#hdc: seonghwa ateez
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c-hamdeok · 1 month ago
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informações
Nome completo: Song Dongwon
Data de nascimento: 24 de abril de 1996
Local de nascimento: Daejeon, Coreia do Sul
Entrou no complexo: 2020
Esporte: Hipismo (Salto)
Pavilhão: Platinum
Prompt: Muse P
Perfil: @hdcdongwon
Faceclaim: Seonghwa (Ateez)
entrevista
Vamos começar pelo início. Conte-nos, brevemente, sobre sua família, sua infância e adolescência. Em que momento percebeu que queria ser atleta? Foi algo específico ou um desejo que cresceu em você?
Eu vim de uma família de agricultores lá dos confins de Daejeon, e tenho mais duas irmãs mais velhas. Sempre tivemos uma vida simples, nunca faltou nada pra gente, mas eu não tinha certos luxos que as pessoas acham comum. Doces e esse tipo de coisa eram só em períodos bons da safra. Então eu nunca tive o pensamento de ser atleta, isso sempre pareceu tão distante e inalcançável, como as competições que eu via pela TV com o meu pai
Pra um pobre sonhar em ser atleta, ele precisa ter certeza de que é muito bom no que faz e ter coragem. E eu não tinha nem uma coisa e nem outra, mas ainda assim as coisas aconteceram de um jeito que eu nunca poderia ter imaginado na minha vida. Nem mesmo no meu sonho mais louco e fora da casinha possível.
Qual sua lembrança mais marcante, seja como espectador ou em sua carreira, relacionada ao seu esporte? E ainda sobre lembranças marcantes, existe alguém que te inspirou e inspira até hoje? Por quê?
A primeira vez que eu cheguei perto de um cavalo foi realmente incrível. Não temos animais de trabalho em casa, então eu nunca tive contato diretamente com esse tipo de animal até esse passeio escolar que aconteceu. Visitamos um centro de equoterapia, na época nem tinha esse nome, mas eu lembro que todas as crianças ficaram com muito medo de chegar perto. Eu fui o "escolhido", digamos assim, porque era o único da turma que vinha de fazenda e por isso acharam que eu tinha costume de mexer com cavalos.
Eu fui alimentar uma das éguas que o instrutor tinha levado para nos apresentar e ela apoiou a cabeça em mim. Eu fiquei lá igual um cone sem saber o que fazer. O instrutor então me colocou em cima dela e me fez andar o circuito que tinha lá. Eu duro igual uma pedra, não sei como não caí. Mas depois ele conversou comigo e me acalmou, me explicou como funcionava e me deixou tentar de novo. Então eu fiz a volta toda, mas no final eu errei o puxão do cabresto e a égua foi na direção de uns latões caídos e que não era pra eu ter ido naquela direção.
Não sei como fiz ela saltar, não sei como não caí, no final eu só vi todo mundo olhando pra mim como se eu fosse um fantasma. No fim do dia, o instrutor pediu o contato dos meus pais e eu achei que tinha feito uma besteira muito grande. Dei até o número errado pra ele, mas depois a professora que guiava a turma passou o certo. Não era nenhuma bronca, eu descobri isso muito depois, ele queria que eu fosse aluno naquele centro porque tinha visto muito potencial em mim para o esporte. Era só uma brincadeira, mas se tornou algo sério sem eu nem perceber.
Pode nos contar, brevemente, sobre sua trajetória no esporte até o momento? E como é o seu reconhecimento dentro do cenário esportivo?
Como eu disse, minha família nunca teve muito dinheiro, eu tentava fazer uns bicos do jeito que dava. Carregava sacola pra velhinha, levava bicho pra passear, qualquer coisa que pudesse me dar algum trocado pra eu não ter que pedir pros meus pais que trabalhavam tanto pra me dar uma vida confortável. Então a puberdade chegou e eu ganhei um glow up considerável. A internet já era algo mais acessível e eu comecei a brincar de postar anúncios de coisas que eu tinha em casa. Um lápis que se apagava sozinho, uma xícara sem alça, um abajur que adivinhava seus pensamentos. Eu tinha muita criatividade e muito tempo livre.
