)
PT- Oie, aqui é a Scar!! :)  O lote possui; Mc Donald's, Starbucks, Restaurante Japonês, Restaurante (Sofisticado), Floricultura, Cafeteria, Loja de Maquiagem, Loja de roupas Chanel, Loja de calçados, 2 Estações de metrô, Estúdio de fotografia, Apartamento classe alta e apartamento classe média. o lote possui menos de 1GB. Foi tirado dele todos os arquivos Merged e também todas às subpastas para que sua pasta Mod não vire uma bagunça. Atualizações 1.65.77 + 1.66.139 + TS4 Star Wars Journey to Batuu de 8 de setembro de 2020 são necessárias. Ah e é claro, é super importante que me de os créditos ao postar a foto no local, ok? 🧡 Indique no final de sua legenda que o lote pertence a @Byscarth e a @Thescarth para que outras pessoas possam vir conhecer meu trabalho também. Espero que goste! EN- 
Hi, Scar heree!! :) The lot has; Mc Donald's, Starbucks, Japanese Restaurant, Restaurant (Sophisticated), Florist, Coffee Shop, Makeup Shop, Chanel Clothing Store, Shoe Store, 2 Metro Stations, Photo Studio, High Class Apartment and Middle Class Apartment.  the lot is less than 1GB. All Merged files and all subfolders have been removed from it so that your Mod folder doesn't become a mess. updates 1.65.77 + 1.66.139 + TS4 Star Wars Journey to Batuu from September 8, 2020 are required. Oh and of course, it's super important that you give me the credits when posting the photo on the spot, okay? 🧡 Indicate at the end of your caption that the lot belongs to @Byscarth and @Thescarth so that other people can come to know my work too. I hope you enjoy!
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PT-
❤  Atenção!  
● Não é permitido o uso desse arquivo para fins de re-edições e re-modelagens.
● Após o uso dar devido credito a criadora e não usurpar seu trabalho.
● Usem a #ByScarth no simstagram para que eu possa ver, curtir e comentar a foto de vocês xuxus.  ❤ ❤
Meu instagram é @Thescarth !!!  ❤
EN-
❤ Attention!
● The use of this file is not allowed for the purposes of reissues and re-modeling.
● After using due credit for the creator and not usurping his work.
● Use #ByScarth on the simstagram so I can see, like and comment on your photos babys.
My instagram is @Thescarth!!!  ❤ Thanks to all content creators. :)
Copyright Byscarth©2020
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almapisciana · 5 years ago
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“Eu sou apaixonada por muitas coisas, e isso vai da lua até você.” Essa é uma frase da minha autoria que eu amo demais. /tagged/mc
Linda ❤️
Prontinho xuxu | Boa noitinha
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unicorniowaren · 6 years ago
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Mc Xuxu´ - Eu fiz a Chuca
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Um poema para meu amor
oi,
antes me diziam que o amor tem cheiros, mas eu não acreditava
hoje eu consigo sentir, às vezes tem cheiro do Be do Calvin klein, às vezes o Fava Tamka da Granado, mas no final, é o seu cheiro
antes me diziam que o amor tem gosto, mas eu não acreditava
hoje eu consigo sentir, às vezes tem gosto do quarteirão do MC Donald's, às vezes do bandejão da Prefeitura ou da Física, às vezes das esfihas do Habib's, algumas de comidas orientais, algumas do café nespresso, outras de comidas chiques, outras de comidas simples, muitas vezes de açaí. Mas no final, tem o seu gosto.
Antes me diziam que o amor tem sabor doce, mas eu discordo
Eu acho que ele seja mais pro salgado. Na minha opinião, com provas confirmadas, no alcance de uma mordida, às vezes tem gosto de pano. Às vezes tem gosto de pele, salgada e macia, tem músculos, às vezes lábios. Mas no final, é você.
Me disseram que tem o toque suave,
Mas o toque que senti, foi das suas mãos, dos seus braços envolta de mim, das pontas dos seus dedos na minha pele, dos seus lábios macios em mim, na minha boca, no topo da minha cabeça, na minha testa, da sua mão que sempre está a espera da minha, do paladino nas minhas entranhas, da sua testa suada, do seu cabelo macio, da sua barba no meu rosto, das suas costas, do seu corpo no meu. O tato do amor, é você
E dizem que o amor é a ver o paraíso, mas eu vejo o seu cabelo claro, e sua barba, e seu óculos, seu olho claro - às vezes verde, às verde azulado, suas roupas esportivas, seu relógio, sua boca, suas orelhas, seu pescoço, seus peitos másculos. A minha visão do amor é você.
E dizem que a música do amor é aquela batida e chata do Ed Sheeran, eu sou plenamente contra essa ideia. O amor pra mim tem uma batida mais forte, como o I wanna be yours do Arctic Monkeys, mas quando ela não é essa música, é o som da sua risada, o som de você me chamando de xuxu ou neném, é você explicando de algo que você é interessado, é você avaliando restaurantes, é você discutindo filmes. Ou apenas a sua voz.
Mas a sociedade insiste em dizer que o amor tem a forma de um coração, mas ...
... eu acho que ela tem o seu formato, e todos os seus detalhes e trejeitos. Os 5 sentidos do corpo humano não são capaz de traduzir você por inteiro. Mas eu aposto que se eu fosse generalizar, eu diria que você é o meu amorzinho e eu te amo muito.
Obrigada por estar na minha vida.
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namoradadoenzo · 3 years ago
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Set parada
Só happy, gaga
Promíscuos, nelly
Last night, badsista
Coisa boa, gloria
Um beijo, o clã, xuxu
Eu não sou obrigada, MC trans
Cadela, urias
O baile todo
Se tá solteira
Rain on me
Pense e dance
Come tô my life
Crystal waters
Beyoncé
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lucamoreirareal · 3 years ago
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MC Trans e MC Xuxu param a maior comunidade de São Paulo para gravação de clipe!
MC Trans e MC Xuxu param a maior comunidade de São Paulo para gravação de clipe!
MC Trans e MC Xuxu, as mulheres trans pioneiras na música e no funk, escolheram o Mês do Orgulho LGBTQIA+ para movimentar a zona oeste da capital paulista com muita música, diversão e conscientização. A gravação acontece com o mote: “além da militância, vai ter trans sim!”. O clipe é um ato de protesto e um convite a reflexão. “O Brasil sempre foi um país em que sofremos muitas violências e…
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hwangness · 3 years ago
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"Sou teu fã
Sou teu fã
A minha boca diz te amo pra dentro
Só eu posso ouvir"
- Vitin
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eu só queria eutanásia, ou voar pra asia
ficar te olhando sem dizer uma palavra
mas n tenho asas e com mentiras vagas
eu vou escalando a barreira improvisada
eu só queria eutanásia sao apenas palavras.
- BUIA MC
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Buia, Flávio, Juninho, Ossain, xuxu ou qualquer nome que eu já tenha te chamado, nunca foi engano. Você foi herói na minha vida, peça fundamental do meu quebra-cabeça. Alguns diriam que tamanho amor não caberia numa amizade fraterna e pura entre homem e mulher, mas eu nunca precisei provar, você era tão genuinamente meu amigo que brilhava de bondade quando estava ao meu lado. Eu nunca vou te esquecer, nunca vou te deixar no passado, pois em vida você nunca esqueceu de mim. Eterna lembrança que manterei vivo, BUIA VIVE PARA SEMPRE 💚💚💚💚
Eu te amo muito
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MC Xuxu denuncia transfobia e abre processo contra empresa em MG – Revista Marie Claire
+ MC Xuxu prestou queixa na Delegacia da Mulher de Juiz de Fora (Foto: Reprodução/Instagram) MC Xuxu, dona do hit Um
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conjugames · 5 years ago
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O que não pode faltar no seu dia? /tagged/mc
Boa noite! Não pode faltar a falação sem parar da Maria Eduarda kk. Prontinho, obrigada por participar, xuxu ❤
Participem do REBLOG gracinhas, até 01/07 ás 23h59. Usem as tags: #buscandonovosares — Conheça o projeto AQUI. #projetovelhopoema e #projetoverboador em suas novas autorias.
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alampejo-blog · 5 years ago
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ZINE LAMPEJO - A PALAVRA É RISCO
No cenário artístico-cultural contemporâneo de Juiz de Fora, como é mais frequente e árduo fora dos grandes centros, os agentes, meios, instituições e financiamentos relativos à área são poucos e nem sempre estruturados e especializados como nos grandes centros. Essa característica acabou por fortalecer a cena independente da cidade, e por promover o encontro entre seus diferentes “personagens”, de atuações e linguagens artísticas diferentes, mas igualmente comprometidos com a consolidação de um circuito e sistema de arte e cultura na cidade. A Lampejo propõe o encontro entre trabalhos e artistas. Encontros que ajudem a contar os diálogos, cruzamentos e encruzilhadas que fizeram, ainda fazem e são parte tão significativa para a cultura material e imaterial da cidade. O Zine Lampejo visou somar como movimento fortalecedor, independente e paralelo da expansão de alcance da produção e movimentos culturais na cidade. A diversidade de conteúdo e mídia e seu formato enxuto, conferem o caráter de urgência do impresso e ao movimento de fomento a cultura local: isso tem de ser feito agora. Visitas, agendas e diálogos deverão ser estabelecidos AGORA. 