Mas foi o pontapé que eu não sabia que precisava para conseguir coisas maiores. Eu queria fazer faculdade de veterinária, queria comprar os equipamentos que eu precisava para participar das competições de salto, mas nada disso era possível até que aqueles trabalhos começaram a aparecer. Eu só precisava ficar em pé, fazer pose e olhar para a câmera. Eu sempre fui muito fotogênico, mas nunca tinha pensado em levar isso como uma profiss��o. A mente do pobre é realmente limitada, nossa condição sempre nos faz pensar que não podemos nada, que algo vai faltar e temos medo de arriscar. Foi assim que eu consegui ajudar meus pais com as despesas, e dei início na minha carreia no hipismo. 
Eu costumo ouvir piadinhas sobre isso, mas não me atinge. Não tenho vergonha nenhuma do caminho que eu percorri e das coisas que fiz, isso me ajudaram a alcançar um objetivo que a vida me deu. Não cometi nenhum crime ou fiz algo desonesto, a minha família tem orgulho de mim e sei que meus treinadores também. A única opinião que importa pra mim é a dos juízes no final da minha prova. 
Como atleta, quais as maiores dificuldades que você enfrenta no dia a dia? Como você lida com elas?
Cavalos são animais extremamente sensíveis, inclusive eu me formei em veterinária unicamente para poder entender esses animais. Então nem sempre a minha parceira está num dia bom e com isso os treinos não rendem tanto quanto eu gostaria. Claro que isso me rende algumas broncas da treinadora, mas o que eu posso fazer? Charlie tem meia tonelada e eu só 65 quilos, é meio óbvio quem sempre vence.
Mas eu tento não me abalar, apesar de tudo. Compenso no próximo dia, as vezes estendo um pouco mais meu tempo de treino para o meu tempo livre para poder recuperar o dia que foi "perdido". Claro que eu também tenho meus dias ruins, mas estar com a Charlie sempre faz eu me sentir melhor e juntos nós conseguimos passar por esses momentos.
O que torna o Hamdeok Complex diferente para você em comparação aos outros Centros de Treinamento Olímpico?
Desde que eu entrei para as competições amadoras, meu maior desejo era estar em um lugar de ponta, grande, que pudesse me fazer crescer da forma que eu sabia que podia. Eu agradeço muito por todos os lugares que me acolheram e me ajudaram a construir o meu caminho ao longo dos anos, mas um atleta não pode viver no conforto do comodismo, estagnado, sem perspectiva de crescer. E eu quero muito crescer, quero mostrar meu potencial e fazer valer todo o meu esforço e a confiança das pessoas que acreditaram em mim como atleta.
Eu caí aqui meio que desavisado, vim acompanhando a minha delegação para os jogos de verão porque eu não tinha conseguido a classificação, mas vim pra dar apoio moral e ajudar no que eu podia. Ainda era o complexo antigo, mas eu me apaixonei assim que coloquei o meu pé aqui dentro. Como os atletas pareciam felizes, as paredes cheias de prêmios. Eu queria aquilo também. Que atleta não quer o reconhecimento? Eu me inscrevi no meio das competições porque eu não queria perder a chance ou acontecer de outra pessoa tomar o lugar que eu sabia que seria meu. Eu ganhei muita confiança e auto estima nesses segundos de coragem enquanto eu enviava o formulário de aplicação. E o complexo tem sido muito mais do que um dia eu poderia imaginar, não diria que me sinto estagnado aqui, mas me sinto muito realizado por fazer parte dessa família incrível.
atributos
dedicação: 2
determinação: 2
equilíbrio: 2
sorte: 1
versatilidade: 1
qualificações
Jogos Nacionais de Inverno (2014) - 10° lugar (Complexo Daejeon) Jogos Asiáticos (2015) - 8º lugar (Korean Team) Jogos Nacionais de Verão (2016) - 5º lugar (Complexo Daejeon) Olímpiadas de Verão (2016) - 3º lugar (Korean Team) Jogos Mundiais (2017) - 3° lugar (Complexo Seul) Jogos Nacionais de Inverno (2018) - 1° lugar (Complexo Seul) Jogos Asiáticos (2019) - 1° lugar (Korean Team) Jogos Nacionais de Verão (2020) - 2º lugar (Hamdeok Complex) Olímpiadas de Verão (2020) - 3º lugar (Korean Team) Jogos Mundiais (2021) - 2º lugar (Hamdeok Complex) Jogos Nacionais de Inverno (2022) - 1° lugar (Hamdeok Complex) Jogos Asiáticos (2023) - 1° lugar (Korean Team) Jogos Nacionais de Verão (2024) - 1° lugar (Hamdeok Complex)
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