Produção e Curadoria: Amanda Tavares e Ingryd Lamas
Participam desse Zine: Amanda Tavares, Ingryd Lamas, Inhamis, Papelote.Press, Josimar Freire, Casa Povera, Lambuja, Andre Medeiros, Daniel Rzdr, Luisa Marinho, Aline Besouro, MC Xuxu e W. Del Guiducci. 
Link pra download do zine: https://alampejo.tumblr.com/zinelampejo
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questoesmm-blog · 8 years ago
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Cenário Pop Nacional, Geração Tombamento e o Método RuPaul
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Não faz muito tempo, mas quando MC Anitta se lançou nacionalmente como Anitta, por meio do hit “Show das Poderosas”, não demorou muito para que ela fosse consagrada como a Rainha do Funk. Ai começou um movimento para deslegitimar esse título, ao se exaltar as rainhas precursoras do funk, como Tati Quebra-Barraco e Valesca, além de se fabricar uma rixa entre Anitta e, na época, MC Beyoncé. Pouco tempo depois, quando MC Beyoncé se tornou Ludmilla, a rixa se direcionou para a novata Lexa. Mas essas rivalidades nunca foram novidade na música brasileira, basta lembrarmos de Sandy e Wanessa (Camargo), Ivete Sangalo e Claudia Leitte e até mesmo Gal Costa e Maria Bethânia já foram postas em campos opostos de um ringue.
Dizem que esse fenômeno é bom para as vendas e fomentam o crescimento de um cenário musical. O que seria da cena pop feminina nos EUA e no UK sem as rivalidades reais e produzidas entre elas? Quem pode negar o quanto de recursos de todas as ordens se movimentam nessa dança de cadeiras estadunidenses e britânicas? O fato é que essas rivalidades não têm mais se sustentado no Brasil e esse método, como forma de criar um cenário pop, se tornou ultrapassado, mas só agora outras perspectivas estão sendo experimentadas, sejam de propósito ou sem querer.
Quem acompanha o pop nacional sabe que bons artistas do gênero sempre tivemos. O que nunca tivemos muito claro foi um cenário pop onde esses artistas pudessem permanecer e desenvolver um circuito consistente. E esses cenários efêmeros que surgiam e depois desapareciam eram sempre monopolizados por dois ou três artistas de “grande porte”. Mas há um cenário muito diferente se instalando hoje no Brasil, propiciado pela Internet, pela Geração Tombamento e pela (enfim) autoestima perante o pop internacional.
A Internet se tornou um espaço de trânsito, que tem permitido vários encontros. Nos primórdios do saudoso Cansei de Ser Sexy, a banda por vezes reclamou do fato de que, no Brasil, não existe um espaço meio-termo para os artistas: ou você é super famoso ou você é um artista local/regional. Não existia um espaço que apenas não fosse mainstream, porém fosse nacional e alternativo. Esse espaço, porém, era garantido ao CSS lá na gringa. A Internet inaugura ou expande esse espaço no Brasil e faz com que a gente descubra artistas pop que, sem ela, nós jamais conheceríamos. Mas mais que criar espaço, a Internet permite produzir arte, simplifica o processo criativo e de execução. Video clipe já não demanda 100 mil reais para sair do papel; lançar EP já não precisa de selo; divulgação já não precisa (tanto) de TV e rádio.
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E com a geração que cresce aprendendo a ocupar esses novos espaços, surge também uma politização que, pro bem ou pro mal, se torna o tom da juventude do século XXI. Vivemos a Terceira Onda do Feminismo, a ascensão dos direitos LGBTs no mundo, as tentativas de rompimento com padrões do corpo e o alastramento da luta Negra. Ao mesmo tempo, uma esquerda esfacelada, uma ausência de heróis e líderes políticos, bem como o ressurgimento do obscurantismo repressor, que achamos que não alcançaria nossa geração ingênua. Não existe mais um Feminismo, mas feminismos; nem cartilhas únicas de expressão da negritude, mas várias formas de ser negro; nem há mais pretensões de se criar um Movimento LGBT consensual. De forma pontual, todas essas bandeiras e discursos se manifestam no Tombo. O Tombamento se torna uma das formas mais materializadas de ocupação de espaços, de diálogo entre as manas e minas, mas também briga e afronta.
Assim, o surrado método de fabricação de rivalidades no pop parece não encontrar terreno tão fértil nessa nova geração de consumidores. A interseccionalidade abre caminho no pop, pois os espaços de domínio de um artista se cruzam com os espaços daqueles que deveriam ser seus concorrentes. Isso também se deve ao fato de que a chamada “apropriação cultural” se tornou evidente no processo de produção, então mesmo que na Era do Digital, onde a ideia de autoria é cada vez mais algo do passado, a apropriação será apontada, mas não evitada. E não se conseguindo evitar, os artistas terão que se relacionar de forma mais íntima (ou ao menos fingir) com a coisa apropriada e, portanto, fará mixagens com cenários que, até então, estavam isolados. Antes era fácil se apropriar quando o apropriado não tinha voz eloquente pra reclamar, mas agora que essas vozes se erguem, a apropriação terá que fazer concessões e, uma delas, é a ampliação do cenário artístico.
Então não faz sentido que a rapper lacradora seja a rival da funkeira feminista, que é rival da travesti militante, que é rival da drag queen festiva... Esses espaços não se cercam mais e os públicos já não são mais disputados, porque a rapidez com que esse público se move não acompanha a espera de um novo álbum, novo clipe, novo single. É um público que se move para quem lançar primeiro. Não há como manter a produção nesse nível de velocidade sem que haja colaboração entre os artistas e, por conseguinte, sem que se funde, finalmente, o cenário onde o público possa permanecer experimentando todos os lançamentos de uma só vez. Não há como criar o curral restrito do artista X e o curral do artista Y, porque na Era do Digital a tendência é, ou o público força a fusão dos currais, ou “ganha” o “melhor” curral, que também está fadado a desaparecer se não houver um terceiro curral, ou um outro cenário para fugir – não a toa aquela cantora foi do pop romântico, ao eletrônico de boate LGBT e acabou no sertanejo: porque não há com quem competir e também porque a própria ideia de competição se contradiz com a ideia do Tombo. Embora por vezes não pareça, pra tombar é preciso ser adepto da filosofia Ubuntu: expressão africana que de forma geral não admite o avanço de um indivíduo sem que todos os outros avancem juntos.
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Então vemos hoje uma porrada de colaborações e encontros entre os novos artistas pop do Brasil. Se não é por meio do “featuring”, é por meio do compartilhamento do mesmo palco, ou pelo prestígio assumido que um artista expressa pelo outro, ou tudo isso junto. E ai, numa feliz coincidência (ou não), o espaço da Internet, que propicia o Tombo se esbarram com o reality show estadunidense RuPaul’s Drag Race, que já se encontra na sua nona edição, mais duas edições especiais. Sem a Internet, seja por conta da pirataria ou da Netflix, o Brasil não teria acesso quase massificado do reality e não veria o crescimento e bifurcações do cenário drag nacional e do amplo reconhecimento desse tipo de performance como arte. É desse cenário que surge quase metade das artistas pop nacionais que desfrutamos hoje.
Assim, o que podemos chamar de “Método RuPaul”* se cumpre pelas bandas de cá. E o que seria esse método? Seria o Ubuntu. RuPaul poderia seguir a vida sendo a mais famosa drag queen dos EUA, afinal, nenhuma outra drag no mundo havia conquistado tanto sucesso como ela, em tão diversificadas formas, como música, cinema e TV. Mas com o Drag Race, RuPaul provou que é muito menos eficiente seguir sendo a única grande drag queen de seu país, ao invés de ser uma das grandes drag queens do mundo. Nesse movimento, RuPaul criou um cenário e abandonou o curral. Não precisa de muito esforço pra se pensar nos benefícios que se tem quando se divide a coroa, ao invés de detê-la só para si e arriscar ser rainha de um reino solitário.
Se você é a única drag queen com acesso ao mainstream** isso significa que o público médio terá acesso a apenas uma forma de drag queen, por mais que a artista se reinvente. Assim, dois possíveis cenários podem ser previstos: uma outra drag queen poderá roubar seu espaço por completo, ou o público simplesmente se cansará de drag queens. Na primeira hipótese, o que se observa é que, como o público só tem acesso a um tipo de drag queen, para ele fará pouca diferença de quem é a drag queen que ocupa o espaço de destaque. Ele consumirá a arte da drag queen não porque ela tem uma identidade própria, mas apenas por ela ser drag queen. Ou seja, ela será substituível, porque o público se limitará a consumir a arte drag dentro da limitação de que basta haver uma caracterização e uma performance para ser considerado drag. Logo, não faz diferença sobre quem é o artista por traz da performance, pois o consumo não se dará pela unicidade do artista, mas pela performance em si.
A outra hipótese é de que, dada a previsibilidade da arte drag, devido a ideia equivocada do que é drag, o público se cansará e dará espaço a outro tipo de novidade. Quando RuPaul cria um cenário em que há espaço para várias formas de drag, o público percebe que ele não precisa sair em busca de um novo tipo de expressão artística pela exaustão da arte drag, mas sim se deparar com novas formas de drag e, cada dia mais, se apaixonar por formas diferentes de drag. Esse método permite que o público compreenda muito melhor o que é a arte drag, além de ser uma maneira de formar público fiel e, cada vez mais, exigente. Ao passo em que se cria a demanda por mais artistas, havendo assim a sensação (ou ilusão) de que há espaço para todas.
Ou seja, “eu sou fã da drag X não por ela ser drag, mas por ser uma artista X, que me proporciona experiência X” e, a partir disso, eu percebo que a experiência X não é melhor ou maior que a experiência Y, mas sim que são experiências diferentes. Por fim, percebo que quanto mais experiências eu puder ter, melhor.
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Assim, pra quê fabricar a rivalidade entre Gloria Groove, Lia Clark, Aretuza Lovi e Pabllo Vittar se agora eu sei que cada uma pode me dar uma face diferente de drag, que a outra não vai me possibilitar? E qual a razão de rivalizar de Mulher Pepita, Linn da Quebrada, Candy Mel, MC Xuxu e Liniker, se cada uma delas me expõem formas diferentes de compreender o gênero? Por que motivo Karol Conká, IZA, Rico Dalasam e MC Carol, que sequer fazem o mesmo som, não podem andar juntas alargando o entendimento de negritude e de feminino? E por que Anitta não pode cantar Ludmilla num show, ou se espalhar no samba, no sertanejo e no reggaeton? Como não identificar em Jaloo e na Banda Uó uma tentativa original de Pop? E como negar que gêneros brasileiros como o funk, o tecnobrega, o forró e o sertanejo se atravessam de tal forma, que acabam criando um cenário pop único e de forte identidade nacional, fazendo com que os gringos, ao se apropriarem das nossas produções, passem a nos dar os devidos créditos?
Seja como for, o pop nacional provou nessa década que ele pode ser potente, sem precisar referenciar o pop internacional, por meio do reconhecimento de seu potencial interno e pela formação espontânea de público cativo. Um público que já não precisa escolher ou entrar em torcidas organizadas. O pop nacional, possivelmente, nunca havia experimentado a possibilidade de se manter consistente, basta que saibamos que isso é fruto da união e reconhecimento de todas as formas abrasileiradas de se fazer pop. Que não esqueçamos o cenário que ajudamos a construir, afinal, muito nos custou para chegarmos até aqui. Ubuntu!
* O que eu chamo de “Método RuPaul” seria a ação ou movimento de se criar um cenário onde o artista possa se desenvolver por si mesmo, sem precisar formar um público próprio, mas sim oferecer algo único a um público já formado para o seu tipo de arte. Dessa forma, o artista só precisa ser responsável por sua própria estética e não pela manutenção do cenário como um todo, pois este será mantido pela colaboração dos artistas e do público que dele fazem parte e convivem. 
** Para RuPaul, a arte drag jamais será mainstream, no sentido de que o mainstream é um cenário que torna a arte homogênea e como a arte drag é justamente uma oposição ao status quo, esse tipo de arte jamais poderá ser mainstream.
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positivex · 8 years ago
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Fazer falta- mc Livinho+ #uslovedz
Rebloguei xuxu
vem pro reblogue!
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sexxlad · 8 years ago
Note
+f xuxu
entrei e já tocou mc lan, impossível não seguir né 
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luadrop · 5 years ago
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💁🏻‍♀️ + mc
rebloguei xuxu ✨
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